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Nos primeiros sete dias do ano, casos confirmados de Covid-19 no RS, superam o total de dezembro

Apesar do crescimento dos diagnósticos positivos, as internações não apresentaram aumento expressivo

Foto: Divulgação

O número de casos diários do novo coronavírus voltou a disparar no Rio Grande do Sul, que nesta sexta-feira contabilizou mais 6.541 casos confirmados para a doença. Em apenas sete dias, o Estado contabilizou um total de 15.168 diagnósticos positivos para Covid-19, número superior a todo mês de dezembro, quando a Secretaria Estadual da Saúde (SES) registrou 11.730 casos. Com mais quatro óbitos, o RS totaliza 36.476 mortes em decorrência do vírus.

Apesar do crescimento de diagnósticos positivos para a doença no Estado, as internações em leitos clínicos e de terapia intensiva não apresentaram aumento expressivo nos últimos dias. Pelo menos nesse momento, o maior impacto tem sido nos serviços de urgência e emergência, que operam com capacidade máxima desde o início da semana. A epidemiologista Carina Guedes Ramos, do Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC), explica que havia expectativa de aumento de casos com pacientes Covid-19, uma vez que a variante ômicron é mais transmissível.

Casos leves 

Mesmo diante de um cenário de elevação dos casos de Covid-19, Carina afirma que a maioria é de casos leves e que não demandam internações em leitos de enfermaria e de UTI. “Não impactou tanto nas internações em UTI, mas o que está acontecendo é que está impactando no sistema de saúde de outra forma, com bastante procura por atendimento, exames, com bastante pessoas infectadas que não podem trabalhar, como profissionais da saúde e de outros serviços”, destaca. Apesar da curva ascendente de diagnósticos de Covid-19, ela avalia que a cobertura vacinal pode evitar uma alta demanda por leitos de UTI.

Conforme dados do painel Coronavírus RS, 162 pacientes com diagnóstico de Covid-19 ocupavam hoje leitos de UTI, número menor do que há duas semanas, quando 168 pessoas estavam internadas em estado grave. “Em dezembro tivemos vários dias sem internações novas. A partir de 27 de dezembro houve aumento de internações por Covid-19 e Influenza”, compara. “Temos que ver como essa nova onda vai se comportar e se vai ser apenas de casos leves. Esperamos que não demande tanto de hospitalizações como foi em outros momentos da pandemia”, completa.

A epidemiologista atribui o alastramento do vírus nos últimos dias às festas de fim de ano e à falta de cuidados para evitar o contágio. “A população perdeu o medo da Covid-19. Houve bastante aglomeração e as pessoas extrapolaram nas festividades. Tenho visto pessoas indo para festas, com muita gente descuidando, deixando de usar máscaras em alguns locais”, afirma. Ela reforça que mesmo pessoas vacinadas contra a doença devem manter medidas não farmacológicas. “Estar vacinado não exclui que a gente mantenha o uso de máscaras”, frisa. A especialista alerta que os hospitais não querem passar pelo mesmo cenário do início do ano, considerado o pior momento da pandemia.

A exemplo do alerta da Organização Mundial da Saúde (OMS), Carina destaca que a variante ômicron não deve ser subestimada. “Já teve óbitos no país (por conta da variante). Com muitos casos de uma doença, alguns vão ter quadro agravado e vão morrer”, justifica.

Correio do Povo

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