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Colombianos tomam as ruas e estádio em enorme homenagem à Chape

Tributo emocionante reuniu mais de 100 mil pessoas no Atanásio Girardot e seu entorno.

Foto: Divulgação

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Espanhol e português se misturaram. Alguns brasileiros e muitos colombianos… O estádio do Atlético Nacional, Atanasio Girardot, foi tomado nesta quarta-feira para “alentar”, torcer e homenagear a Chapecoense. A homenagem começou por volta das 21h45min (18h45min, em Medellín), mas às 21h o público já tinha lotado quase todas as dependências, gritando “ole, ole, ole, ole, Chape! Chape”. Foram 40 mil nas arquibancadas e cerca de 100 mil em todo o entorno.

A população foi convidada a comparecer vestida de branco, levando flores para prestar um tributo às vítimas do voo LMI-2933. Na queda do avião da Lamia, morreram 71 pessoas, entre jogadores da Chapecoense, dirigentes, jornalistas e tripulação.

O tributo iniciou como uma partida oficial, com os jogadores do Atlético Nacional subindo do túnel levando flores, antes da execução dos hinos de Colômbia e Brasil. No Hino Nacional brasileiro, muitos atletas e torcedores não conseguiram segurar as lágrimas.

Depois disso, o Ministro das Relações Exteriores do Brasil, José Serra, discursou em espanhol à multidão. Algumas vezes embargou a voz, principalmente ao agradecer a solidariedade do povo colombiano.

Solidariedade foi o tema em que o prefeito de Medellín, Federico Zuluaga, insistiu. “O que está acontecendo dentro e fora desse estádio tem nome. É solidariedade”, enfatizou. “Estamos com o coração destruído, mas queremos que um pouco de carinho chegue ao Brasil.”

O presidente do Atlético Nacional, Juan Carlos de la Cuesta, se pronunciou muito emocionado, parando diversas vezes para se recompor. “Partiram nossos companheiros de trabalho. Vieram para deixar muito alto o nome da sua equipe, sua família e seu país”, comentou.

“Por isso, nos embarga hoje a tristeza. Fica nosso apoio e solidariedade a Chapecoense. A todas as famílias, jogadores, ao povo do Brasil, à tripulação e toda sua família”, reforçou o dirigente, lembrando também dos “jornalistas que faleceram cumprindo seu trabalho”.

O técnico, Reinaldo Rueda, falou em nome dos atletas, exaltando o futebol brasileiro. “Obrigado ao Brasil por seu futebol. É deste futebol que aprendemos muito”, frisou. Rueda citou Pelé, Jairzinho, Tostão e outros craques, antes de citar cada jogador da Chapecoense. “Eles nos fariam grandes.”

Após os pronunciamentos, os nomes das 71 vítimas foram citadas pelos locutores no estádio, começando pelos jogadores, comissão técnica, passando pelos jornalistas até a tripulação. Para cada vítima, um balão branco foi liberado por crianças que vestiam os uniformes da Chape e do Atlético Nacional. Por fim, um enorme aplauso foi ouvido pela recuperação dos seis feridos na tragédia.

Para encerrar o tributo, helicópteros que atuaram nos resgates fizeram uma chuva de pétalas sobre o estádio. O ato foi acompanhado pela Filarmônica de Medellín, que acabou quase emudecida pelos gritos de “vamos, vamos Chape”.

 

Correio do Povo

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