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PDT inicia ruptura com governo de Sartori

Partido promete discurso mais crítico e independente após saída de secretário de Obras.

Foto: Antônio Augusto / Câmara dos Deputados / Divulgação

Foto: Antônio Augusto / Câmara dos Deputados / Divulgação

Com a entrega do cargo de secretário de Obras e o retorno ao parlamento, o deputado Gerson Burmann (PDT) abriu o caminho nessa segunda para que os demais pedetistas anunciem o desembarque do governo de José Ivo Sartori (PMDB). A decisão deverá ser consolidada na próxima segunda-feira, dia 10 de abril, em reunião do diretório estadual do PDT, na Capital. “O Burmann está se antecipando sobre aquilo que o partido deverá oficializar. Mostra a tendência do que ocorrerá na semana que vem”, apontou o presidente estadual da sigla, Pompeo de Mattos (PDT).

Segundo ele, Burmann havia comunicado dias atrás sobre a saída, a qual o pedetista protelou por, ao menos, duas vezes antes de efetivá-la. Anunciou que sairia no segundo semestre de 2016, mas teria sido convencido a permanecer até a definição conjunta do partido, lembrou Pompeo. Ele repetiu a intenção no final do ano passado e foi novamente dissuadido.

“É um posicionamento ético, e moral. Não dá para ter posição diferente se queremos trabalhar nosso próprio projeto político para 2018”, definiu o próprio Burmann, nessa segunda, em entrevista. Conforme o deputado, que já reassumiu seu mandato, além da motivação principal — que trata da independência para a construção de um discurso de campanha para o governo do Estado e para a disputa presidencial —  também “importou” o distanciamento provocado pela divergência entre a visão do PDT e as propostas de gestão do governador atual. “Dedicamos nossa quota de sacrifício pela parceria com o governo e em favor de projetos em que era possível votar. Os projetos que vêm agora são muito difíceis para o PDT”, analisou Pompeo de Mattos.

Para o vice-líder da bancada estadual pedetista, Eduardo Loureiro, além da independência para o voto, a saída deverá permitir que os integrantes da bancada assumam “posturas mais livres na tribuna”, passando a demarcar um discurso mais crítico e independente. A despedida definitiva do governo Sartori dependerá do voto de 212 membros do diretório. O grupo já havia se reunido em dezembro do ano passado, quando postergou a discussão para março desse ano. Na ocasião, perante protestos mais contundentes de correligionários, a Executiva marcou a data para a decisão em abril.

 

Correio do Povo

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