Giro do Vale / Política / Saúde

RS emite alerta para todas as regiões Covid pela segunda semana consecutiva

Casos positivos e internações aumentaram em janeiro no Estado, mas vacinação freia óbitos

Fotos: Felipe Dalla Valle/ Palácio Piratini

O Gabinete de Crise do governo do Rio Grande do Sul emitiu, nesta terça-feira, alerta para todas as regiões Covid pela segunda semana consecutiva. O Estado apresenta o nível mais elevado de contaminação desde o início da pandemia, e todas as 21 regiões do Sistema 3As de monitoramento alcançaram o maior nível de incidência semanal, indicando o risco em todo o RS.

O governador Eduardo Leite afirmou que, mesmo que a ocupação de leitos não acompanhe o número de casos, há aumento da pressão sobre a capacidade de atendimento hospitalar, com necessidade de ações para frear o contágio. “Estamos trabalhando com as regiões para que a fiscalização do cumprimento de protocolos seja intensificada, para que adotem medidas que possam frear o alto contágio”, afirmou.

Apenas em janeiro, foram confirmados 315 mil casos de Covid-19 no Rio Grande do Sul, número que supera em 35% o pico da doença no RS, ocorrido em março do ano passado. Equivale, ainda a quase 3% da população gaúcha. O número de óbitos também apresentou alta. Passou dos 35 óbitos semanais no fim de 2021, para 232 mortes registradas na última semana de janeiro. Com isso, a taxa de mortalidade semanal se equipara aos níveis observados em agosto de 2021.

A ocupação de leitos clínicos também aumentou nos últimos 30 dias. Passou de 269 para mais de 1,7 mil, entre confirmados e suspeitos. Esse ciclo de elevação só não é maior que a variação e velocidade do ciclo registrado em março de 2021. 

O número de ocupação dos leitos de UTIs em todo o Estado passou de 243 para 639 pacientes, entre suspeitos e confirmados. Com isso, a ocupação passou de 48,5% para 61% ao longo do mês, também com índices semelhantes aos de agosto de 2021. 

O avanço da vacinação, no entanto, freou o número de óbitos. Foram 412 vítimas. A imunização sobre as faixas etárias a partir de cinco anos, incluindo dose de reforço, tem se mostrado fundamental para reduzir a proporção de casos graves, avaliou o governo do Estado.

Correio do Povo

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