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RS seguirá em bandeira preta pela terceira semana seguida

Mesmo com a expansão de leitos, capacidade hospitalar segue sob pressão no Estado

Foto: Divulgação

Pela terceira semana consecutiva, todo o Rio Grande do Sul está em bandeira preta, nível de risco máximo previsto no modelo de Distanciamento Controlado. Divulgados nesta sexta-feira, dia 12, os indicadores da 45ª rodada mostram a pressão sobre a capacidade de atendimento hospitalar do Estado.

Mesmo considerando o aumento de 3% no número total de leitos de UTI existentes e a redução dos internados por outras causas, a elevação dos confirmados com Covid-19 em UTI fez com que se mantivesse quase a totalidade dos leitos de UTI do Estado ocupados, inclusive fora dos leitos regulares, o que indica operação acima da capacidade indicada em algumas regiões.

“Para se ter uma ideia, há 30 dias, tínhamos 800 pessoas em leitos de UTI confirmadas com Covid. Passamos para 2,4 mil pessoas em 30 dias. Se esse ritmo continuasse, teríamos de triplicar o número de leitos, o que é inviável. Esse é o tamanho do nosso drama”, afirmou o governador Eduardo Leite.

Piora em todos indicadores

Todos os 11 indicadores monitorados com relação à velocidade de propagação do coronavírus e à capacidade de atendimento hospitalar tiveram piora nesta semana – mesmo calculados em cima de números recordes da rodada anterior. Entre os quais, o número de registros de novas hospitalizações (+19%), de internados em leitos clínicos (+27%), de internados em UTIs (+19%) e de óbitos (+54%), contabilizando 1.343 mortes em apenas sete dias. Na quinta-feira (11/3), houve recorde no número diário: foram 276 mortes confirmadas em apenas 24 horas.

Por conta desse cenário e em uma tentativa de conter a piora dos indicadores, o governador antecipou na semana passada que o Estado permaneceria todo em bandeira preta pelo menos até o dia 21 de março e com a suspensão da cogestão, não permitindo a flexibilização dos protocolos pelas prefeituras.

Em reunião com representantes de setores empresariais nesta sexta, a secretária da Saúde, Arita Bergmann, lembrou que as regras mais rígidas são temporárias e se fazem necessárias diante da impossibilidade de parar o vírus até que se tenha a expansão da vacinação.

“Esse tempo de 14 dias nos dá esperança, embora mobilidade na circulação continuou um patamar que poderia ter sido bem menor, talvez municípios não tenham conseguido na mesma medida fazer uma mobilização e parece que as pessoas perderam o medo, então a esperança é que começaremos a ver os primeiros reflexos dessa parada estratégica de atividades econômicas para que tenhamos uma redução no número de casos novos e de interações. Talvez a queda de óbitos nem se perceba ainda, por conta do tempo de atuação do vírus, na próxima semana, mas esperamos que na terceira semana seja quando vamos colher os frutos dos sacrifícios que sabemos que todos estão fazendo”, afirmou Arita.

Secom

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