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Grêmio fica no 0 a 0 com o Vasco, no Rio de Janeiro

Duelo na noite desta quinta-feira em São Januário foi brigado nos primeiros 45 minutos e com direito a bola na trave de Palacios nos acréscimos

Foto: Lucas Uebel / Grêmio / Divulgação

O Grêmio tinha um ultimato na noite desta quinta-feira, contra o Vasco, em São Januário. Precisava urgente de um resultado positivo. E, apesar da mudança de postura evidente especialmente na etapa inicial, ele não veio. O Tricolor esbarrou na pouca produtividade ofensiva e ficou no 0 a 0 com o rival direto na briga pelo acesso. 

Com o resultado, o Grêmio chegou ao quarto empate consecutivo na Série B. Resultado que mantém a equipe fora do G-4 da competição, na quinta posição, com 14 pontos. Já o Vasco segue na vice-liderança da competição, com 18 pontos, e se mantém como único invicto. 

O Grêmio volta a campo na terça-feira, quando enfrenta o Novorizontino, na Arena. A partida, válida pela 11ª rodada da Série B, acontece às 21h30min.

Ânimos exaltados em 45 minutos brigados  

Conforme havia sido prometido após o “ultimato” dado pela direção do Grêmio, Roger Machado promoveu mudanças na escalação. Manteve o time com 3 zagueiros, agora com Kannemann como titular, a primeira vez na Série B, e Thiago Santos entre os volantes, para reforçar a marcação. Na armação, optou pelo contestado Benítez, em uma partida em que o Grêmio precisaria de intensidade para superar o invicto Vasco na competição.

Importante para as duas equipes, o jogo começou truncado, com bastante faltas. A primeira grande chance saiu do lado do Vasco, aos 11 minutos. Nenê recebeu na entrada da área, após bom cruzamento rasteiro. De primeira, o meia bateu de direita, obrigando Brenno a dar uma ponte para mandar para escanteio e evitar um lance mais perigoso para os donos da casa.

O clima tenso do jogo se refletia nos ânimos exaltados das duas equipes. Primeiro, Benítez e Quintero se desentenderam após a cobrança de um escanteio. O arbitro Luiz Flavio de Oliveira advertiu ambos com cartão amarelo, dissipando a confusão. Um minuto depois, o desentendimento foi entre Nenê e Edilson. Desta vez, o árbitro optou por contemporizar na base da conversa. 

A primeira boa chance do Grêmio saiu aos 17 minutos. Thiago Santos roubou a bola, levou para o ataque na base da força e, rompendo marcadores, soltou para Diego Souza. O centroavante fez bem o papel do pivô, devolveu e o volante arriscou, tirando tinta da trave direita do goleiro Thiago Rodrigues. 

A partir dos 20 minutos, o Grêmio passou a controlar mais as ações da partida, inclusive com maior presença no campo adversário na comparação com os próprios mandantes. Isso se refletiu no ânimo da torcida: se antes o clima em São Januário parecia favorável ao Vasco, empurrando o time, durante o jogo o silêncio começava a dar um ar de apreensão para os locais.

O clima seguiu tenso e, aos 38, a fagulha que gerou o estopim no barril de pólvora da partida foi provocado por Edilson. Ele deu um “bico” na direção da torcida, e o jogador do Vasco veio cobrar, empurrando o lateral do Tricolor, que caiu instantaneamente. Em meio a chuva de copos da torcida em São Januário, a arbitragem optou pelo cartão amarelo, o terceiro dos quatro dos mandantes na primeira etapa. Os ânimos se acalmaram para que os times pudessem ir ao intervalo ainda com 11 para cada lado e com 0 a 0 no placar.

Segundo tempo de poucas emoções 

Para o segundo tempo, o técnico Roger Machado optou por uma troca. Sacou Martin Benítez, que até não fez mau primeiro tempo, mesmo diante da falta de intensidade, para colocar em campo o ponta Janderson. Já o Vasco de Zé Ricardo voltou exatamente igual para a etapa final. 

A entrada de Janderson tornou o jogo um pouco mais franco, e o Grêmio passou a explorar mais o lado direito de ataque. Até tentou descer por duas vezes em sequência em velocidade pelo setor, mas esbarrou também na falta de qualidade do ponteiro, ainda que demonstrasse mais intensidade na comparação com o meia que substituiu.

Já pelos 20 minutos, em um jogo que não teve grandes emoções até esse momento na segunda etapa, Roger Machado já parecia se contentar com o ponto. E fez logo três trocas, que pareciam trazer o Grêmio para trás: saíram Edilson, Bitello e Nicolas, para as entradas de Varela, improvisado na ala direita, Lucas Silva e o contestado Diogo Barbosa para fazer a esquerda.

O Vasco, diante das trocas do Grêmio, foi pra cima. Zé Ricardo sacou os jogadores amarelos e colocou em campo o centroavante Rainer no lugar do fraco Getúlio. Também deu a chance para Carlos Palacios, ex-Inter. Pelo lado do Grêmio, a última troca foi a entrada de Elkeson no lugar de Diego Souza, que até participou mais do jogo, mas cansou e ficou até minutos a mais do que deveria em campo diante da sua condição física.

O cenário, no entanto, pouco se modificou. Para ambos os lados. O jogo seguiu sem a intensidade do primeiro tempo até os arrastados minutos finais, de poucas emoções. Com exceção de uma bola no travessão, nos acréscimos, de Palacios, para a sorte do Grêmio. Assim, o 0 a 0 se manteve no placar até o fim. A sina do Tricolor segue: são cinco jogos sem vitórias, sendo quatro empates em sequência, ainda fora do G-4 da Série B. 

Campeonato Brasileiro Série B – 10ª rodada

Vasco 0

Thiago Rodrigues; Gabriel Dias (Weverton), Quintero, Anderson Conceição e Edimar; Yuri, Andrey Santos (Matheus Barbosa), Nenê (Palacios), Gabriel Pec e Figueiredo (Vinicius); Getúlio (Raniel). Técnico: Zé Ricardo

Grêmio 0 

Brenno; Bruno Alves, Geromel e Kannemann; Edilson (Varela), Thiago Santos, Bitello (Lucas Silva), Nicolas (Diogo Barbosa) e Benítez (Janderson); Biel e Diego Souza (Elkeson). Técnico: Roger Machado

Gols: –

Arbitragem: Luiz Flavio de Oliveira (SP)

Cartões amarelos: Quintero, Andrey Santos, Figueiredo, Gabriel Dias e Palacios (Vasco); Benítez, Thiago Santos e Kannemann (Grêmio) 

Local: Estádio São Januário, no Rio de Janeiro (RJ)

Data e hora: 02/06, às 20h

Correio do Povo

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