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Caixinhas de Leite aquecem o coração e a casa de quem precisa

Projeto realizado por voluntários trabalha na forração de casas de madeira, de famílias em situação de vulnerabilidade social em Bom Retiro do Sul

Foto: Juliano Beppler

O Rio Grande do Sul tem por característica um inverno rigoroso, com frio que muitas vezes chega a temperaturas negativas. Enquanto muitos têm a possibilidade de estar em uma cama quentinha, em uma casa bem protegida das intempéries do tempo, outros tantos não desfrutam da mesma sorte.

Pensando nisso, voluntários se uniram em Bom Retiro do Sul para levar um pouco de alento às famílias em situação de vulnerabilidade social. A professora Neuza Meyer, e com participação ativa das amigas Susiane Portz e Lizete Santos, criou uma corrente de solidariedade e com muitos outros amigos, começou a campanha para arrecadação de doações de caixinhas de leite vazias.

Caixinhas são utilizadas para forrar paredes e proteger famílias da chuva e do frio. (Foto: Divulgação)

Após higienizadas, essas caixas são abertas e utilizadas para revestir as paredes das casas de madeira onde famílias moram, e convivem com o frio e chuva que acabam entrando pelas fendas existentes entre uma tábua e outra.

Além de arrecadar o material, as próprias voluntárias vão até as casas e fazem a forração com o auxílio dos moradores. “Algumas famílias nós já conseguimos ajudar, mas seguimos pedindo doações e solicitamos que as pessoas já nos repassem as caixinhas lavadas, e se possível abertas, para agilizarmos o processo e podermos chegar a mais famílias o quanto antes, para minimizar o frio que passam”, destacou Neuza.

“Estou realizando um sonho que é mobilizar pessoas para ajudar outras pessoas. Muitas vezes elas querem fazer algo mas falta um incentivo inicial”

Neuza Meyer

Agora está bem mais quentinho a noite

Uma das famílias beneficiadas foi a de Sandra Maria Amaral dos Santos, 23 anos. Sua família de sete pessoas mora em um espaço de 24m², de um único cômodo. Junto com ela moram o marido Altair Júnior Crixel Rangel, 24 anos, mais quatro filhos pequenos e o padrasto.

As frestas nas paredes foram cobertas e hoje proporcionam um ambiente mais protegido para os moradores. A família de Sandra se diz muito grata por ter sido uma das beneficiadas.

“Agora ficou bem melhor, está bem mais quentinho principalmente à noite”

Sandra Maria Amaral dos Santos

ONG Esperançar

Outras atividades solidárias já foram realizadas por essa corrente de voluntariado. Na Páscoa foram produzidas bolachas e distribuídas para famílias humildes. Depois houve a distribuição de cestas básicas e roupas. A prioridade de distribuição é para casas onde morem crianças. E com a ideia de seguir com as ações, o grupo está criando a ONG Esperançar, que como o próprio nome já diz, tem por objetivo espalhar esperança e melhores condições para as famílias que são e serão beneficiadas.

O grupo criou uma página do Facebook, para conferir clique aqui. Contatos podem ser feitos diretamente na página da ONG.

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Comentários

  1. Anônima munícipe disse:

    Que triste essa mãe que precisa mesmo!
    Ai criam um pac do governo para fazer casas novinhas no bairro Sao Francisco… pessoas que ja tinham casa… se querem ampliar que trabalhem… pessoas que recebem dois salários dois ordenados ganharam casas novinhas…
    Esta aí uma família que realmente precisava.
    Fico indignada mas dizem… é obra do governo porque nao avaliaram o grau de necessidade… gente que realmente não tinha nenhuma necessidade.
    Por favor gente porque esse mundo é tão injusto…
    Fiz minha casa pela caixa trabalhando muito suando… sei o quanto é difícil construir uma casa… mas gente que ficava o dia todo com bunda sentada em casa, pessoas do beco usuários de droga ganharam e a gente trabalhando tanto é difícil conseguir as coisas fico de queixo caído.
    Porque nao deram para pessoas que pagam aluguel que trabalham o dia todo que tenham crianças em casa aí sim seria justo.
    Como essa mãezinha aí que precisa.
    Deixo aqui meu desabafo.

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