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Desarticulada quadrilha que aplicava golpes em clientes de cartões de crédito

A chamada “Operação Privilege” reuniu 50 policiais no RS e em SP.

Foto: Polícia Civil / Divulgação

Foto: Polícia Civil / Divulgação

A Polícia Civil realizou na manhã desta quarta-feira, dia 3, uma operação que desarticulou no Rio Grande do Sul e em São Paulo uma quadrilha que aplicava golpes em clientes de operadoras de cartões de crédito. O delegado Hilton Müller Rodrigues, titular da 3ª Delegacia de Polícia de Porto Alegre, responsável pela investigação, apura os crimes de estelionato, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Até o momento, foram presas oito pessoas: cinco no RS e três em São Paulo, incluindo um dos chefes do grupo.

A chamada “Operação Privilege” reuniu 50 policiais nos dois estados para cumprir 11 mandados de prisão temporária de integrantes do grupo que foram identificados e 12 de busca e apreensão na capital paulista, onde foram identificados quatro suspeitos, na capital gaúcha e em Viamão. Ao todo, 29 vítimas foram identificadas e elas foram lesadas em R$ 422 mil.

Golpe

Através de contato por telefone com clientes de operadoras dos cartões Visa e Master em Porto Alegre, criminosos em São Paulo se passavam por funcionários da central de segurança das empresas. Eles informavam que uma das compras efetuadas não havia sido realizada e que precisava seguir instruções para resolver o problema. Um dos procedimentos era digitar a senha do cartão no teclado do telefone, para logo em seguida inutilizar o mesmo, mas sem danificar o chip. Depois disso, o cliente deveria escrever uma carta de próprio punho contestando a compra e entregar a um agente de segurança um envelope contendo a carta e o chip. Na verdade, estes agentes eram integrantes gaúchos da organização criminosa.

Cartão falso

Os investigados utilizavam o chip do cliente enganado em um novo cartão confeccionado pelo próprio grupo criminoso. Com esse cartão falso e com a senha repassada através do contato telefônico, os suspeitos passavam a realizar compras no comércio e a fazer saques bancários, causando prejuízos às vítimas. O delegado Müller verificou ainda que alguns indivíduos paulistas deslocaram-se daquele estado para Porto Alegre somente para fazer compras e sacar dinheiro em agências, retornando posteriormente. Indivíduos gaúchos eram responsáveis por pegar o chip dos cartões das vítimas e por repassar informações privilegiadas para o restante do bando. Entre elas, nome completo dos clientes das operadoras, endereço residencial e telefone fixo.

 

Rádio Gaúcha

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