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Projeto Jovem Vereador gera polêmica após ser rejeitado na Câmara de Bom Retiro do Sul

Matéria foi a votação na terça-feira, dia 8, e foi rejeitada pela maioria.

Foto: Juliano Beppler / Giro do Vale / Arquivo

Turatti (PT) lamentou que os colegas tenham rejeitado sua proposta. (Foto: Juliano Beppler / Giro do Vale / Arquivo)

Um Projeto de Lei aparentemente simples, foi a votação na sessão da Câmara de Vereadores de Bom Retiro do Sul na sessão da última terça-feira, dia 8, e acabou sendo reprovado por maioria de votos. A matéria de autoria do vereador Filipe dos Santos Turatti (PT) propunha a criação do Programa Jovem Vereador, e acabou sendo derrubada por seis votos contrários, contra dois favoráveis.

Turatti se mostrou surpreso com a rejeição do projeto, que segundo ele, não teria custo elevado para o Legislativo e ajudaria a estimular a juventude a participar da política. O caso acabou gerando polêmica e debate nas redes sociais.

O Programa

O programa consistiria em uma seleção que seria feita através de um concurso de redação nas escolas do município, com estudantes do 9º Ano até o 3º ano do Ensino Médio, com idade entre 14 e 24 anos. O programa aconteceria todos os anos, no mês de novembro. A escolha das nove redações vencedoras seria feita por uma comissão formada por um professor de cada escola.

Os autores das nove redações escolhidas iriam participar de uma programação que teria de três a cinco dias de duração. Ele iriam conhecer a Lei Orgânica do Município, o Regimento Interno da Câmara, as estruturas do Legislativo e do Executivo, elaborar proposições ou  indicação de Projeto de Lei, e no final uma eleição entre eles para definir a mesa diretora com uma sessão fictícia.

Segundo o autor do projeto, entre as possibilidades estava também uma visita para conhecer a Assembleia Legislativa, mas que ainda precisaria ser estudada.

Projeto Rejeitado

Por maioria de votos o Projeto de Lei do petista foi rejeitado. A favor da matéria houveram apenas os votos do autor do Projeto e de Sílvio Roberto Portz (PMDB). Votaram contra a proposta os vereadores Adilson Evandro Martins (PSB), Airton Giacomini (PDT), Alessander Negreiros Fritsher (PSB), Antônio Gilberto Portz (DEM), Antônio Manoel Pereira (PTB), e Tiago Delwing Pedroso (PSD). O presidente da Câmara Paulo Cesar Cornelius (PRB), não votou, mas também se posicionou contrário a aprovação.

Segundo a assessoria de imprensa da Câmara, as principais justificativas para a votação contrária ao Projeto dizem respeito a discordância dos vereadores quanto a idade dos participantes, e também os gastos que o Projeto teria para o Legislativo.

“O projeto deveria ser voltado para crianças até os 16 anos, idade em que podem fazer seu título eleitoral, pois a partir daí aqueles que querem participar podem ser ativos na política e até concorrer caso desejem. Os menores de 16 anos podem criar a consciência política nesta fase que antecede seu poder de voto”, colocou Airton Giacomini (PDT).

O presidente do Legislativo Paulo Cesar Cornelius (PRB), alegou os gastos gerados pelo projeto, bem como sua discordância com a idade dos participantes. “A partir dos 16 anos os jovens já votam, se a ideia é estimular a consciência política, ela deve ser trabalhada antes. Os jovens têm total liberdade para participar da política a partir do momento em que votam, antes disso são deixados de lado nos processos, acredito que temos de envolver jovens menores de 16 anos e dar oportunidade a eles para participarem”.

Contraponto

O autor do Projeto afirma que não foi procurado por nenhum colega parlamentar que tivesse a intenção de propor alguma alteração no texto original da matéria.

Quanto a questão da idade proposta para a participação dos jovens, ele afirma que foi sugestão de uma diretora, levando em conta que existem alunos cursando o Ensino Médio com idade mais avançada. Ele frisa que alterar esse ponto da proposta não seria problema, caso algum vereador tivesse o procurado.

Sobre os gastos aos quais o presidente do Legislativo se refere, o petista afirma que seriam mínimos. “Provavelmente só seria investido o valor de papel e tinta de impressora.”

“É uma pena que meus colegas não tenham aprovado esse Projeto, pois acredito que vários jovens teriam uma oportunidade, que muitos gostariam de ter tido, até eu mesmo enquanto estava estudando até o Ensino Médio”, destacou oparlamentar.

Nas redes sociais

Em seu perfil na rede social Facebook, o petista fez um desabafo na mesma noite em que teve sua proposta rechaçada.

Comentários

  1. Adel disse:

    Muito bom o projeto, uma pena nao ter sido aprovado. A quem interessaria a rejeiçao de um projeto desses? Hum?
    .
    .
    .

    É, esses mesmos!

  2. Gabriela Boeira dos santos disse:

    Se tu visitante várias escolas,conversou com pessoas que tem interesse em promover cultura a jovens,simplesmente 6 pessoas acham que não, gente com visão empreendedora incomoda não desista

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