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Piratini quita salários de agosto do funcionalismo na manhã desta quarta

Servidores receberam uma parcela de R$ 750 na última terça-feira

Foto: Mauro Schaefer / Divulgação

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O Governo do Rio Grande do Sul autorizou o crédito dos valores finais da folha de agosto dos servidores do Poder Executivo, até o fim desta quarta-feira. Uma faixa de até R$ 750 líquidos por matrícula foi depositada ainda na última terça. Já as duas faixas restantes, uma de até R$ 3 mil por vínculo, além do saldo restante, vão estar disponíveis para saque na conta dos funcionários no amanhecer desta quarta.

Para quitar a folha, a Secretaria da Fazenda precisou dispor em caixa de pouco mais de R$ 557 milhões. No 21º mês de parcelamento da folha desde 2015, a Pasta teve, em agosto, a maior dificuldade de complementar folha até o momento. A maior parte dos recursos foi obtida somente nesta semana, quando ingressaram no Caixa Único os valores referentes ao recolhimento do ICMS dos setores do comércio e da indústria, cujo vencimento ocorreu hoje.

A folha líquida para 344 mil servidores ativos, inativos e pensionistas fechou o mês em R$ 1,143 bilhão. Um fator que ajudou na quitação dos salários em um prazo semelhante ao dos meses anteriores é a liminar conquistada junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), que desobrigou o Estado a pagar a parcela mensal da dívida com a União. Nas parcelas de julho e agosto, deixaram de ser pagos R$ 290 milhões ao governo federal. A próxima parcela da dívida é estimada em cerca de R$ 160 milhões. Mesmo assim, o risco de encontro de duas folhas segue mantido.

A próxima etapa é quitar outros compromissos igualmente vinculados aos salários de agosto, como as consignações bancárias e o IPE-Saúde, o que demanda mais R$ 254 milhões. A previsão é efetuar esses pagamentos até o próximo dia 22.

No início de outubro, a Casa Civil vai enviar à Assembleia Legislativa o texto do plano de recuperação fiscal. Entre as medidas de austeridade estarão as propostas de privatização do Badesul, do EGR e da fatia gaúcha do BRDE, além do congelamento de salários e nomeação durante a vigência do Regime de Recuperação Fiscal. O Piratini espera, dessa forma, poder interromper o processo de parcelamento dos salários do funcionalismo.

 

Correio do Povo

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