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Grêmio enfrenta o Real Madrid em busca do sonho do bi Mundial

Vinte e dois anos depois, o clube gaúcho tem nova chance de reconquistar o planeta.

Foto: Lucas Uebel / Grêmio / Divulgação

Onde você vai estar neste 16 de dezembro de 2017 a partir das 15h? Em casa? No bar? Com os amigos? No trabalho? No estádio? Não importa. Seja onde for, estará atento à decisão do Mundial de Clubes nos Emirados Árabes Unidos. De um lado do ringue, o Grêmio, tricampeão da América, treinado pelo multicampeão Renato Portaluppi. Do outro, o todo-poderoso Real Madrid, do também multicampeão Zinedine Zidane. Vinte e dois anos depois, o clube gaúcho tem a chance de reconquistar o planeta. E trinta e quatro anos depois, o então jovem ponteiro Renato Portaluppi, tem a oportunidade de ser o primeiro brasileiro a ser campeão mundial de clubes como jogador e técnico.

Renato vem trabalhando com o grupo – tática, tecnicamente e mentalmente – desde 2016. Portaluppi incutiu o espírito vencedor. Foi assim na Copa do Brasil do ano passado e na campanha irrepreensível do tricampeonato da Libertadores. Além disso, trouxe jogadores de sua extrema confiança – Cortez, Leo Moura e Jael por exemplo. Das categorias de base surgiu, Arthur, o volante cobiçado por clubes do mundo inteiro, mas que não estará em campo em razão da lesão sofrida na final da Libertadores. Mas tem Michel. Técnica refinada e calma. Jaílson, outro jovem, tem vigor e sangue-frio. Renato recuperou Fernandinho. Velocidade e força são suas armas.

Ele transformou Ramiro num “motorzinho”, deu liberdade para o craque Luan. Tem ainda Marcelo Grohe, goleiro frio e calculista dentro de campo e capaz das defesas mais inacreditáveis. À sua frente Geromel e Kannemann, dois guardiões. Um é o complemento do outro. Se entendem por olhares. Quando um dá o bote, o outro fica. Quando o outro afasta, o outro sai jogando com bola dominada. Nas laterais, dois “renegados” por clubes do Brasil inteiro. Mas, no Grêmio, apoiados pela fanática torcida, deram a volta por cima. Na frente, Lucas Barrios, o argentino naturalizado paraguaio tem a chance de mostrar a força da alma guarani e fazer valer sua técnica para voltar a estufar as redes dos adversários. Enfim, Renato foi moldando os jogadores ao seu estilo e ao estilo da história do Grêmio, uma história vencedora há mais de 1 século.

O Grêmio chega com a credencial de um tricampeonato da América. O Real chega com o status de bicampeão da Liga dos Campeões e atual campeão mundial. O Grêmio chega com milhões. O Real também. Só que também de euros. Zidane conta com Cristiano Ronaldo, eleito o mellhor do mundo pela Fifa, Sergio Ramos, Casemiro, Kroos, Benzema, enfim uma constelação. Jogam com facilidade, amassam os adversários. Casemiro, Modric e Kroos formam a espinha dorsal dos espanhóis. Parar o time do craque português, afundar a Armada espanhola será uma tarefa hercúlea, bem aos moldes do Grêmio. Todos, sem exceção, terão que dar um algo a mais. Marcar, correr, e quando tiver a chance matar. A atuação na semifinal contra o Pachuca não poderá ser repetida. A tensão e o peso da estreia ficaram pelo caminho. Desta forma, o time, focado em vencer desde o ano passado, será mais efetivo e consciente. Renato não deve, de cara, fazer alterações na equipe. A entrada de Jael no lugar de Barrios e até mesmo de Everton, mudando a formatação, deverá ser algo para o decorrer da partida.

Do lado da equipe de Zidane, a partida tensa contra o Al Jazira não é parâmetro. O Real sabe que exagerou na autoconfiança. O susto foi grande. Aprenderam a lição. Com isso, irão fazer um jogo “às ganhas” contra o Grêmio. O time merengue virá com a força máxima e com a obrigação de uma atuação que justifique terem sido elevados ao Olimpo do futebol, transformando-os em “deuses da bola”.

O favoritismo é do Real Madrid. Porém, o campeão será conhecido apenas depois do apito final. Até lá, a Terra estará dividida entre tricolores e merengues. É fim de temporada, o desgaste físico é notório. Mas, para sair de Abu Dhabi como o melhor do mundo tem que superar tudo isso. E este grupo sabe disso. E irão mostrar a partir das 15h (horário de Brasília) deste sábado para o mundo todo poder descobrir. Afinal, quem é o melhor do mundo? Grêmio ou Real Madrid?

Mundial de Clubes – Final

Grêmio

Marcelo Grohe; Edílson, Pedro Geromel, Kannemann e Bruno Cortez; Jaílson, Michel, Ramiro, Luan e Fernandinho; Lucas Barrios ou Jael.

Técnico: Renato Portaluppi

Real Madrid

Navas:; Carvajal, Varane, Sergio Ramos e Marcelo; Casemiro, Modric, Kroos e Isco; Cristiano Ronaldo e Benzema. Técnico: Zinedine Zidane

Local: Zayed Sports City Stadium (Emirados Árabes Unidos)

Horário: 15h

Arbitragem: César Ramos, com Marvin Torrentera e Miguel Hernandez

 

Correio do Povo

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