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Municípios do Vale do Taquari têm autonomia para decidir a volta às aulas

Decisão foi tomada na manhã desta quinta-feira, dia 3, em assembleia da Amvat, em Estrela

Presidente da Amvat, Celso Kaplan, destaca que cada município poderá decidir sobre como vai conduzir a volta às aulas em função das diferentes realidades. (Foto: Divulgação / Plural Comunicação Integrada)

A assembleia da Associação dos Municípios do Vale do Taquari (Amvat), realizada na manhã desta quinta-feira, dia 3, em Estrela, definiu que cada município da região terá autonomia para definir quando retomará as aulas presenciais, paralisadas desde o final de março, em função da pandemia.

O tema foi discutido pelos prefeitos e secretários municipais de Educação. Para o presidente da Amvat, e prefeito de Imigrante, Celso Kaplan, a possibilidade de cada cidade decidir sobre como vai conduzir a volta às aulas foi consenso em função das diferentes realidades. “Temos municípios que têm escolas privadas fortes, outros somente escolas públicas. Temos municípios maiores, outros menores. Cada um tem sua realidade, por isso essa liberdade. Embora a gente acredite, pelo que foi debatido hoje, que ninguém voltará antes de 1º de outubro”, destaca Kaplan.

Durante a assembleia, os prefeitos reforçaram novamente a contrariedade pela volta ocorrer pela Educação Infantil. “Ficou claro que não é momento de voltar com os pequenos. Existem protocolos muito rígidos para o retorno da Educação Infantil e isso inviabiliza a volta. A nossa opinião é que devemos voltar pelos anos finais”, observou.

O presidente também afirmou que uma questão que deixa dúvidas é o transporte escolar, já que a maioria dos municípios transporta também alunos das escolas estaduais, e a rede estadual de ensino, conforme divulgado pelo Governo do Estado, retomará o ano letivo somente no dia 13 de outubro. “Os municípios ainda precisarão ver como vão ajustar essa questão. Hoje não sabemos como será feito o transporte escolar”.

Entre os prefeitos, o debate dividiu opiniões. O prefeito de Lajeado, Marcelo Caumo, afirmou que o ano letivo será retomado pelas escolas municipais no dia 1º de outubro. Já para o prefeito de Nova Bréscia, Marcos Martini, o momento de voltar ainda não é agora. “Ainda estamos num período crítico. Me preocupa a questão do transporte e acho que não podemos abrir mão da nossa posição e voltar pelos alunos maiores”. Já o prefeito de Encantado, Adroaldo Conzatti, defendeu a ideia de voltar apenas em 2021. “Voltar agora é um risco. E a lei não permite que aumentemos gastos, por ser um ano eleitoral, para fazer uma retomada segura”, ponderou.

A presidente da Associação dos Secretários Municipais de Educação do Vale do Taquari (Asmevat) e secretária de Educação de Paverama, Rosicler Flach, e o presidente da União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e secretário de Educação de Estrela, Marcelo Mallmann, também participaram da assembleia. Eles afirmam que o retorno será feito dentro de um “novo normal”. “Os pais precisam se conscientizar que podemos voltar, mas não será como antes. Teremos turnos reduzidos: as crianças serão atendidas algumas horas por dia. Não existirá mais isso de levar uma criança para a escolinha pela manhã e buscá-la no fim da tarde”, enfatiza Mallmann.

Esportes e cultura

Durante a assembleia da Amvat, o prefeito de Arroio do Meio, Klaus Werner Schnack, apresentou um protocolo de segurança para realização de eventos particulares em locais fechados. Este protocolo pretende flexibilizar eventos como festas, atividades esportivas e culturais dentro de cada município, respeitando uma série de restrições. O protocolo deve ser enviado, nesta sexta-feira, dia 4, ao Comitê Regional de Cogestão e, posteriormente, levado para aprovação do Governo do Estado.

Consisa

Antes do início da assembleia da Amvat, também houve uma reunião do Consórcio Intermunicipal de Saúde do Vale do Taquari (Consisa-VRT). Os prefeitos aprovaram a proposta orçamentária do Consisa para o ano que vem, estimada em R$ 29.950.587,64.

AI

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