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Polícia Federal realiza operação contra o tráfico internacional de drogas e armas em Lajeado e outras cidades do RS

Um dos líderes da organização criminosa foi preso no Vale do Taquari

Nove cidades gaúchas e uma do Mato Grosso do Sul foram alvos da Operação Teiniaguá, deflagrada desta quinta-feira, dia 10, pela Polícia Federal. As atividades buscam desarticular uma organização criminosa dedicada ao tráfico internacional de drogas e armas que eram fornecidas para uma facção estabelecida na região da Serra Gaúcha.

A ação tem como principal objetivo a prisão e o isolamento dos líderes e a descapitalização patrimonial do grupo. Foram mobilizados 180 policiais federais que cumprem 22 mandados de prisão preventiva e 28 de busca e apreensão em Lajeado, Caxias do Sul, Farroupilha, Bento Gonçalves, Sapiranga, Campo Bom, Parobé, Taquara e Charqueadas no Rio Grande do Sul, além de Ponta Porã no Mato Grosso do Sul.

Também são cumpridas 11 ordens judiciais de sequestro de veículos e imóveis de propriedade dos investigados e bloqueadas mais de 57 contas bancárias de pessoas físicas e empresas, utilizadas para movimentar dinheiro de origem ilícita, que terão valores contabilizados após o cumprimento das medidas judiciais.

Em seis meses de investigação, a Polícia Federal apurou que o grupo internalizou, nesse período, mais de uma tonelada e meia de cocaína e enviou de forma ilegal para o exterior cerca de R$ 25 milhões destinados ao pagamento a narcotraficantes no Paraguai.

Parte considerável desses carregamentos de entorpecentes eram habitualmente destinados à Serra Gaúcha. O grupo criminoso atua dentro e fora do sistema prisional gaúcho, mas os comandantes executavam as ordens de dentro da Penitenciária Estadual de Caxias do Sul, da Penitenciária Estadual de Bento Gonçalves e da Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc).

Três importantes lideranças da organização criminosa tiveram suas prisões preventivas decretadas pela Justiça. Um deles foi localizado em Lajeado. Ele havia obtido o direito de cumprir pena em regime semiaberto com o uso de tornozeleira eletrônica há apenas 10 dias, após passar 11 anos preso. Os investigados vão responder pela prática dos crimes de tráfico internacional de drogas, organização criminosa, associação para o tráfico, lavagem de dinheiro e homicídio.

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