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Eduardo Leite anuncia a privatização da Corsan

Manifestação foi feita pelo governador, tendo como base o Marco Regulatório do Saneamento

Foto: Divulgação

O governo do Estado anunciou, nesta quinta-feira (18), a intenção de passar o controle da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) à iniciativa privada. O governador Eduardo Leite apresentou o plano de privatização da empresa pública, que envolve a abertura do capital na bolsa de valores de São Paulo, a B3. 

A partir da oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) o Estado levantaria cerca de R$ 1 bilhão, conforme previsão do Palácio Piratini, e os papéis passariam a ser negociados nos pregões. Parte desse recurso será utilizado para reforçar o capital da companhia e, assim, aumentar o interesse de futuros compradores da companhia, disse Leite. A ideia é passar o controle da companhia aos acionistas, com o governo mantendo cerca de 30% dos ativos. 

Ao contrariar promessa de campanha, quando manifestou posição contrária à privatização da empresa, Leite destacou que aprovação do marco legal do saneamento motivou a mudança de planos. Inicialmente, o governo projetava a realização do IPO,  mas com a intenção de manter o controle da companhia.

O governador lembrou que a nova lei exigirá que o Estado universalizasse o serviço até 2033 e, caso não consiga cumprir as metas, correria o risco de ver uma série de contratos quebrados junto aos municípios. A estimativa é de que o Estado precisa cerca de R$ 10 bilhões para atender às exigências nos próximos anos

— A Corsan não tem capacidade própria de geração de caixa, o Estado não tem capacidade de aporte e não existem linhas de financiamento suficientes para atender essas metas até 2033. As novas exigências aumentam o rigor das metas, a necessidade de investimentos e impõem um risco. Se não houver adaptação para o ritmo de entrega se poderia perder os contratos (com 317 municípios) — disse Leite.

A privatização da companhia precisa ser aprovada em plebiscito. No entanto, o Executivo defenderá a aprovação, na Assembleia Legislativa, de projeto que retira a obrigatoriedade da consulta junto à população para a venda do controle da empresa. A iniciativa já está em tramitação.

O que é a oferta pública inicial (IPO)   

Quando uma empresa tem capital fechado e decide vender parte do seu negócio para investidores na bolsa de valores, ela realiza uma oferta pública inicial (IPO, Initial Public Offering em inglês)  

No Brasil, esse tipo de operação é realizado na bolsa de valores de São Paulo, a B3. No entanto, empresas brasileiras também podem abrir capital em bolsas estrangeiras, como as norte-americanas Nasdaq e Nyse  

O IPO marca a primeira venda de ações de uma empresa no mercado e, posteriormente, dá início à negociação dos papéis nos pregões da bolsa de valores  

Após a abertura de capital, qualquer investidor registrado em uma corretora e que opere na bolsa de valores pode comprar ou vender as ações da empresa  

O principal fator que leva empresas a abrirem o capital é a possibilidade de captar recursos para financiar suas atividades e planos de expansão, sem ter de aumentar o endividamento. Isso ocorre porque nos IPOs a maior parte do dinheiro arrecadado costuma ir direto para o caixa da empresa

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