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Grêmio é tricampeão da Libertadores

Tricolor venceu o Lanus na Argentina por 2 a 1 e ficou com o título.

Foto: Reuters

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O GRÊMIO É TRICAMPEÃO DA AMÉRICA. A América tem dono. Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense. Do alto do Aconcágua ecoa o grito de campeão e tremula a 6,9161 metros a bandeira do Grêmio que pinta de azul, preto e branco o continente. Está no DNA do clube a Libertadores. São 17 participações.

Jogando no La Fortaleza lotado, o Grêmio, no primeiro tempo foi soberano. Foi implacável. Foi o Grêmio do técnico Renato Portaluppi. No segundo tempo Sand, de pênalti, descontou. Ramiro foi expulso. Aí virou drama. Mas nada impediu a festa gremista na Argentina e que se espalhou pelo continente.

No estádio La Fortaleza, na Argentina, o tricolor atuou de maneira segura e se impôs ao Lanús. Estádio lotado, catimba, pressão. Nada disso tirou o Grêmio do foco: a taça de campeão da Libertadores. Este grupo foi se solidificando dentro e fora de campo. Como uma orquestra afinada e sob a batuta de um experiente regente, os jogadores, titulares ou reservas, sabiam o quê e como fazer. Time que joga por música, no caso. Com gols de Fernandinho e Luan, um golaço, ambos no primeiro tempo, o Tricolou calou o La Fortaleza e fez explodir a nação tricolor. Sand, de pênalti, descontou. Ramiro foi expulso. Virou drama. Mas nada impediu a festa gremista na Argentina e que se espalhou pelo continente.

Lá atrás, uma parede chamada Marcelo Grohe. Os zagueiros Geromel, capitão América, são sinônimo de segurança, técnica e humilidade. Bressan, que entrou no lugar de Kannemann foi seguro. Nas laterais, valentia e qualidade. Edílson é forte. Marca e ataca. Cortez é o elemento-surpresa. No meio-de-campo, o Grêmio com o jovem Arthur, o polivalente e motorzinho Ramiro, Luan, o endiabrado, Fernandinho o solidário e Jaílson, cão de guarda tomaram conta do La Fortaleza.

Sólido na defesa e mortal no ataque. Essa foi a síntese da atuação do Grêmio que garantiu o tão sonhado e almejado tricampeonato da Libertadores da América. Quando o árbitro Enrique Cáceres apitou o início da partida, o Lanús tomou um susto. Viu um Grêmio com a faca nos dentes marcando em cima. A saída de bola do time argentino ficou prejudicada. O time de Jorge Almirón não encontrava espaços para trocar passes. O Tricolor mordia. Não dava chance para nenhuma jogada mais trabalhada. O Lanús foi ficando encurralado. Logo aos 4 minutos, Luan acionou Barrios. O centroavante demorou para chegar e o goleiro Andrada, de carrinho, afastou. Sem conseguir respirar, os argentinos abriram cedo o arsenal de faltas. Antes dos 10 minutos Guerreño levou o amarelo por falta dura em Ramiro. Aos 9, o

Grêmio trocou passes com perfeição. Barrios ajeitou com carinho para Fernandinho. O chute saiu rasteiro e Andrada naõ deu rebote. A torcida gremista sentia o time bem no gramado do La Fortaleza e gritava alto. A torcida do Lanús, por outro lado, atônita, calada.

O primeiro chute do Lanús, aos 10, foi longe do gol. Alejandro Silva, após passe de Sand. O Grêmio seguia com naturalidade controlando e tomando a iniciativa. Aos 14, Arthur, de ótima movimentação, tocou para Barrios. O atacante mandou longe. Sem conseguir pelo chão, Lanús passou a alçar a bola. Aos 16, Marcone cobra falta. Geromel tira. Sem chance para os argentinos. Edílson e Acosta protagonizaram um duelo à parte. O lateral gremista levou o amarelo depois de duas entradas mais duras. Na metade do primeiro tempo, o Tricolor havia sufocado o Lanús no campo defensivo. Aos 27, num erro do jogador do Lanús, Fernandinho pegou a bola no meio de campo e arrancou em velocidade com bola dominada. Ele só parou em frente aos torcedores do Grêmio para comemorar o 1 a 0. Tocou com força para dentro do

gol num chute cruzado. O Lanús tentou responder em seguida. Grohe apareceu com mais grande defesa. Aos 29 Velázquez cobrou falta no ângulo esquerdo. O goleiro gremista mandou para escanteio. O time de Renato voltou a dominar a bola e ir empurrando os argentinos. Arthur se livrava dos marcadores. Ramiro chegava na frente. Faltava Luan. Aos 41, ele recebeu passe de Jaílson, um gigante na frente da área do Grêmio, entrou driblando e na saída do goleiro Andrada, com cavadinha fez 2 a 0. Oitavo gol dele na Libertadores. Artilheiro do time no torneio. O final do primeiro tempo foi do Lanús, já no abafa, tentando bolas alçadas.

No segundo tempo o Lanús, sem outra opção, foi para o ataque. Pressão em bolas altas. Bressan se destacou afastando bolas perigosas. Arthur, que sentiu uma pancada num lance com Martínez no finalzinho do primeiro tempo não conseguiu continuar. Michel entrou. No banco de reservas, o jovem volante chorava. Com Michel, o Grêmio, aos poucos, foi tentando avançar suas linhas e tentando trocar passes.

Seguro e concentrado, o time não deu espaço para os argentinos. A torcida argentina não via no campo reação e com isso não tinha força para incentivar. O técnico Jorge Almirón abriu o time. Colocou umatacante e tirou um zagueiro. Tudo ou nada. O Grêmio montou um paredão. Mas, aos 25 do segundo tempo, numa jogada trabalhada Jaílson empurra Acosta. Pênalti. Sand deslocou Grohe: 2 a 1. Renato mexeu para acalmar o ímpeto do Lanús. Cícero no lugar de Barrios. Experiente, o meia prendia a bola, desacelerava. Bressan, que num chutão sentiu uma fisgada ficou até não suportar mais a dor. Foi substituído aos 36 por Rafael Thyere

Diante de mais de 40 mil torcedores – hinchas – o Tricolor se impôs. Atacou com precisão. Foi audacioso. Avançou a marcação sobre o Lanús, tomou a bola, controlou o jogo e ergueu a taça. Este grupo gremista dá mostras, desde o final do ano passado, que quer mais e mais. Mundial, Abu Dhabi, aí vai o Grêmio.

 

Correio do Povo

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