Giro do Vale / Geral

Operação Grande Negócio suspende atividades de frigorífico em Santa Clara do Sul

Foram cumpridas doze ordens judiciais, sendo sete de bloqueio de bens patrimoniais de investigados, e cinco de mandados de busca e apreensão

Foto: Divulgação / Polícia Civil

A Polícia Civil, através da Delegacia de Polícia Especializada na Repressão aos Crimes Rurais e Abigeato (Decrab) de Bagé, Secretaria Estadual de Agricultura do Rio Grande do Sul, com apoio das delegacias regionais de Lajeado, Santa Cruz do Sul e Montenegro, deflagrou nesta quinta-feira, dia 27, a terceira fase da Operação Grande Negócio. A atividade culminou no bloqueio de mais de R$ 10 milhões em patrimônio de investigados por suposto esquema de lavagem de dinheiro. O frigorífico Frigoforte, de Santa Clara do Sul, também teve suas atividades suspensas.

Foram cumpridas doze ordens judiciais, sendo sete de bloqueio de bens patrimoniais de investigados e cinco de mandados de busca e apreensão. As diligências ocorreram nos municípios de Harmonia, Lajeado, Santa Clara do Sul e Santa Cruz do Sul.

A ação foi em decorrência do encerramento do inquérito policial que originou a operação denominada Grande Negócio. Ao todo foram quinze meses de investigações, onde os policiais identificaram um esquema de transações fictícias de compra e venda de bovinos, que mediante a utilização do frigorífico de Santa Clara ficou conhecida como “comércio de gado fantasma”.

Em março de 2018 a Decrab/Bagé, objetivando apurar suposto abigeato, passou a investigar um indivíduo do município de Harmonia que estava vendendo animais bovinos para serem abatido em Santa Clara do Sul, sem possuir lotação junto a Inspetoria Veterinária e também sem tirar Guias de Trânsito Animal (GTA).

No decorrer das investigações os policiais descobriram que, na verdade, estavam diante de um esquema de lavagem de dinheiro. Outras seis pessoas, estas dos municípios de Lajeado e Santa Cruz do Sul, também foram identificadas como integrantes do esquema. Os falsos produtores de bovinos tiravam notas de venda de “gado fantasma” para o frigorífico de Santa Clara e este por sua vez emitia contranotas, dando aparência de legalidade para as transações.

As movimentações eram declaradas no imposto de renda dos investigados e do frigorífico, com isso a empresa também era beneficiava financeiramente com as transações falsas, com ganhos tributários ilegais e distribuição de pró-labore sem anotação contábil. 

Grupo Independente

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