Giro do Vale / Coluna do Chimarrão

O policial militar Abel de Queiroz disse em depoimento prestado à Polícia Federal, em março deste ano, que foi duas vezes ao escritório do advogado José Yunes, amigo do presidente Michel Temer, para fazer entregas de dinheiro entre 2013 e 2015. O depoimento foi mantido em sigilo.

O policial era motorista da empresa de transporte de valores Transnacional, contratada por empresas envolvidas na Lava Jato. Ele é testemunha em ação que investiga pagamentos de R$ 10 milhões realizados pela Odebrecht a campanhas do MDB. Os valores teriam sido negociados pelo próprio Temer, em 2014. Hummm o angu está aumentando.

Reportagem de VEJA teve acesso à ala restrita do prédio onde Lula está preso em Curitiba e revela os detalhes da rotina do ex-presidente na cadeia. Assim como os demais presos, o petista tem direito a duas horas diárias de banho de sol — e pode optar pelo horário que achar melhor.

É um momento tenso, que mobiliza quase todo o aparato de segurança na Polícia Federal, ainda que o banho de sol ocorra bem perto da cela de Lula, no terraço do 4º andar do prédio. Antes de autorizar a saída dele, um agente verifica se o clima está adequado e, principalmente, se há drones sobrevoando a região. Se espiões eletrônicos forem detectados, a ordem é abatê-los a tiros.

Lula não pode ser visto. Para evitar surpresas, a Polícia Federal mantém informantes a postos nos aeroclubes de Curitiba. Não é proibido sobrevoar o prédio, mas, ao menor sinal de aproximação de aeronaves, o ex-presidente é conduzido para dentro da sala — por questões de segurança, mas não apenas por isso.

A determinação é impedir que fossem feitas imagens de Lula preso — uma condição que ele próprio impôs antes de se entregar às autoridades. A PF está providenciando a instalação de um toldo na área do banho de sol para dificultar ainda mais que sejam feitas imagens do petista. Se alguém fosse detectado bisbilhotando do alto, Lula poderia ser rapidamente colocado debaixo do toldo.

A ex-senadora Marina Silva, pré-candidata à Presidência da República pela Rede, afirmou na Universidade de Oxford, que há um movimento de “infantilização” da política em diversos países do mundo, pelo qual os eleitores buscam “salvadores da pátria” para solucionar crises políticas e econômicas. Para ela, a busca por este tipo de liderança não trará renovação e mudanças ao Brasil.

“O mundo em crise vai precisar do trabalho de sujeitos capazes de se responsabilizar pelas próprias vidas. O problema é tentar regredir para um processo infantil”, criticou, durante palestra no Brazil Forum UK, evento anual organizado por brasileiros que estudam no Reino Unido.

“Em vários lugares do mundo estamos regredindo. As pessoas querendo o grande pai, a grande mãe, o grande salvador da pátria. O mundo não vai mudar com uma politica que infantiliza”.

Em uma fala de 45 minutos, Marina Silva elencou as principais conquistas dos partidos tradicionais ao dizer que o que deu certo deve ser transformado em “direito”, enquanto é preciso corrigir erros.

Ela lembrou que o MDB foi um partido importante na luta pela democracia, destacou que o PSDB estabilizou a economia com o Plano Real, e que o PT reduziu a desigualdade social e a pobreza com o Bolsa Família.

Dois ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) já votaram no plenário virtual da Corte contra o recurso apresentado pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para reverter a sua prisão.

O julgamento começou na última sexta-feira (4) e deve ser concluído até as 23h59 do dia 10 de maio. Segundo o Broadcast Político apurou, o ministro Dias Toffoli já votou acompanhando o ministro Edson Fachin, relator do caso, no sentido de negar o recurso de Lula.

Participam da votação eletrônica os cinco ministros da Segunda Turma do STF, colegiado composto por Fachin, Toffoli e os ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski.

Como o acesso ao ambiente de julgamento é remoto, a apresentação dos votos pode ocorrer a qualquer momento dentro do prazo. Se todos os ministros votarem antes da data final, o resultado já poderá ser conhecido previamente — mas isso só acontecerá quando o último dos ministros apresentar sua posição.

Lula foi condenado a 12 anos e um mês de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, no processo envolvendo o tríplex no Guarujá. Como a ação já foi analisada pela segunda instância da Justiça, no caso de Lula, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), sua prisão foi decretada no início de abril.

Contra isso, Lula entrou com uma ação no STF, chamada reclamação, em que alega que sua prisão é ilegal e não fundamentada. Para os advogados do petista, a segunda instância ainda não exauriu no processo de Lula. A defesa argumenta que a jurisdição do TRF-4 somente se esgota quando o tribunal se desvencilhar de qualquer decisão em relação aos recursos extraordinários.

Os advogados ainda acrescentam que o papel do TRF-4 só acaba quando é analisado um eventual agravo (quando a parte recorre) contra uma não admissão do recurso no tribunal.

Quando a reclamação foi apresentada ao Supremo, no início de abril, Fachin negou individualmente o pedido liminar e manteve a prisão de Lula. Contra essa decisão, a defesa do petista entrou com um agravo, tipo de recurso. Fachin, então, decidiu levar o caso para o plenário virtual da Segunda Turma, a qual compõe e é presidente.

Caso haja algum pedido de vista (mais tempo de análise) ou destaque de algum ministro, o processo sai do ambiente virtual. No plenário virtual, os votos podem seguir as seguintes opções: 1) acompanho o relator; 2) acompanho o relator com ressalva de entendimento; 3) divirjo ou relator; ou 4) acompanho a divergência.

Reflita: Perder tempo em aprender coisas que não interessam, priva-nos de descobrir coisas interessantes. (Carlos Drummond de Andrade)

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