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Vale do Taquari registra três casos de dengue

Casos envolvem moradores de Estrela, Lajeado e Muçum

Foto: Divulgação

Boletim epidemiológico da Secretaria da Saúde, atualizado em 15 de junho, informa que o Vale do Taquari tem casos de dengue em 2019. Até a data, eram duas confirmações. Segundo o coordenador interino da 16ª Coordenadoria Regional de Saúde (CRS), Sérgio Schmidt, uma nova infecção, ainda não atualizada no balanço quinzenal, aponta para três contágios pela doença na região.

Os pacientes diagnosticados com dengue são dos municípios de Estrela, Lajeado e Muçum. Em todas as situações, a doença foi importada, ou seja, contraída em outro local.

Schmidt compara os números da região com os do Rio Grande do Sul porque a maioria das infeções por dengue no estado, cerca de 90%, foram contraídas no território gaúcho – circunstância que o Vale não repete. A Secretaria estadual da Saúde já contabiliza 992 confirmações de dengue, sendo 897 autóctones e 95 importadas. Ainda em vistas ao estado, ele avalia que a região está “tranquila”.

A dengue é uma doença transmitida pelo mosquito Aedes Aegypti. Dos 37 municípios que integram a 16ª CRS, 20 são considerados infestados pelo mosquito, que ainda pode transmitir febre chikungunya e zika vírus. No Vale, há cinco casos notificados e um confirmado de chikungunya em 2019. Zika não tem registros.

Febre amarela, doença que também é transmitida por mosquitos, mas não o Aedes Aegypti, estaria preocupando as autoridades. O coordenador interino coloca que “a gente já está recebendo da Secretaria da Saúde que poderemos ter muitos casos no mês de setembro, então estamos alertando os municípios para que façam prevenção”.

Como prevenir

A principal regra para evitar a proliferação do mosquito e a consequente possibilidade de infecção das doenças é eliminar pontos de água parada. Schmidt cita ainda que devem ser cuidados os vasos de flores, inclusive os que foram colocados em cemitérios. “Queremos fazer uma campanha com as floriculturas da região. Muitas vezes as pessoas compram flores para levar no cemitério, que geralmente vêm enroladas em um plástico. Esse plástico pode armazenar o transmissor”, comenta.

O coordenador interino também chama a atenção para a necessidade de troca da água de cachorros e lavagem diária dos recipientes, bem como para cacos de vidro colocados em muros de residências “Não é segurança. Com aquilo tu está chamando o mosquito, pois muitas vezes ninguém vai limpar a água ali acumulada”.

Municípios infestados

Conforme levantamento da 16ª CRS, são considerados infestados pelo mosquito Aedes Aegypti os municípios de Anta Gorda, Arroio do Meio, Bom Retiro do Sul, Colinas, Cruzeiro do Sul, Dois Lajeados, Encantado, Estrela, Fazenda Vilanova, Forquetinha, Lajeado, Marques de Souza, Muçum, Paverama, Putinga, Roca Sales, Taquari, Teutônia, Travesseiro e Westfália. As infestações iniciaram em 2016. 

Grupo Independente

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