Giro do Vale / Coluna do Chimarrão

Pré-candidatos ao Palácio do Planalto, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (PSD), têm usado aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) para viajar pelo País e participar de compromissos muitas vezes estranhos aos cargos que ocupam. Em comum, ambos patinam nas pesquisas de intenção de voto – aparecem com 1% na maioria dos cenários – e são desconhecidos por boa parte do eleitorado.

O uso de aviões da FAB é permitido para ministros do governo e para os presidentes da Câmara, do Congresso e do Supremo Tribunal Federal. As aeronaves podem ser solicitadas por motivos de segurança, emergência médica e viagens a serviço. A FAB afirma que não é sua atribuição “apurar se os motivos das solicitações de apoio são efetivamente cumpridos”.

Nem dá para comentar muito essa prática por vários detentores do poder no país, pois não tem jeito mesmo, só depois de outubro, se o povo acordar para o assalto oficial em seu bolso. Mas enquanto isso ocorre o cidadão comum tem seus filhos esperando na parada ônibus escolar que não vem às vezes, o cidadão doente está nos corredores de hospitais esperando atendimento, o cidadão comum está atrás das grades por fala de segurança, o cidadão comum enfrenta buracos, pois vai a pé pelos buracos da estrada e outros de carro, mas as autoridades continuam indo nos aviões da FAB e continuarão se não barrarmos em outubro. Acorda brasileiro!!!!

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), em decisão monocrática, alterou o decreto de indulto natalino para presos elaborado pelo presidente Michel Temer (MDB) no fim do ano passado para impedir que presos por corrupção, lavagem de dinheiro e tráfico de influência, entre outros crimes, possam se beneficiar da medida.

O decreto de Temer, que estendia o indulto a quem tivesse cumprido apenas um quinto da pena, foi suspenso pela ministra Cármen Lúcia, presidente do STF, durante o recesso do Judiciário. Agora, Barroso confirmou a suspensão das alterações feitas pelo presidente e, como a matéria não foi incluída nas pautas de março e abril do Supremo, ele decidiu especificar as situações em que o preso poderá se beneficiar do indulto para que eles não tenham de aguardar a posição final da Corte.

A decisão de Barroso tem por base a proposta que havia sido elaborada pelo Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária, mudada por Temer. A alteração feita pelo presidente foi vista à época como uma forma de beneficiar políticos investigados pela Lava Jato e outras operações de combate à corrupção.

Nesse sentido, a mudança de Barroso fere de morte a intenção de Temer. Ficam excluídos do benefício os crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, concussão, peculato, tráfico de influência, os praticados contra o sistema financeiro nacional, os previstos na Lei de Licitações, os crimes de lavagem de dinheiro e ocultação de bens, os previstos na Lei de Organizações Criminosas e a associação criminosa – todos figuram entre as principais acusações envolvendo políticos. Barroso também manteve a suspensão do indulto quanto às penas de multa por considerá-lo inconstitucional.

Barroso fixou também que só podem ser beneficiados pelo indulto quem tenha cumprido ao menos um terço da pena – como era até 2015, antes de ser alterado para um quarto em 2016 e para um quinto em 2017 – e quem tenha sido condenado a pena inferior a oito anos de prisão, como era previsto até 2009 – o decreto de Temer não fixava tempo mínimo de condenação.

Felipe Andreoli quase apanhou por causa de uma das maiores rivalidades da história do esporte no Brasil. Neste domingo (11), durante matéria do “Esporte Espetacular”, da Globo, o apresentador ficou no meio de uma troca de socos entre os boxeadores Luciano “Todo Duro” Torres e Reginaldo “Holyfield” Andrade.

Antes de apresentar a reportagem, que fala sobre o documentário “A Luta do Século”, Andreoli garantiu que o clima de animosidade foi real, já que os lutadores que fizeram sucesso nos anos 90 até hoje se consideram rivais. Pelo vídeo percebi que ambos são realmente rivais e batem mesmo, apesar de ser uma luta esportiva. A coisa é pessoal e o apresentador ficou no meio dos socos.

De acordo com o jornal Folha de São Paulo, o presidente da república, Michel Temer, prepara um decreto para elevar o percentual de álcool anidro na gasolina brasileira. Hoje, a gasolina conta com 27% de etanol em sua composição – a medida prevê aumento gradativo até 2030, quanto passará a representar 40% de cada litro de gasolina.

A medida tem relação com a regulamentação do programa de biocombustíveis, que determina o aumento da participação de combustíveis renováveis e redução de poluentes provenientes de derivados de petróleo, como é o caso da gasolina. A mudança, no entanto, impactaria no aumento de R$ 0,06 por litro na bomba de combustível, de acordo com consultorias entrevistadas pelo jornal.

Em relação aos tributos, são esperadas perdas: economistas calculam que o governo deixará de arrecadar R$ 4 bilhões por ano, já que haverá redução de PIS, Cofins e Cide cobrados pela gasolina com a maior inserção de etanol na mistura.

Outro problema causado pela medida será a falta de etanol nos postos. Além disso, a produção de açúcar seria largamente afetada, visto que, hoje, 55% das plantações de cana-de-açúcar são destinadas à indústria de combustíveis – a nova medida ampliaria a faixa para 61%.

Reflita: “Há algo maior do que o orgulho, e mais nobre do que a vaidade, a modéstia; e algo mais raro que a modéstia é a simplicidade.” (Antoine de Rivarol).

Ainda não há comentários

Envie-nos o seu comentário

Publicidade

Últimas Notícias

Dois carros incendiaram após a colisão

Porém, o pedido foi negado pela Justiça, mesmo com parecer favorável do Ministério Público (MP)

Previsão é que a Draco comece a operar em maio de 2019, a partir do ingresso de novos servidores na corporação

Ministério da Saúde ampliou prazo para até terça-feira, na tentativa de preencher vagas que faltam