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Univates e prefeitura apresentam números da pesquisa sobre a frequência do Coronavírus em Lajeado

Dos 1.450 testes realizados, 4 testaram positivo para covid-19

Rafael Picon e Ioná Carreno. (Foto: Elise Bozzetto)

Nesta terça-feira, dia 9, aconteceu na Univates a divulgação dos resultados preliminares de pesquisa sobre a frequência do Coronavírus em Lajeado. O Testa Lajeado é uma iniciativa da Prefeitura Municipal de Lajeado, executada pela Universidade do Vale do Taquari – Univates.

A primeira fase da pesquisa foi realizada de 30 de maio a 4 de junho, em Lajeado, com uma amostra de 1.450 participantes. Da amostra, 45 pessoas (3,1%) foram positivas para coronavírus, prevalência 14 vezes maior do que a encontrada na última rodada da pesquisa realizada pela UFPel. Com a prevalência de 3,1% encontrada na pesquisa da Univates, a estimativa é que haveria 2 mil pessoas contaminadas na cidade. Como Lajeado tinha 1440 casos confirmados no término da pesquisa, pode ser uma das cidades com a menor subdetecção (subnotificação) do Estado. Enquanto o estudo inicial da UFPel estimou 9 casos não notificados para cada positivo, Lajeado aponta menos de um caso não notificado para cada positivo.

Dos participantes, 952 respondentes são do sexo feminino (65,7%) e a média de idade foi de 49,5 anos. Entre o total dos participantes (1450), 61 eram trabalhadores de frigoríficos. Destes, 7 foram positivos. Com os dados e ajustes estatísticos, provou-se nesta primeira etapa que a probabilidade de prevalência da doença entre trabalhadores de frigoríficos é 207% maior que para demais trabalhadores.

Variáveis sociodemográficas da amostra total:

Escolaridade: média de 10,6 anos de estudo

Renda familiar mensal média: R$ 4.521,00

Variáveis sociodemográficas dos casos positivos:

Escolaridade: média de 8,3 anos de estudo

Renda familiar mensal média: R$ 2.935,00

Em relação às variáveis clínicas, os casos positivos apresentaram os seguintes sintomas: 

  • diarreia: 13,3%
  • tosse: 11,1%
  • dor muscular: 11,1%
  • febre: 8,9%
  • dor de garganta: 8,9%
  • coriza: 8,9%
  • dispneia (falta de ar): 4,4%
  • anosmia ou disgeusia (perda do olfato ou paladar): 4,4%

Houve uma associação significativa entre coronavírus positivo e o autorrelato de asma e hipertensão. A prevalência de coronavírus entre os hipertensos foi de 4,2%, enquanto que entre os não hipertensos, a prevalência foi de 2,3%. A prevalência de coronavírus entre os asmáticos foi de 5,7% contra 2,6% nos não asmáticos. 

Comportamento durante o período:

Quanto ao distanciamento social: os participantes positivos referiram a nota 7,7 (média) para cumprimento do distanciamento social; entre os negativos, a média da nota foi 8. Entretanto, esta diferença não foi significativa.

Sobre sair de casa: os participantes positivos referiram sair em média 3,4 dias por semana, enquanto que entre os negativos a média foi de 2,8. Novamente, a diferença não foi significativa.

O Reitor da Univates, Ney José Lazzari, salienta o momento histórico para a região e para a Universidade. “Para a Univates este é um momento importante pois conseguimos retornar para a sociedade dados e informações que ela tanto precisa e, ao mesmo tempo, coloca a Universidade no conjunto das instituições que estão fazendo ciência de forma séria, qualificada e que ajuda a solucionar problemas não só regionais”, comenta.

O Prefeito de Lajeado, Marcelo Caumo, também sinaliza a importância dos resultados para o enfrentamento ao coronavírus. “É um momento marcante de muita satisfação para todos nós, porque podemos estar contribuindo para definição de políticas públicas com o resultado da pesquisa, contribuindo para o Estado, para a União e também para o mundo. Com elementos precisos, robustos, para estudar essa grande pandemia, essa grande doença que tomou conta do mundo. Lajeado vai estar deixando também sua marca na história”, frisa Caumo.

Para a professora Doutora Simone Stülp, coordenadora administrativa da pesquisa e Diretora de Inovação e Sustentabilidade da Univates, a pesquisa dará uma mapeamento completo do comportamento da pandemia. “É um projeto que visa, para além de conhecer o retrato da cidade em termos de contaminação, poder oferecer ao poder público subsídios para tomada de decisões e estratégias públicas de enfrentamento à doença. Essa pesquisa epidemiológica, também, é uma oportunidade ímpar de sermos uma referência extremamente positiva do ponto de vista de gerar conhecimento”, analisa Simone. 

Já o coordenador científico da pesquisa, professor Doutor Rafael Picon, ressalta que a pesquisa pode ser consideradas uma das maiores e mais completas do País. “Usamos um cálculo de tamanho de amostra com correção para efeito do desenho igual a 2, e empregamos amostragem probabilística por conglomerado em 3 etapas. O que significa que o tamanho da amostra é robusto e o método para realização da pesquisa é sólido. Essa pesquisa pode ser considerada em termos proporcionais um dos maiores estudos de prevalência de coronavírus no Brasil”, pondera. 

Próximas etapas:

  • 2ª Etapa – Será realizada de 13 a 17 de junho, mapeando uma amostra de 1.100 pessoas. 
  • 3ª Etapa – Será realizada de 27 de junho a 1º de julho, com nova amostra.
  • A divulgação completa será realizada em julho.

Comentários

  1. Ademar Claro Fernandes disse:

    Rsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrs!

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