Giro do Vale / Estado / Geral

Lançado manifesto pela duplicação da RSC-287

Acordo firmado por 29 entidades defende a obra entre o Vale do Rio Pardo e o Centro do Estado

Foto: Rodrigo Assmann / Gazeta do Sul / Divulgação

O grupo que coordena a mobilização pela duplicação da RSC-287 no Vale do Rio Pardo apresentou na última terça-feira, dia 21, a carta do manifesto que será entregue aos candidatos políticos e os primeiros compromissos do movimento. A reunião ocorreu na Associação de Entidades Empresariais de Santa Cruz do Sul.

O documento tem a assinatura de 29 entidades do Vale do Rio Pardo e da região Centro e Jacuí-Centro e destaca a importância da parceria público-privada como alternativa para a obra, a partir da concessão da rodovia. O manifesto apresenta a necessidade de criação de um marco regulatório para a concessão, estipulando como prazo para andamento do processo os primeiros cem dias do próximo governo.

“Nós queremos que os candidatos se comprometam e saibam que quando eleitos serão cobrados pela mobilização”, destacou o presidente da Associação Comercial e Industrial (ACI) de Santa Cruz, Lucas Rubinger. A RSC 287 é o principal corredor rodoviário entre o Centro do Estado e a Região Metropolitana. “Este documento será entregue a todos os candidatos ao governo, assim como para os candidatos a deputado estadual e federal que têm as regiões como referência”, explica Rubinger.

Segundo levantamento da 2ª Companhia Rodoviária da Brigada Militar, com sede em Santa Cruz, no trecho entre o município e Venâncio Aires passam 17 veículos por minuto. Por dia, o fluxo na rodovia é estimado em 24.480. Nesta quarta-feira, dia 22, Rubinger está na Câmara de Comércio e Indústria de Santa Maria. “Precisa ficar claro que este movimento é de todos, das regiões, das entidades e, principalmente, da população usuária da RSC 287. Por isso, faremos a apresentação também em Santa Maria e, na sexta-feira, em Porto Alegre.”

O Conselho Regional de Desenvolvimento do Vale do Rio Pardo (Corede/VRP) listou, em seu planejamento estratégico lançado em 2017, a duplicação entre Candelária e Santa Cruz do Sul como peça chave no desenvolvimento regional. Por isso, o Corede integra o grupo.

Em março deste ano, o governo gaúcho apresentou o Plano Estadual de Logística e Transportes (Pelt-RS), que radiografou a mobilidade no Rio Grande do Sul ao longo de quatro anos. Segundo o Pelt-RS, até 2024 o trecho de 77 quilômetros da RSC entre Santa Cruz e Tabaí necessita da obra, sob pena de entrar em colapso.

Já a duplicação nos 144 km entre Santa Cruz e Santa Maria precisa ser concluída até 2039. Para as duas fases, em valores de hoje, seria necessário R$ 1,5 bilhão, recurso que o Estado e a Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR), atual administradora de parte da 287, não têm para execução. A saída foi incluir a rodovia em outro estudo, que está em fase final e dará as regras de concessão da 287 e também da ERS 324, em Passo Fundo, e da ERS 020, na Serra, para a iniciativa privada. A expectativa é que este documento seja apresentado em novembro, após as eleições.

 

R7.com

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