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Mais de 7 mil requerimentos de seguro-desemprego foram bloqueados por fraudes no RS

Até abril deste ano, as fraudes bloqueadas totalizaram R$ 26,3 milhões

Quase 7,3 mil requerimentos de seguro-desemprego foram bloqueados pelo Ministério do Trabalho no Rio Grande do Sul desde a entrada em operação do Sistema de Detecção e Prevenção à Fraude no Seguro-Desemprego, em dezembro de 2016. Até abril de 2018, as fraudes bloqueadas totalizaram R$ 26,3 milhões.

“São recursos importantes para trabalhadores gaúchos e que devem ser utilizados em momentos de dificuldade, de desemprego. Nossa fiscalização está atenta para impedir a ação de criminosos que desviavam esses benefícios no Estado”, afirmou o ministro do Trabalho, Helton Yomura.

A maioria dos casos foi registrada em Caxias do Sul, na Serra Gaúcha, com 7 mil fraudes bloqueadas, totalizando R$ 24,6 milhões. A situação resultou em uma operação conjunta do ministério com a Polícia Federal, no final de abril, que resultou na prisão de um servidor envolvido em fraudes no pagamento do seguro-defeso a pescadores.

Depois, destacam-se Porto Alegre, com 147 casos e fraudes de R$ 883,7 mil; Alvorada, que teve 15 requerimentos bloqueados, chegando a R$ 106,2 mil; Gravataí, que em 16 fraudes bloqueadas atingiu R$ 82,1 mil; e Bento Gonçalves, com 12 bloqueios e cerca de R$ 75 mil.

Brasil

Em todo o País, o Sistema de Detecção e Prevenção à Fraude no Seguro-Desemprego já proporcionou uma economia de quase R$ 1 bilhão aos cofres públicos até abril deste ano. Com quase 62 mil requerimentos bloqueados nesse período, o sistema chega perto de R$ 313,7 milhões em fraudes bloqueadas em todo o Brasil. “Esses recursos seriam levados por quadrilhas organizadas que, ao longo do tempo, fraudaram e roubaram o dinheiro dos cofres públicos, mas agora elas estão sendo identificadas e interceptadas, com o uso da tecnologia de ponta”, afirmou o ministro do Trabalho.

Implantado no âmbito da Secretaria de Políticas Públicas de Emprego, o sistema antifraude é uma solução avançada de análise, que utiliza tecnologia de ponta para colher dados, informações e conhecimentos, subsidiando o processo de detecção de indícios de fraudes, conluios e riscos associados à gestão de recursos do seguro-desemprego, em todas as suas modalidades.

O secretário-executivo do ministério, Leonardo Arantes, explica que essa solução também inclui funcionalidades e recursos tecnológicos para auxiliar e alavancar as atividades de controle quando há manipulação, análise e tratamento de grandes volumes de dados. “Assim, construímos no Ministério do Trabalho uma arquitetura de informação, tipo Big Data, para combate a fraude”, disse Arantes.

A economia total, no montante exato de R$ 965.589.391 até agora, inclui a soma de R$ 313.695.406 em fraudes já bloqueadas e R$ 651.893.985 em ilícitos previstos. No primeiro caso, a fraude já ocorreu, mas o ministério conseguiu impedir o pagamento de parcelas previstas; no segundo, são consideradas fraudes evitadas desde o início do projeto, além de uma projeção da Coordenação do Seguro-Desemprego de ilícitos que seriam cometidos nos próximos 12 meses, mas que foram impedidos com o uso da tecnologia.

 

O Sul

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