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Rio Grande do Sul tem 24 casos suspeitos de coronavírus

Brasil tem 132 casos suspeitos, mas número pode aumentar

Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. (Foto: Divulgação)

O Ministério da Saúde realizou nesta quinta-feira, dia 27, em Brasília, coletiva de imprensa atualizando a situação do coronavírus no Brasil. Dos 132 casos suspeitos, confirmados até esta quinta, 24 deles são no Rio Grande do Sul. Os pacientes têm entre 8 e 82 anos de idade. 

O secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo,  dá mais detalhes sobre a situação da doença no país. Acompanhe:

Ele representa o ministro da Saúde,  Luiz Henrique Mandetta, que está em São Paulo, onde participou de coletiva sobre o mesmo tema ao lado do governador João Dória. Na capital paulista, o ministro anunciou a antecipação da vacinação contra a gripe. Em Brasília, o secretário-executivo do Ministério da Saúde confirma que a campanha começará pelos estados do Sul do Brasil.

— Se não fizermos a vacina da gripe, teremos muito mais pessoas com síndrome gripal. Além das pessoas que estarão com coronavírus, também teremos pessoas contaminadas com outro tipo de influenza. Facilita muito também para o profissional fazer o diagnóstico – diz.

Na quarta-feira, dia 26, eram apenas 20 casos no Brasil. Nesta quinta, o número passou para 132 casos suspeitos. Três deles são contatos diretos com o único caso confirmado no país. E oito casos são pessoas que tiveram contato com casos suspeitos. Mas Gabbardo alerta:

— Estes 132 não são definitivos. Pode ser muito maior do que estes números. Podemos chegar a mais 300. Ainda existem 213 notificações que ainda não foram atualizadas pela equipe. Ou seja, o número de casos suspeitos ainda pode aumentar. 

Neste novo boletim, nenhum outro caso foi confirmado. O crescimento no número de casos ocorre, segundo o secretário-executivo, em paralelo à dispersão dos casos na Europa e como consequência de mudanças no protocolo:

— Isso se deve às mudanças de critérios de casos suspeitos, à inclusão de novos países, ao fluxo migratório significativo desses países da Europa, principalmente Itália, Alemanha e França.

Gabbardo destaca a importância das medidas individuais de prevenção do coronavírus, como lavar as mãos,  usar álcool em gel, não compartilhar utensílios de uso pessoal, beber bastante água e alimentar-se bem, além de tomar a vacina da gripe, se público-alvo. O secretário ainda faz um lembrete aos gaúchos:

— Não somos contra o chimarrão. Basta que as pessoas usem a sua própria bomba e a sua própria cuia de chimarrão. Isso vale para o cafezinho e vale para a água.

Questionado sobre a afirmação da Secretaria Estadual da Saúde, na tarde desta quinta, dia 27, de 21 casos suspeitos no Rio Grande do Sul, e que três deles foram duplicados pelo Ministério da Saúde, Gabbardo diz não saber se houve duplicidade nos números do Estado gaúcho. Ele promete que a situação será avaliada e, se houve duplicação, os números serão corrigidos até sexta-feira, dia 28. 

O secretário-executivo recomenda que as pessoas evitem aglomerações em ambientes fechados. 

— Me questionam por que o Rio Grande do Sul tem o risco maior com as doenças do inverno, como influenza. Eu digo que, em função da temperatura, é costume fechar os ambientes. E neste ambiente fechado a possibilidade de transmissão do vírus é muito maior —explica. 

No próximo sábado, dia 29, o secretário-executivo visitará nos novos blocos do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA). A visita técnica servirá para verificar a estrutura disponível para atender à possível demanda de atenção a pacientes com o novo coronavírus e formalizar a entrega de documentos com as necessidades do Clínicas para estruturar os novos leitos do Centro de Tratamento Intensivo (CTI). A secretária estadual da Saúde, Arita Bergmann, também estará presente.

GaúchaZH

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