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Polícia Civil indicia 22 pessoas por fraude no seguro DPVAT em Taquari

Pelo menos duas empresas fraudulentas tornaram o seguro do DPVAT em um esquema criminoso.

Foto: Juliano Beppler da Silva / Giro do Vale / Arquivo

Foto: Juliano Beppler da Silva / Giro do Vale / Arquivo

A Polícia Civil de Taquari indiciou, nesta quarta-feira, dia 26, 22 pessoas envolvidas em esquema de fraudes no seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre (DPVAT). Estelionatários ligados a empresa que prometia indenizar vítimas de acidente esperavam pacientes em frente a consultórios de traumatologia e hospitais para convencer novos clientes a receber indenizações com adulterações em laudos médicos e boletins de ocorrência.

Pelo menos duas empresas fraudulentas de Taquari tornaram o seguro do DPVAT, que serve para amparar vítimas envolvidas em acidentes de trânsito, em um esquema criminoso. Após convencer pacientes a aderirem a fraude para obter o dinheiro, os criminosos dividiam o lucro: 30% para a “empresa” e 70% para o suposto beneficiário.

“Os estelionatários aproveitavam a parte da frente do laudo médico e na segunda folha, que é escrita a mão por um médico, eles copiavam a letra do profissional e faziam colagens com a assinatura. O mesmo ocorria com os boletins de ocorrência. Eles chegavam a, inclusive, criar números falsos nos procedimentos policiais”, explicou a delegada Betina Caumo.

A suspeita é que o esquema ilegal de indenizações no seguro DPVAT tenha começado em 2013, quando a Polícia Civil recebeu as primeiras informações sobre fraudes envolvendo o benefício.

Dos 22 indiciados, sete são empresários e 15 são pessoas que aceitaram mentir e burlar laudos médicos e boletins de ocorrência para receber o dinheiro. Eles responderão por crimes de falsificação de documento público, falsidade ideológica, uso de documento falso e estelionato.

Segundo a delegada, na maioria dos casos, os criminosos orientavam que as pessoas procurassem a polícia, após a alteração do laudo médico, e mentissem que haviam sofrido um acidente de moto. Os pacientes que fraudavam o benefício recebiam valores que variavam entre R$ 1 mil e R$ 5 mil.

Durante a investigação, constatou-se casos em que pessoas haviam dado entrada em hospitais e traumatologias por terem sofrido pequenas quedas e até, em um caso, um paciente conseguiu o seguro DPVAT por fraudar uma laudo médico de urticária.

A Polícia Civil de Taquari investiga pelo menos outros 40 inquéritos de pessoas ligadas em fraudes no DPVAT. Há suspeita de que os estelionatários atuem em outras cidades do Vale do Taquari e Rio Pardo.

 

Zero Hora

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