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Abcam assina acordo para encerrar paralisações e diz que “objetivo foi alcançado”

Contudo, protestos dos caminhoneiros seguem por todo o país.

Foto: Divulgação

Após sete dias de intensa mobilização com reflexos em diversos setores de todo o país, a Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam) assinou, no domingo, acordo com o governo federal para encerrar a paralisação da categoria. Em nota oficial, divulgada nesta segunda-feira, a Abcam disse que o objetivo da greve “foi alcançado” e solicitou aos caminhoneiros que retornem ao trabalho. O governo propôs à categoria redução de R$ 0,46 no preço do diesel até o final do ano e o congelamento dos preços do diesel por 60 dias.

Em mensagem aos colegas, o presidente da Abcam José da Fonseca Lopes disse: “Voltem satisfeitos e orgulhosos para o trabalho. Conseguimos parar este país e sermos reconhecidos pela sociedade brasileira e pelo Governo deste país. Nossa manifestação foi única, como nunca ocorreu na história.”

Lopes ressaltou ainda que a categoria teve o reconhecimento de que seu trabalho “é primordial para o desenvolvimento deste país”. E finalizou a nota com um alerta: “Voltem com a sensação de missão cumprida, mas lembrando que a luta não termina aqui.”.

Reivindicações atendidas

– Redução até 31/12/18 de R$0,46 no preço diesel.

– Congelamento dos preços do diesel por 60 dias.

– Após os 60 dias, os reajustes no valor aconteceram a cada 30 dias, o que permitirá certa previsibilidade do transportador para cobrança do valor do frete.

– Extinção da cobrança de pedágio por eixo suspenso em rodovias federais, estaduais e municipais;

– Tabela mínima de frete.

– Determinação para que 30% dos fretes da Conab sejam feitos por caminhoneiros autônomos.

Manifestações continuam

Mesmo com a proposta do governo, os caminhoneiros seguem com os protestos pelo País. No Rio Grande do Sul, há pelo menos 89 pontos de rodovias estaduais com protestos. Para minimizar a falta de combustível nas cidades gaúchas, a Brigada Militar e o Exército estão escoltando caminhões-tanque em refinarias da região Metropolitana.

 

Correio do Povo

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