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Inter vence a Chapecoense por 2 a 1 fora de casa na reestreia de Diego Aguirre

Com volume ofensivo, Colorado marcou com Caio Vidal e Yuri Alberto, levou sustos na defesa e desperdiçou várias chances de gol

Foto: Ricardo Duarte / Inter / Divulgação

Em jogo elétrico, em especial no segundo tempo, o Inter teve boa atuação, empilhou oportunidades de gol, controlou a Chapecoense e venceu por 2 a 1 na noite desta quinta-feira em Chapecó, pela 6ª rodada, na reestreia do técnico uruguaio Diego Aguirre. O resultado deixa a equipe na 12ª colocação do Brasileirão e representa maior tranquilidade para o novo comandante desenvolver seu trabalho, iniciado na última segunda-feira. 

Logo no começo, nem parecia que o Inter enfrentava um tabu sem nunca vencer na Arena Condá pela competição nacional, tamanha a facilidade com que construiu o resultado no primeiro tempo. Marcando com maior intensidade e numa faixa avançada do campo, o time de Aguirre saiu na frente logo aos 5 minutos, com Caio Vidal. Aos 34, Yuri Alberto ampliou em roubada de bola no meio de campo frágil dos donos da casa.

Após o intervalo, a Chape se lançou mais a frente e levou perigo, principalmente na bola parada – que foi de novo um dos pontos fracos da equipe colorada. Aos 10, Derlan descontou de cabeça. O placar fez com que o jogo ficasse lá e cá, com ambos os times tendo oportunidades e defesas abertas. As melhores chances foram do Inter, que apresentou bom volume de jogo, mas, além de esbarrar duas vezes na trave, pecou na pontaria.

Domínio completo

O Inter atuou nos primeiros 45 minutos como se estivesse no estádio Beira-Rio, mesmo com o retrospecto amplamente desfavorável na Arena Condá. À vontade, a equipe colorada trocou, passes controlou e jogo e sempre esteve próxima da meta da Chapecoense. Com mudanças na escalação – o zagueiro Zé Gabriel atuou pela direta e o lateral-direito Heitor foi pela esquerda, o técnico Diego Aguirre fez um time preciso na defesa e rápido para contragolpear. 

Aos 5, a postura intensa na marcação rendeu frutos. Patrick roubou a bola, acionou Mauricio, que tabelou com Yuri Alberto e deixou Caio Vidal na medida para marcar o primeiro gol do jogo, chutando cruzado. Desde a partida contra o Olimpia, o Inter não marcava com a bola rolando. Sem diminuir o ritmo, aos 12, quase o segundo. Caio Vidal, novamente, levou a melhor na velocidade, cruzou e no rebote o goleiro João Paulo salvou finalização de Edenilson. 

Surpreendido pela postura do Inter, o time da casa insistia nas bolas pelo alto. Por pouco, Felipe Santana não empatou ao cabecear livre dentro da área aos 20 minutos. E esse foi o único susto sofrido pela defesa colorada antes do intervalo. Logo na sequência, Mauricio num detalhe não consolida um golaço coletiva. Com dois calcanhares, de Edenilson e Yuri Alberto, o meia ficou na cara de João Paulo, porém finalizou nas mãos do goleiro. 

Como dava impressão, o segundo gol colorado de fato foi questão de tempo. Em bobeira no meio da campo, Edenilson roubou a bola, deu lindo toque para Patrick, que “pifou” Yuri Alberto. Com calma, o atacante deslocou João Paulo e fez o segundo na partida. Destaque do lance foi a transição rápida ofensiva. A vantagem fez o Colorado controlar ainda mais a partida e, diante da inoperância da Chape, seguiu com o resultado dominado. 

Jogo elétrico

O resultado da primeira etapa mudou as posturas no jogo. A Chape saiu mais e cedeu espaços para o Inter contra-atacar. Aos 5, o Colorado quase marcou o terceiro em um lance confuso. Edenilson deu lindo passe para Yuri Alberto, que finalizou, dividiu com o goleiro e quase marcou. Na sobra, Patrick também desperdiçou. 

Na sua principal arma, os donos da casa descontaram. Aos 10, Ravanelli cobrou falta na área e Derlan desviou sem chances para Daniel. O gol, claro, animou a Chape, mas a dificuldade para criar chances com a bola rolando seguiam. Logo após o gol, Aguirre promoveu suas primeiras trocas: Zé Gabriel, que pouco antes sentiu lesão, e Dourado saíram para as entradas de Johnny e Leo Borges. 

O técnico Jair Ventura colocou dois jogadores mais ofensivos – Felipe Baxola e Perotti – tentando o ataque, ainda que sem organização. Com isso, o jogo ficou aberto e elétrico, com espaços para o Colorado contra-atacar. Aos 21, Bruno Silva fez linda jogada e finalizou para firme defesa de Daniel. No lance seguinte, foi a vez de Mauricio soltar a bomba e encontrar o travessão de João Paulo. 

O ritmo acelerado passou a permitir oportunidades mais clara para as equipes numa “trocação”. Aos 27, quase o empate da Chape: Perroti entrou nas costas de Heitor e cabeceou para fora. No minuto seguinte, Yuri Alberto e Patrick pararam no goleiro João Paulo em duas finalizações de dentro da área.

O goleiro Daniel fez um milagre aos 33 minutos em finalização da pequena área de Ravanelli. A falta de pontaria colorado foi marcante na segunda etapa. Aos 40, Patrick perdeu chance debaixo da trave. Sem organização, a Chape tentava no abafa, mas não conseguiu marcar.

Peleia no fim

No fim, o tempo fechou. Bruno Silva foi expulso por agredir João Peglow e Danilo Fernandes, na reserva, foi para rua por agredir o jogador adversário. Caio Vidal, de bom jogo, acabou também sendo expulso no meio da confusão. Um final digno de várzea, para um bom jogo de futebol. 

Brasileirão – 6ª rodada

Chapecoense 1

João Paulo; Matheus Ribeiro, Felipe Santana, Ignácio e Derlan (Foguinho); Ronei (Bruno Silva), Guedes (Felipe Baxola), Fernandinho (Mike), Lima e Ravanelli; Anselmo Ramon (Perotti). Técnico: Jair Ventura.

Inter 2

Daniel; Zé Gabriel (Léo Borges), Lucas Ribeiro, Victor Cuesta e Heitor; Rodrigo Dourado (Johnny), Edenílson, Caio Vidal (Vinícius Mello), Maurício (Rodrigo Lindoso) e Patrick; Yuri Alberto. Técnico: Diego Aguirre.

Gols: Caio Vidal (5min/1ºT) e Yuri Alberto (34min/1ºT), para o Inter; Derlan (9min/2ºT), para o Santos.

Árbitro: Alexandre Vargas Tavares de Jesus (RJ).

Cartões amarelos: Derlan e Ronei (Chapecoense); Zé Gabriel, Edenílson e Caio Vidal (Internacional).

Cartões vermelhos: Bruno Silva (Chapecoense); Danilo Fernandes (Internacional) e Caio Vidal (Internacional)

Local: Arena Condá, em Chapecó (SC).

Correio do Povo

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