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Inter empata com a Ponte Preta e Roth é demitido

O colorado volta a campo na próxima segunda-feira contra o Corinthians em São Paulo.

Foto: Ricardo Duarte / Inter / Divulgação

Foto: Ricardo Duarte / Inter / Divulgação

O drama colorado parece não ter fim. Outra vez, o Inter desperdiçou o fator local e apenas empatou com a Ponte Preta, na noite desta quinta-feira. O 1 a 1 manteve a equipe na 17ª colocação, dentro da zona de rebaixamento. Faltando três rodadas, o time tem pela frente duas partidas, incluindo a última, longe de Porto Alegre. De quebra, ao fim da partida, foi anunciada a saída de Celso Roth.

Cada vez mais pressionado, o Inter – agora com 39 pontos, mas com menos gols marcados que o Vitória, o que faz os baianos serem o 16º lugar no campeonato – volta a campo na segunda-feira, quando encara o Corinthians, no Itaquerão. Mas fica de olho no jogo entre Vitória e Figueirense, no Barradão, que se enfrentam no domingo.

Valdívia marca em noite tensa

Que a noite seria complicada, todos os torcedores do Inter no Beira-Rio, sabiam. Mas o drama aumentou segundos antes de a bola rolar. Isso porque Marinho havia empatado para o Vitória contra o Santos, na Vila Belmiro. Tamanha era a conexão entre as duas partidas que, poucos minutos depois, quando Ricardo Oliveira recolocou a equipe paulista à frente, os colorados nas arquibancadas comemoraram como se o veterano atacante vestisse vermelho.

Já dentro do campo do Beira-Rio, o que eles viam era um time disposto. Valdívia cruzou para Sasha logo no primeiro minuto de partida. A bola raspou a trave da meta defendida pelo goleiro Aranha. Pouco depois, em bola recuada, outro momento de expectativa. Aranha fintou Vitinho e em seguida precisou dar um balão para não se complicar. Era o Inter em cima.

A pressão, que era grande, deu resultado aos 12, quando Anselmo recuperou a bola e acionou Valdívia, na intermediária. O atacante tabelou com Anderson e foi pifado quando estava frente a frente com o goleiro. Toque para o lado e gol.

Em meio ao ambiente tenso, o Inter arrefeceu. A Ponte ajustou a marcação e o jogo passou a ser mais equilibrado. Danilo Fernandes precisou aparecer em duas intervenções, sem maiores perigos. Já do outro lado, Anderson e Valdívia continuaram incomodando, mas deram mais trabalho aos zagueiros do que a Aranha.

Time cai de rendimento, sofre empate e quase a virada

Tal qual o primeiro tempo, já no primeiro minuto Sasha levou perigo a Aranha. Desta vez, o atacante colorado arriscou de longe e fez a bola passar por sobre a meta paulista. Mas ao contrário da etapa inicial, os colorados não se mantiveram na frente. E, em um jogo bem truncado, acabou se complicando.

Aos 11, Potker foi lançado dentro da área e só não marcou porque Danilo saiu corajosamente para defender. Mas aí veio o escanteio. E, na cobrança, Antonio Carlos subiu livre para acertar o canto, deixando tudo igual e jogando um enorme balde de água fria no Inter.

Aquele ambiente extremamente tenso do início do jogo voltou à tona. À essa altura, o jogo estava truncado e sem fluir. Foi quando Celso Roth, num raro momento, ouviu os gritos da torcida e mandou Seijas ao campo, na vaga de Valdívia. Pouco depois, o treinador lançou Aylon no lugar de Eduardo Sasha. Logo depois, Nico López também foi a campo.

Num confronto feio, foi do uruguaio a melhor oportunidade de gol. Aos 40, a bola sobrou para ele na risca da área. O camisa 7 soltou a bomba e Aranha defendeu. Em meio às pressões atabaolhadas, o Inter ainda se preocupava com os contra-ataques. No último minuto, Mateus Jesus chegou a entrar na área, mas a zaga conseguiu o corte.

Segundos depois, a noite, que tinha começado tensa, terminou melancólica e com uma grande vaia. A três rodadas do fim, o Inter continua na zona de rebaixamento e, ao menos momentaneamente, sem treinador.

Brasileirão – 35ª rodada

Inter 1

Danilo Fernandes; William, Paulão, Ernando e Geferson; Anselmo, Rodrigo Dourado, Eduardo Sasha (Aylon), Anderson (Nico López) e Valdívia (Seijas); Vitinho. Técnico: Celso Roth

Ponte Preta 1

Aranha; Nino Paraíba, Antônio Carlos, Douglas Grolli (Rhayner) e Breno Lopes; João Vitor, Matheus Reis e Wendel; Felipe Azevedo (Wellington Paulista), Clayson e Potker (Ravanelli). Técnico: Eduardo Baptista

Gols: Valdívia (12/1º), Antonio Carlos (11/2º)

Cartões amarelos: Anselmo; Nino Paraíba, Potker, Clayson

Arbitragem: Héber Roberto Lopes, auxiliado por auxiliado por Kléber Lúcio Gil (Fifa) e Carlos Berkenbrock (trio de SC);

Público: 32.734 torcedores

Local: estádio Beira-Rio

 

Correio do Povo

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