Giro do Vale / Coluna do Chimarrão

Faltam somente dois dias e depois de quatro anos polariza-se a atenção para o futebol mundial e pelo período de quarenta dias a atenção do mundo volta-se para o palco do evento onde milhões, bilhões de pessoas estarão assistindo as melhores seleções de futebol do mundo em disputa pelo cobiçado troféu e o Brasil vai em busca do 6º título.

Aliás, o Brasil como costumamos dizer é o país do futebol, pois exporta atletas para o mundo e muitos fazem fama pelos gramados do planeta e alguns deles estarão na Rússia a partir desta quinta-feira.

Enquanto isso os problemas vividos por nossa nação vai por muitos serem esquecidos ou hibernar por pouco mais de um mês e os olhos se voltam para os gramados russos. Tudo o que o governo brasileiro precisava para tomar fôlego e pensar, quem sabe, em planos que consigam frear a crise que enfrenta o Brasil e que inegavelmente todos sabem e sentem.

E, se nesse período onde o mundo vira-se para os gramados, o que os brasileiros que são mais realistas aguardam é que medidas eficazes e que sejam duradouras comecem a surgir dos governantes, pois Brasília está repleta de pessoas tidas como de alto nível e que sejam capazes de empreender estudos que se transformem em projetos que definam uma linha adequada ao momento que todos vivemos.

A solução, no entanto, não deve ser mágica, mas obedecer aos anseios e que ao mesmo tempo não continue responsabilizando o contribuinte a pagar a conta de medidas que não tem tirado o país desse atoleiro de corrupção, de desmandos oficiais e oficiosos, que acabaram por colocar nossa economia entre as piores do planeta, em que pese vozes palacianas acentuarem que o país está retomando crescimento. Só para grego ver!

O presidente Michel Temer sancionou ontem projeto que cria o Sistema Único de Segurança Pública. O objetivo é integrar os órgãos de segurança pública, como as polícias federal e estaduais, as secretarias de segurança e as guardas municipais. Serão repassados recursos da União aos demais entes federativos, mediante contrapartidas, como metas de redução da criminalidade e produção de base de dados

“Hoje damos um passo importantíssimo para dar mais tranquilidade ao brasileiro. Queremos fazer essa integração da segurança pública entre todos os estados brasileiros a partir de uma coordenação que só pode residir no Estado federal”, disse Temer. Os recursos para o sistema sairão da arrecadação das loterias. Para este ano, serão R$ 800 milhões apenas desta fonte. A estimativa do governo é que, em 2022, os recursos vindos de loterias cheguem a R$ 4,3 bilhões.

A propósito, já temos um diagnóstico do que resultou a intervenção no Rio de Janeiro com as tropas federais? Os noticiários dão conta de que existem ações de parte das forças de segurança, mas a população ainda não sentiu aquela esperada sensação de segurança em suas vidas.

O final de semana demonstrou em todas as redes que repercutiram a ação das forças integradas e ao mesmo tempo o terror que tomou conta do povo carioca que precisava se deslocar e se escondia onde encontrava abrigo pois as balas vindo das comunidades sibilavam por toda a parte.

O governo afinal tem algum resultado efetivo que realmente possa apresentar em números para trazer um mínimo de tranquilidade ao povo carioca, aos milhares de turistas que visitam a Cidade Maravilhosa (agora já também diminuído seu número dado ao sentimento da falta de segurança)?

Sinceramente não se tem ouvido que a criminalidade tenha arrefecido em especial nas comunidades dominadas pelo tráfico de drogas e tampouco se em conhecimento de que os bandidos mais perigosos, os comandantes do tráfico que estão nos presídios, tenham parado de comandar ações fora das celas pelos seus comparsas.

Enfim, a tão propalada intervenção está gerando dúvida na sociedade, não somente no Rio de Janeiro, onde milhões foram aportados para colocar freio nas ações danosas contra a sociedade. Vários outros estados estão sendo assolados pelo crime organizado e bens públicos e particulares estão sofrendo com atos de vandalismo e a todo dia se tem notícias de que a população sofre com a constante queima de transporte público, num país outrora com leis que eram cumpridas, onde havia respeito e hoje o que se vê é uma escalada de violência sem precedentes.

Os olhos do mundo também se voltam para Cingapura, onde dois líderes mundiais estão se digladiando de longe, mas a partir de hoje estarão frente a frente e discussão ao que interessa ao mundo, mas para eles nada melhor do que garantir, cada um, os holofotes em seus projetos que de longe se vislumbra a paz, pois ambos tem o pensamento bélico na cabeça.

Donald Trump e Kim Jong-un…. cara a cara. É uma cena difícil de imaginar, mas, se tudo correr como planejado e os presidentes dos Estados Unidos e da Coreia do Norte estarão reunidos pela primeira vez nessa terça, em Cingapura, o encontro entrará para a História.

Mas o que pode sair daí? O que o líder norte-coreano realmente quer? Kim e Trump vão repetir os insultos que ambos trocaram no passado? Ou vão se abraçar como Kim fez com o presidente sul-coreano Moon Jae-in dois meses atrás? Tudo por enquanto é uma incógnita, mas a verdade é que enquanto milhões de pessoas lutam para que haja mais tolerância e que a paz mundial seja alcançada pelo diálogo, as ameaças entre esses dois líderes continua colocando apreensivos os olhos do mundo.

Analistas e a imprensa vêm repetindo que esta será uma reunião “histórica”, mas já houve outros encontros muito importantes ao longo das negociações que tentam normalizar a situação na península coreana.

Há apenas dois meses ocorreu outra “cúpula histórica”: a dos dois líderes coreanos na fronteira que separa o Norte e o Sul, onde ambos se comprometeram a buscar a “completa desnuclearização” da península e o fim do conflito que se arrasta desde 1950.

No entanto, a conversa entre os governos norte-americano e norte-coreano é mais relevante. Por quê? Por uma razão simples: é uma situação sem precedentes. Nunca antes um presidente dos EUA, no exercício do cargo, reuniu-se com o líder norte-coreano no poder.

E isso não significa que essa conversa não tenha sido tentada antes ou que as negociações entre os dois países não ocorriam; mas nunca aconteceu de os governantes de ambas as nações se sentarem à mesma mesa. O mundo assiste o encontro que poderá trazer decisões as mais variadas, mas o que todas as mentes de bem que projetam um futuro melhor para seus descendentes esperam é justamente que esses poderosos busquem o que falta ao mundo, a PAZ.

Reflita: Um pedaço de pão comido em paz é melhor do que um banquete comido com ansiedade. (Esopo)

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