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Polícia apura participação de conhecidos no desaparecimento de caminhoneiro de Cruzeiro do Sul

Delegado à frente do caso confirma que esta é uma das linhas de investigação

Foto: Divulgação / Polícia Civil

Pessoas conhecidas por Ezequiel Fernando Schneider, 41 anos, podem estar envolvidas em seu desaparecimento, ocorrido no dia 5 de janeiro de 2019. O caminhoneiro, que é natural de Cruzeiro do Sul, não dá notícias desde a data e as polícias civis de Santa Catarina e do Paraná apuram o caso. A linha de investigação foi confirmada nesta segunda-feira, dia 14, pelo delegado Arthur Lopes, titular da comarca de Pinhalzinho (SC), que está à frente das diligências.

Hábitos do motorista têm sido coletados por agentes de polícia na tentativa de solucionar o caso. O delegado diz que “algo que é notório a nós era que o Ezequiel era uma pessoa muito cuidadosa. Ele tinha cuidados de segurança, em relação ao abastecimento, não trafegar no período noturno, a não ser que estivesse com outra pessoa, então era um caminhoneiro que cuidava bastante do seu veículo, deixava sempre muito bem limpo e organizado”.

Por isso, não se descarta a possibilidade de um dos envolvidos estarem em sua companhia quando do desaparecimento.

Um homem foi preso na sexta-feira, dia 11, em Chapecó, Santa Catarina, suspeito de envolvimento no caso. O delegado comenta que “a priori ele não confessou (a autoria). Tenta apresentar alguns álibis, que a gente vê que, com certeza, não fecham”. Mais pessoas podem estar envolvidas. “Acreditamos que sim”, confirma Lopes. A apuração ocorre em sigilo. O envolvimento de mais pessoas, e algumas delas próximas a Schneider, é uma das linhas de investigação. As demais ainda não são reveladas pelo delegado, que alega não ser o momento oportuno para tal.

Schneider está desaparecido desde o dia 5 de janeiro. (Foto: Reprodução)

Diligências ocorrem nos dois estados. Outra possibilidade é que Schneider sequer tenha deixado o Paraná. O último município em que ele fez contato com familiares foi Pranchita, no extremo sudoeste do estado. A previsão era de que viajasse de Itumbiara, em Goiás, ao município catarinense de Chapecó até 7 de janeiro – o que não ocorreu. Parentes foram comunicados da não chegada um dia após a expectativa.

O caminhão que o cruzeirense dirigia foi localizado em um posto de combustíveis às margens da BR-282, em Saudade (SC). Rodas foram subtraídas e outras, de qualidade inferior, colocadas no veículo abandonado. Dentro do carro foram encontradas manchas de sangue. O delegado cogita a possibilidade de crime violento.

“É confirmada sim (a informação). Foi encontrada uma grande quantidade de sangue no interior do caminhão abandonado de Ezequiel, algumas peças de roupas com sangue, então com certeza teve violência”.


Delegado Arthur Lopes, titular da comarca de Pinhalzinho (SC)

O titular da comarca solicitou informações genéticas de familiares de Schneider. Uma irmã do desaparecido está, nesta segunda-feira, no Instituto Geral de Perícias, em Chapecó, para fazer a amostragem. “A gente vai ter por base o código genético do Ezequiel para que façamos um confronto com o sangue que foi encontrado no interior do caminhão”, explica o delegado.

Não há previsão para que o inquérito seja concluído. A prisão temporária do suspeito pode se dar, em primeira ordem, durante 30 dias. Lopes não projeta datas para que a resolução seja anunciada.

Grupo Independente

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