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Senado aprova relatório final da CPI da Covid-19

Comissão atribui crimes ao presidente Jair Bolsonaro e outros 79

Foto: Marcos Oliveira / Agência Senado / Divulgação

O Senado Federal aprovou, na noite desta quarta-feira, o relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19, instaurado há mais de seis meses para apurar os crimes cometidos durante a pandemia. Por 7 votos a 4, o texto foi aprovado pelo Senado. Foi com o voto do vice-presidente Randolfe Rodrigues que a CPI formou maioria para aprovar o relatório e pedir o indiciamento do presidente Jair Bolsonaro e mais 79 por supostos crimes na pandemia.

O relatório atribui delitos ao presidente e outras 76 pessoas, além de duas empresas delitos. Os principais alvos são Bolsonaro e seus filhos, além de ministros, deputados, médicos e empresários. 

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) classificou o relatório como um “clamor dos brasileiros” desde o início da pandemia. Ele afirmou que a situação do Brasil pós-Covid passa pelas decisões da CPI. “Não podemos ser alimentados pelo ódio, que divide e bota a culpa em outros, quando deveríamos estar unidos. A ciência foi recolocada em seu devido lugar”, afirmou. 

O senador chegou a citar Hannah Arendt e seu conceito de “banalidade do mal” a criticar o negacionismo e o trabalho feito por agentes políticos na propagação de fake news e movimentos anti-vacina. “Aqueles que tinham a tarefa de salvar vidas produziram o mal e a morte”, destacou. 

O relator da CPI, Renan Calheiros, destacou o trabalho intenso da comissão parlamentar. “Não houve, no mundo, trabalho parecido”, avaliou. Já o senador Omar Aziz (PSD-AM) criticou o presidente Bolsonaro. Destacou que não houve solidariedade com os mais de 600 mil mortos no Brasil desde o início da pandemia. “Ficamos indignados com a falta de um ombro amigo. Esse acalento o governo não deu”, atacou.

Os próximos passos

Nesta quarta-feira, às 10h30min, o relatório será entregue por membros da Comissão Parlamentar de Inquérito. Caberá então ao procurador-geral da República, Augusto Aras, tomar as medidas cabíveis e dar andamento para os próximos passos. 

Correio do Povo

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