Giro do Vale / Coluna do Chimarrão

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Cuidado com o respingo é pouco

Com o andamento das investigações da famosa “Operação Lava Jato”, que está descortinando nomes do fundo da cartola e deixando políticos até então tidos como impolutos (honestos), começa a encardir o caldo dentro da grande máquina de lavar que envolve a questão Petrobras. Há quem diga inclusive que já esteja faltando proteção nos bazares do país, em especial capas e guarda-chuva. Eis que se anuncia mais uma lista de nomes que possam estar envolvidos nessa que pode ser uma das maiores corrupções já sentidas na nação. Pobre brasileiro, que no final vai acabar pagando a conta.

Segurança pública

O comandante da BM, usando a tribuna do legislativo, falando sobre a questão de segurança, enfatizou que é primordial que a comunidade seja co-participante de sua própria segurança.  Citou fatos havidos de ilícitos no município e que existem setores da comunidade que acobertam fatos ilícitos, mas a corporação não possui poder de invadir domicílios. Falou das dificuldades enfrentadas por diversos fatores, como deficiência de efetivo, coloca a BM a disposição da comunidade para que possa se dirimir os motivos da situação atual. Considerou válida a manifestação da comunidade e sugeriu parceria entre as forças de segurança e a coletividade para que haja um trabalho voltado ao interesse comum. Final de semana, por não ter a civil aberta, há deslocamento para Lajeado, onde a viatura local fica em torno de duas horas. Disse que se fazer justiça com as próprias mãos não é a solução, mas sim se unir como uma sociedade organizada para que se lute junto dos deputados para que haja mudança na lei penal. Essa indignação deve ser levada pelo povo aos legisladores para que se mude essa situação de insegurança hoje vivida. Citou que o nosso código penal data de 1940, totalmente fora da realidade do dia a dia atual. “Estamos combatendo o efeito e não a causa. Bom Retiro não mais o nome que deu origem, mas podemos buscar minimizar essa situação”.

Câmeras de monitoramento

Salientou o sargento de que Lajeado e Estrela estão se cercando desses equipamentos para monitorar em tempo real e sugere que aqui também haja mobilização para que isso também venha a ocorrer, pois os meliantes se movimentam e desaparecem muito rapidamente. Essa poderia ser uma solução importante na busca mais efetiva de elementos para se dirimir as ocorrências, as quais estão acontecendo com maior intensidade e preocupando a comunidade local.

Grupo mobilizado

Juliano Beppler falou em nome do grupo organizado pela comunidade, tendo em vista o que vem ocorrendo e também discutiram o que é necessário para minimizar essa situação. Sugestão feita pelo grupo mobilizado:

– O CRPO poderia em força tarefa destinar uma dezena de policiais para Bom Retiro.

– Que os políticos locais consigam buscar junto as suas representações junto da AL, diminuir esse clima de insegurança no seio da comunidade.

– O momento é de união com a polícia e as equipes de segurança (ronda noturna) e não de criticar.

– Comprometer mais o conselho tutelar para a realização de ações conjuntas com a BM, (muitas crianças de 10 ou 11 anos na rua a noite).

– A diminuição das horas extras dos policiais para estarem efetivamente nas ruas foi outro motivo da falta de maior segurança.

– Policiais civis atendem, mas não residem aqui.

-Também levantado no grupo, o auxilio moradia para a atração de policiais para combater esses crimes onde esses meliantes se escondem.

– Parceria para se conseguir instalar câmeras de segurança na cidade e que o município efetive e que seja efetivo o conselho municipal de segurança pública.

– Disse que Bom Retiro clama por segurança e até a região comenta o que aqui está ocorrendo. “Isso não é uma manifestação, mas uma união de bom retirenses que clamam por segurança”, finalizou.

Movimento na câmara

Os vereadores se manifestaram a respeito da situação de insegurança no município. A pérola da semana ficou por conta do vereador Batista que argumentou (isso é argumento?) – Se é difícil agenda com o prefeito, com o governador então é bem mais difícil. Será que esse é o argumento para não trazer nada para a comunidade? A nível federal já faz anos que isso não ocorre. Caneta e poder na mão, falta é vontade. Bem como disse um empresário na tribuna na 3ª feira, “se não aceitam que os chame de incompetentes, peço desculpas, mas vocês são acomodados, outros municípios conseguem, nós não. (deve ser o problema da agenda). O vereador disse que lhe foi pedido prioridades locais e pensou na RS-129 e Ginásio do CEJA. Mas vê agora que a principal é segurança. E fechou com chave de ouro: “se eu quisesse ser simpático me candidataria à miss e não a vereador”. Ocorre que a vaga de miss já está preenchida no atual governo por uma representante do Vale do Taquari.

Quem entendeu

Convidados pelo presidente da câmara, Nilson Lang, a comunidade mobilizada foi para a parte externa da câmara para se manifestar, mas do nada surgiu um carro de com entoando o Hino Nacional. Pronto o estopim foi aceso e o povo se indignou. Não sei de quem foi a ideia, mas hino no atual momento não foi aceito e nem poderia, tal a indignação popular. Acabaram os presentes desabafando contra os próprios vereadores e alguns chegaram à forte discussão.

Incompetentes não

O que mais se ouviu no ano passado de parte de alguns vereadores contra secretários e até o Executivo foi justamente a pecha “incompetente”. Mas bastou que um cidadão chamasse de incompetentes os vereadores que vozes se levantaram na tribuna contra essa afirmação. Então está combinado, o vereador pode chamar a quem desejar de qualquer adjetivo ofensivo, a população não tem esse direito em relação a eles. O povo continua na base e os parlamentares no pedestal. Foi isso que deu a entender com a indignação de alguns representantes da população, como um cidadão que foi taxativo: “os vereadores têm que levantar e ir atrás das necessidades e a bolha citada por Eder já estourou. Aqui não vemos nenhuma solução na questão de segurança. Se os senhores não aceitaram a palavra incompetência, então os considero acomodados”. É popularidade de alguns está na descendente.

Solicitando providências

Diante da situação de criminalidade o vereador Paulo Freitas manifestou sua preocupação com a segurança pública. Esteve em audiência em Lajeado e que o comando disse que foram cortadas as horas extras e que em julho viriam alguns policiais militares. Não há culpado pela questão dos assaltos a não ser o infrator. “Não se pode culpar o poder público local por essa situação momentânea. Discutir, pois brigar não resolve nada para nós”.

Falta de orgulho

O ato no legislativo contou com um ingrediente curioso, pois ao convidar os presentes para irem até a parte externa da câmara para uma manifestação pacífica, a presidência não disse que teria inclusive um ato cívico. Mas de repente um carro de som começou a entoar o Hino Nacional, o que acabou gerando confusão por parte do público. Depois disso, serenados os ânimos, os vereadores voltaram aos trabalhos e o vereador Alex criticou a falta de orgulho do povo em não cantar o hino. Sem mais comentários, quem está em condições de bater a mão no peito e mostrar seu orgulho nos dias de hoje, ainda mais que o contexto do encontro, a meu ver, não ensejava um ato cívico, mas sim um ato concreto em favor da segurança de quem foi lá buscar apoio e solução para suas famílias.

Crime organizado???

Uma colocação feita na câmara nessa semana pelo vereador Eder Cíceri é de preocupar realmente, pois ao dizer que era vergonhoso ver o ladrão tomar o pão do trabalhador, o que ocorre não somente aqui, mas em todo lugar, fruto da impunidade, o parlamentar ao mesmo tempo colocou que “temos tentado junto ao governo, mas não é fácil conseguir audiência, mas isso vai acontecer”. Por fim diz que “O crime organizado que corre solto no município há anos e ninguém está fazendo nada”. Isso sim preocupa e por certo ele deve ter subsídios, pois esse tipo gente faz parte de facções que não furtam, mas trabalham com o pior mal atualmente que é a droga e nesse caso são grupos. E esses grupos, a exemplo de municípios da região, lutam pelo seu território e até crimes são cometidos nessas disputas. Por certo os órgãos de segurança poderiam aproveitar seu serviço de inteligência e junto com o vereador, que deve ter algum conhecimento a respeito para fazer uma afirmação dessas e descobrirem esses grupos. Mas falando com o comando local tive ciência de que isso não existe no município. Conclusão, falar é fácil, provar um pouco mais difícil.

Descrédito no político

O desabafo do vereador Zé Galinha mereceu aplausos na câmara. Disse que ninguém mais acredita em ninguém de presidente a vereador, pois não se vê efetivamente o trabalho que a população tem direito e precisa. “Pedimos para vocês se juntar a nós porque nós não temos força para solucionar sozinhos”. Isso realmente é uma situação estranha. “O problema que nós colocamos as situações e nada acontece nas esferas de governo no caso do RS frente às demandas encaminhadas pelo município através dos dois poderes (Câmara e Prefeitura)”. Isso tem trazido o descrédito na classe política em geral e especialmente local, pois quem está no poder não consegue nem audiência para encaminhar as necessidades mais urgentes, no caso hoje provimento a se ter segurança.

Audiência pública

Considerei produtiva a audiência no centro administrativo. Ficou claro que o problema não é somente estrutural, mas especialmente político e quem paga por isso é a população que elege pessoas que escolhe quem será ou não beneficiado com o que o Estado tem obrigação. Unanimidade nas autoridades presentes que a questão do aumento do efetivo policial obedece a regras políticas e não técnicas que atendam prioridades e não privilégios como hoje. A insatisfação popular, em especial de quem foi alvo dos meliantes que vieram com força da “noite para o dia”, se repetiu depois do encontro havido um dia antes na câmara. As autoridades entendem, mas se mostraram engessadas pelo sistema. Em resumo, é hora dos políticos que detém hoje o poder mostrarem para o que vieram, pois seus discursos não tem mais crédito, o que a população quer e tem direito é ação e já. Mas convenhamos se em quase 3 meses nem audiência conseguiram ainda com o governo é para esses políticos sentirem que criticar quem está no poder é bem diferente de estar no poder e não trazer a solução que a população clama. Segurança gente é isso que precisa e como disse um empresário, se mexam, senão outros municípios continuam ganhando e nós ficamos a mercê dos ladrões. Vamos, pois, ver o que as ditas lideranças irão fazer politicamente, pois precisamos de políticas públicas e quem as faça acontecer. Chega de dizerem que “estamos preocupados”.

Drogadição tem solução

Muito bem colocado na audiência pública que a questão das drogas é realmente um problema, mas como muitas coisas, têm solução. Segundo diretora de colégio local, tudo parte da família no quesito educação e a escola faz sua parte com os ensinamentos. O que não se pode é fechar os olhos para o que ocorre em grande parte com nossos jovens. Foi clara em acentuar que a droga vem de fora, trazida por gente que só pensa no lucro e em seqüência traz o mal para quem usa, pois os alienia. Que se descubram as causas, pois os efeitos são conhecidos. Disse mais, as drogas não chegam pelo ar, são trazidas e nada como uma boa investigação para se chegar aos transportadores e enfim quem está lucrando com essa droga no município. Mãos a obra gente, tudo tem solução, senão eles continuam tomando conta dos nossos jovens.

Reflita: Oração e discurso sem ação não trazem solução!

 

 

 

 

 

 

 

 

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