Giro do Vale / Coluna do Chimarrão

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, determinou a intimação do diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segóvia, após a publicação de uma entrevista em que ele teria antecipado o resultado de um inquérito policial que investiga o presidente Michel Temer. Em despacho deste sábado (10), Barroso, que é relator do caso no STF, afirma que quer ouvir Segóvia para que ele “confirme as declarações” publicadas e “se abstenha de novas manifestações a respeito”.

Em entrevista concedida sábado (9) à Agência Reuters e divulgada no portal da empresa, Segovia afirma que os “indícios são muito frágeis” e sugere que o inquérito “pode até concluir que não houve crime”. De acordo com Barroso, como a investigação não foi concluída e ainda há “diversas diligências pendentes”, o assunto não deveria ser “objeto de comentários públicos”.

Temer é investigado por corrupção ativa, passiva e lavagem de dinheiro por ter, supostamente, recebido vantagens indevidas de uma empresa para editar o chamado Decreto dos Portos. Além dele, são investigados o ex-deputado federal Rodrigo Rocha Loures, que foi assessor especial de Temer, e mais dois empresários. Na entrevista, o diretor-geral da PF diz que o decreto editado “em tese não ajudou a empresa”. “Em tese, se houve corrupção ou ato de corrupção, não se tem notícia do benefício. O benefício não existiu”, afirmou o diretor, conforme reprodução da Agência Reuters.

O presidente Michel Temer afirmou nessa segunda-feira, em Boa Vista (RR), que oposição não deve existir para derrubar governos. Em discurso durante reunião para discutir soluções para o problema da entrada de venezuelanos no Estado de Roraima, ele afirmou que a função dos opositores deve ser ajudar os governantes a “acertar o rumo”.

“É importante a oposição, porque ela ajuda a governar. Oposição não existe para derrubar o governo”, declarou Temer. De acordo com ele, em geral, a ideia de oposição que se tem é política, e não jurídica. O presidente afirmou que a oposição serve para criticar as “demasias” de um governo, para que o “sujeito que está no governo vá olhar aquilo e acertar o rumo”.

O deputado pelo PSC-RJ e pré-candidato à presidência Jair Bolsonaro publicou domingo (11) um vídeo em sua página no Facebook negando que tenha dito que poderia metralhar a comunidade da Rocinha, no Rio de Janeiro, caso a “bandidagem” não se rendesse. A afirmação supostamente feita pelo parlamentar foi publicada na coluna de Lauro Jardim, no jornal “O Globo”.

Segundo Jardim, a declaração de Bolsonaro teria sido dada no último dia 6, quando o pré-candidato à presidência participou de um encontro com executivos do mercado financeiro na sede do banco BTG Pactual, em São Paulo.

Bolsonaro diz, no vídeo, ter dado uma entrevista ao jornalista Augusto Nunes por uma hora durante o evento. “Fui aplaudido várias vezes e, especialmente, ao final da entrevista. Tudo certo, até que cinco dias depois me deparo com a coluna, dizendo que a minha solução para a violência do Rio é jogar panfletos para a bandidagem se render. Caso ela não faça isso, eu optaria por fuzilamento, faria com que toda a Rocinha fosse metralhada”.

O parlamentar nega que tenha dado a declaração. “Isso é uma insanidade. Beira a loucura. Se eu falei para mais de mil pessoas em São Paulo, para toda a mídia paulista, eu não teria sido massacrado, de forma justa?”. O pré-candidato finaliza o vídeo “lamentando” a coluna. “Isso não é fazer jornalismo. Isso é terrorismo. Não posso permitir. Espero que você (Lauro Jardim) se retrate dessa infâmia, dessa covardia.” Coisas de política, ou politicagem para derrubar candidatos, colocar palavras na boca deles e eles que se defendam.

A Polícia Federal investiga no âmbito da Operação Tesouro Perdida, o elo entre o bunker dos R$ 51 milhões atribuídos aos irmãos Lúcio e Geddel Vieira Lima e supostos esquemas de corrupção na Caixa Econômica Federal. Os investigadores apreenderam atas da instituição na casa da mãe do ex-ministro, de acordo com relatório a que o Estado teve acesso.

O documento mostra que a Caixa liberou R$ 5,8 bilhões em créditos a empresas investigadas. Do total, R$ 4,4 bilhões foram destinados a empresas da holding J&F. A mãe do ex-ministro, Marluce Quadros Vieira Lima, também é uma das denunciadas na investigação.

A denúncia foi feita em dezembro de 2017 pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, no âmbito da Tesouro Perdido. Geddel, o deputado federal Lúcio Vieira Lima e o empresário Luiz Fernando Machado Costa Filho são acusados de associação criminosa e lavagem de dinheiro. Deles, a Procuradoria cobra R$ 51 milhões. A PF ainda investiga a origem do dinheiro. Um dos caminhos apontados pelos investigadores é o doleiro Lúcio Funaro, que revelou ter levado malas de dinheiro ao emedebista em voos a Salvador, que totalizaram R$ 20 milhões.

De acordo com as investigações, Funaro reconheceu, entre os R$ 51 milhões, maços de dinheiro de um banco ligado à J&F. “Lúcio Funaro informou que os valores envoltos em ligas, com um pedaço de papel onde havia impresso o valor constante do maço de dinheiro, era exatamente como retirava o dinheiro dos seus doleiros e repassava para Geddel”, afirmou a PF no relatório.

Para se ter uma vaga ideia do quanto se rouba em nosso país (sem contar os lalaus comuns) a justiça está investigando a origem de todos esses milhões que aos poucos (eu disse aos poucos) vão aparecendo, mas por trás disso muito já foi e sumiu sem que se pusesse as mãos e Geddel e outros bandidos do colarinho branco não abrem a boca, pois se o fizessem iria saltar lama em mais gente “importante” ligada ao governo em várias esferas. Que vergonha esse país eivado de bandidos que nos governam. Felizmente alguns estão nas grades.

Se você já sentia medo só de olhar para aranhas, espere até conhecer uma recém-descoberta espécie de aracnídeo que tinha rabo comprido (além das oito pernas). O animal, chamado Chimerarachne, foi descoberto preservado num pedaço de âmbar, em uma floresta tropical remota de Myanmar.

Embora esse fóssil seja do Cretáceo Médio (há cerca de 100 milhões de anos), os pesquisadores acreditam que o animal possa existir até hoje. A equipe da Universidade do Kansas já tinha previsto a existência da criatura, mas havia estimado sua existência em cerca de 380 milhões de anos atrás. Somente quando o pedaço de âmbar foi levado à China que houve uma comprovação definitiva.

Paul Selden, do Instituto Paleontológico, afirmou: “Há muita produção de âmbar no norte de Myanmar, e o interesse pelo produto aumentou há cerca de dez anos, quando se descobriu que esse âmbar era do Cretáceo Médio; portanto, todos os insetos encontrados nas peças são muito mais antigos do que se pensava”.

Reflita: A festa mais popular do Brasil está tão banalizada que até a bandidagem dá espetáculo em via pública. Será que vão acabar também com o carnaval?

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