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Inter enfrenta o Nacional-URU em busca de vantagem na Libertadores

Equipe de Odair Hellmann disputa na noite desta quarta-feira, no Parque Central, o jogo de ida das oitavas de final da competição

Foto: Ricardo Duarte / Inter / Divulgação

Uma semana atrás, o Inter surpreendia o país ao eliminar o milionário Palmeiras e seguir a passos firmes para a semifinal da Copa do Brasil. Agora, nesta quarta-feira, dia 24, às 19h15min, no Gran Parque Central, o time de Odair Hellmann retornará à Copa Libertadores diante de seu mais tradicional adversário no torneio: os uruguaios do Nacional. Esse será o nono encontro entre os dois clubes, com vitórias e derrotas emblemáticas para ambos. E, ao contrário da Copa do Brasil, a Libertadores segue tendo o gol marcado fora de casa como critério de desempate.

Se o Nacional não tem mais um time de peso, nem figuras como Luís Suárez, que enfrentou o Inter de 2006, ainda é um time que coloca respeito. Sobretudo em casa. O Atlético-MG que o diga. Adversários na fase de grupos da Libertadores, os mineiros perderam os jogos de ida e volta por 1 a 0 – e viram Cerro Porteño e Nacional seguir adiante na competição. Se o Inter fora de casa no Brasileirão e na Copa do Brasil não chega a encantar (longe disso), ao menos na Libertadores, os resultados até aqui foram quase perfeitos: vitórias sobre Palestino e Alianza Lima, além de um quase triunfo em Núñez, diante do River Plate, impedido apenas por uma falha de Marcelo Lomba nos acréscimos, levando o jogo para um 2 a 2. 

— A torcida do Nacional é apaixonada, canta o tempo todo, e ajuda o time a pressionar o adversário. O jogo contra o Atlético-MG tecnicamente não foi bom. O Atlético-MG estava mal, sem intensidade, sob o comando de Levir Culpi. O Nacional fez um gol de cabeça, no segundo tempo, em uma jogada pelo lado esquerdo, e segurou o placar — conta o repórter Cláudio Rezende, da Rádio Itatiaia, de Belo Horizonte, que cobriu a partida no Parque Central. 

Para evitar que um time jovem caia na pressão adversária, Odair Hellmann vai escalar uma equipe cascuda em Montevidéu. Além de Paolo Guerrero, do prata da casa do Nacional Nico López, e de Edenilson, D’Alessandro começará a partida. Ainda que o camisa 10 quase não tenha sido escalado fora do Beira-Rio, a vivência do argentino será essencial para controlar jogo e nervos. Além de iniciar no Parque Central, com esse jogo, D’Alessandro empatará com Luiz Carlos Winck como o quarto atleta que mais vezes vestiu a camisa do Inter: 453. E precisará de mais oito partidas para ser o terceiro maior da história, superando os 460 jogos de Dorinho.

— D’Alessandro será essencial nesse jogo — diz Fernando Carvalho, presidente do Inter no mata-mata de 2006 com o Nacional. — Na época, o Parque Central era mais acanhado, e havia muita pressão, devido à proximidade das arquibancadas. Aquele foi um jogo muito tenso. Naquela noite, passamos a jogar num 4-5-1, a partir do ingresso do Alex no time. Estávamos equilibrados, com solidez defensiva, ataque rápido e contundente. Tomamos o um gol numa jogada de escanteio, no lado em que a torcida deles estava postada atrás do nosso gol, onde havia mais pressão. Depois, viramos com um gol do Jorge Wagner, de falta, e o gol antológico do Rentería. Depois da virada, a pressão aumentou, houve tumulto, mas seguramos resultado, mesmo acabando o jogo com dois a menos (o atacante Rentería e o zagueiro Ediglê foram expulsos). Mas estávamos preparados pra ganhar — recorda Carvalho.  

O Parque Central que o Inter conheceu em 2006 não é mais o mesmo. Ele cresceu. Em 2015, a reforma no estádio foi concluída, transformando o caldeirão para 20 mil torcedores em uma cancha um pouco maior, para 34.500 torcedores. 

— Ainda assim, é um lugar de pressão — atesta Bolívar, zagueiro colorado em 2006, e atual treinador do Brasil-Pel. — Depois de cruzarmos com eles na fase de grupos, fomos ao Parque Central para abrir as oitavas, como será gora. É um estádio acanhado, e estava lotado, acho que tinha até mais gente do que o permitido. A pressão externa da torcida é enorme. Mas tínhamos um time maduro e seguro, sabíamos que um bom resultado nos daria a vantagem para o jogo de casa. E há a questão da arbitragem, onde é preciso ter cuidado, porque a pressão sobre eles desde a chegada ao estádio também é muito grande – adverte Bolívar.  

Se pela fase de grupos o Inter enfrentou o Alianza Lima, o clube formador de Paolo Guerrero, e o River Plate, o time que revelou D’Alessandro, agora, terá pela frente o Nacional, clube de origem de Nico López. Se você acredita em mística, isto parece um bom presságio. O caminho do Inter rumo à inédita final única em Santiago passará primeiro por Montevidéu.

Adversário tradicional na Libertadores

O Nacional é um adversário histórico do Inter na Libertadores. O mata-mata de 2019 marcará o nono e o 10º encontro entre os dois pela Libertadores. Em 1980, o clube uruguaio tirou do time de Paulo Roberto Falcão e de Mário Sérgio a chance da primeira conquista, vencendo os colorados na final do torneio. 

Em 2006, se enfrentaram na primeira fase e nas oitavas de final. Nos jogos da chave, melhor para o Inter: 3 a 0 no Beira-Rio e 0 a 0 em Montevidéu. No mata-mata, novamente vantagem colorada: vitória por 2 a 1 no Parque Central. O 0 a 0 em Porto Alegre classificou os gaúchos às quartas – para seguir até o título diante do São Paulo. 

No ano seguinte, o Inter campeão do mundo ficou de novo no grupo com o Nacional. Mas, desta vez, um time desmobilizado ficou em terceiro, tendo Vélez Sarsfield em primeiro, seguido pelo Nacional. No jogo do Uruguai, o Inter perdeu de virada por 3 a 1. Na rodada final, precisava ganhar e fazer saldo, mas a vitória por 1 a 0 custou a eliminação. Algo até então inédito para um campeão. 

GaúchaZH

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