Giro do Vale / Coluna do Chimarrão

O eleitorado brasileiro aumentou 3,14% nos últimos quatro anos, saltando de 142.822.046 votantes, em 2014, para 147.302.354 eleitores, divulgou dia1º o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os eleitores estão distribuídos pelos 5.550 municípios e em 171 localidades de 110 países.

Há ainda 1.409.774 eleitores que não poderão votar nem se candidatar este ano, por estarem com os direitos políticos suspensos, segundo o tribunal.

De acordo com o TSE, a maioria do eleitorado brasileiro é formada por mulheres, com 77.337.918 (52,5%), enquanto os homens somam 69.901.035 (47,5%). Em 2014, as mulheres eram 74.459.424 (52,13%) e os homens, 68.247.598 (47,79%).

Houve crescimento expressivo dos eleitores no exterior nos últimos quatro anos, passando de 354.184 para 500.727 eleitores, aumento de 41,37%. Para o presidente do tribunal, Luiz Fux, esse aumento é resultado de um esforço conjunto entre a Justiça Eleitoral e o Ministério das Relações Exteriores para facilitar o cadastro de eleitores residentes em outros países.

Transexuais e travestis – Pela primeira vez, eleitores transexuais e travestis terão seu nome social impresso no título de eleitor e no caderno de votação das Eleições 2018. Ao todo, 6.280 pessoas fizeram essa escolha ao se registrar ou atualizar seus dados na Justiça Eleitoral.

Faixa etária – De acordo com o levantamento da Justiça Eleitoral, a faixa etária entre 45 e 59 anos concentra mais eleitores, com 35.742.439 brasileiros, o que corresponde a 24,26% do eleitorado. Em seguida, estão os eleitores de 25 a 34 anos, que reúnem 31.149.869 pessoas – 21,15% do total de eleitores.

Voto facultativo – Os jovens de 16 e 17 anos, cujo voto é opcional, representam 0,95% do eleitorado este ano, num total de 1.400.617 pessoas. Segundo o TSE, os dados apontam redução de 14,53% no número de eleitores jovens. Em 2014, foram registrados 1.638.751 eleitores nessa faixa etária.

Biometria – Em 2018, os eleitores que serão identificados por biometria aumentou 239,92% em relação a 2014. Este ano, eles somam 73.688.208 votantes (50,3%) do total. Em 2014, eram 21.677.955 pessoas, o que correspondia a 15,18% do eleitorado.

 

O ministro Luiz Fux, presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), negou uma ação cautelar que pedia que o ex-presidente Lula fosse declarado inelegível antecipadamente. Na decisão o ministro extinguiu o processo sem entrar no mérito da questão. Foi a segunda vez que o TSE negou uma ação para declarar Lula inelegível antes do registro de sua candidatura à presidência.

Apesar da decisão, o jornal O Estado de S. Paulo trouxe a informação de que o presidente do TSE, Luiz Fux, considera que “um político enquadrado na Lei da Ficha Limpa não pode forçar uma situação, se registrando, para se tornar um candidato sub judice”. Ainda que não tenha citado o ex-presidente Lula, a declaração foi dita após ser questionado sobre a estratégia do PT para a corrida presidencial.

Do lado petista, o partido fará sua convenção no sábado (4) sem indicar o candidato a vice de Lula, nome que deve ser apresentado até 15 de agosto. Uma ala do PT voltou a ventilar o nome de Gleisi Hoffmann como opção para o cargo. Lula foi condenado em segunda instância no processo do triplex e, por isso, está inelegível segundo as regras da lei da Ficha Limpa sancionada por ele em 2010.

Pesquisa DataPoder360 realizada nos últimos dias de julho indica que Jair Bolsonaro (PSL) segue líder na corrida pelo Planalto num cenário em que o ex-presidente Lula (PT) não é apresentado como candidato. O capitão do Exército na reserva tem 20% das intenções de voto, mas enfrenta uma rejeição de 65%.

O principal adversário de Bolsonaro neste momento é Geraldo Alckmin (PSDB), pois ambos disputam o eleitorado do centro para a direita. Desde maio o tucano agregou 1 ponto percentual por mês à sua taxa de intenção de voto. Tinha 7% em maio. Passou a 8% em junho. Em julho, foi a 9%.

São mudanças percentuais dentro da margem de erro da pesquisa, mas que indicam uma possível –embora ainda incerta– tendência de crescimento do tucano. Alckmin também tem 1 problema semelhante ao de Bolsonaro: 62% rejeitam o candidato do PSDB.

A senadora Ana Amélia (PP-RS) será a candidata a vice-presidente na chapa encabeçada por Geraldo Alckmin (PSDB). O martelo foi batido nessa quinta-feira, 2, quando a pepista gaúcha aceitou a indicação dos partidos do chamado Centrão, PP, DEM, PR, PRB e Solidariedade, para ser a companheira do tucano na disputa pela Presidência da República.

Alckmin tinha a senadora como nome preferido entre os que passaram a ser analisados como possíveis vices desde que o empresário Josué Gomes da Silva, dono da Coteminas e filho do ex-vice-presidente José Alencar, rejeitou compor chapa com ele. Nessa quarta-feira, o presidenciável declarou que a escolha estava entre sete nomes. Por fim, acabou convidando Ana Amélia.

Reflita: Um líder carismático, solícito e solidário, é um líder que INSPIRA e motiva. (Guilherme Machado)

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