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Em tom conciliador, Bolsonaro volta a defender uso de cloroquina para Covid-19

Presidente fez pronunciamento em rede nacional na noite desta quarta-feira, dia 8

Foto: Carolina Antunes / PR / Divulgação

Em pronunciamento em cadeia de rádio e televisão na noite desta quarta-feira, dia 8, o presidente Jair Bolsonaro voltou a defender o uso da cloroquina para tratamento de pacientes com Covid-19. O mandatário adotou tom conciliador, algo que já havia ocorrido na última vez em que havia se dirigido aos brasileiros em rede nacional. 

Em sua fala, o presidente retomou a ideia de que o medicamento pode ser um tratamento eficaz contra o coronavírus, apesar de pesquisas mundiais não serem conclusivas. Ele citou o caso do cardiologista do hospital Sírio Libanês, Roberto Kalil, que usou o remédio em seu tratamento e também ministrou para pacientes. 

O posicionamento, no entanto, vai contra o que foi dito pelo próprio ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, que na tarde desta quarta-feira voltou a defender o uso da cloroquina apenas para casos graves e com pacientes monitorados durante toda a aplicação. Ainda em sua entrevista, o chefe da pasta citou que os estudos sobre o medicamento ainda estão em fase inicial e são inconclusivos.

Bolsonaro revelou uma conversa com o governo da Índia, que também enfrenta a quarentena. Disse que falou com o primeiro ministro do país asiático, Narenda Modi, que garantiu a continuidade de envio de matéria prima para a produção do medicamento, que é utilizado normalmente contra doenças como malária, lúpus e artrites. 

O pronunciamento também mudou o tom com os governadores. Em uma fala mais conciliadora direcionada aos chefes dos Executivos locais, Bolsonaro citou as medidas já adotadas, mas sem fazer ataques. E repetiu outra tônica de seu posicionamento nas últimas semanas: a necessidade de conciliar o salvamento de vidas com a manutenção da ordem econômica no país.

Pela primeira vez, também, o presidente se solidarizou com as famílias das vítimas de Covid-19 no país. Até a noite desta quarta-feira, foram registrados 819 mortes pela doença, com mais de 16 mil casos já confirmados.

Correio do Povo

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