Giro do Vale / Coluna do Chimarrão

O 1º levantamento de intenção de voto do banco BTG Pactual, realizado pela FSB Pesquisa, após o início da propaganda eleitoral na TV e no rádio indica uma queda acima da margem de erro no percentual de intenção de votos do ex-presidente Lula no cenário espontâneo, em que não são apresentados os nomes dos candidatos.

O resultado é 1 empate com o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, ambos com 21%. No mesmo cenário da pesquisa BTG/FSB realizada há uma semana, Lula tinha 26% e Bolsonaro, 19%.

Os outros candidatos aparecem todos empatados na margem de erro, com menos de 5%.

O levantamento da FSB Pesquisa, contratado pelo BTG Pactual, ouviu 2.000 pessoas em 27 unidades federativas nos dias 1º e 2 de setembro. A margem de erro é de 2,0 pontos percentuais e o nível de confiança é de 95%. O registro no TSE é BR-01057/2018.

A curva completa de evolução dos candidatos, em todos os tipos de cenário, pode ser analisada no agregador de pesquisas do Poder360. Saiba como usar a ferramenta.

Lula lidera pesquisa estimulada

Já no cenário em que os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, Lula se mantém isolado na liderança.

Na pesquisa estimulada feita nos dias 25 e 26 de agosto, Lula tinha 35% e Bolsonaro 22%. Agora, na realizada em 1º e 2 de setembro, Lula registra 37% das intenções de voto contra os mesmos 22% do militar. Eis uma comparação dos 2 resultados:

No cenário com Haddad como candidato petista, Bolsonaro lidera com 26%, bem à frente de Ciro Gomes (PDT), que tem 12%, Marina Silva (Rede), com 11% e Geraldo Alckmin (PSDB), com 8%. Fernando Haddad pontua apenas 6%.

Nos 2 cenários, o tucano Geraldo Alckmin aparece empatado na margem de erro com outros candidatos em 3º lugar. Pontua de 6% a 8%, sem apresentar crescimento nos primeiros dias da campanha eleitoral.

Em poucos anos o Brasil assistiu a pelo menos 8 grandes incêndios que consumiram prédios que guardavam acervo com valor artístico, histórico e científico. E, nesse domingo, o país perdeu parte da sua história guardada no Museu Nacional, no Rio de Janeiro. Os bombeiros levaram seis horas para conter as chamas no mais antigo museu do Brasil, que tinha 20 milhões de itens e apresentava problemas de manutenção.

Em julho de 1978, o Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio de Janeiro viu telas de Picasso, Miró, Dalí e de centenas de artistas brasileiros queimarem em 40 minutos de incêndio, conforme o relato de jornais na época.

Do acervo, de mais de mil peças, restaram apenas 50. O trauma foi tamanho que somente nos anos 1990 o Brasil reconquistou a confiança de instituições internacionais para sediar exposições de grande porte.

Destruído por um incêndio que durou mais de quatro horas em 2008, o Teatro Cultura Artística, na região central de São Paulo, até hoje está coberto por tapumes. Foi inaugurado em 1950, com um concerto de Heitor Villa-Lobos.

O teto desabou, uma sala foi inteiramente incendiada e uma outra ficou alagada. Além de dois pianos e equipamentos de som e iluminação, foram destruídos o figurino das peças O Bem Amado, do ator Marco Nanini, e Toc Toc.

O afresco de Di Cavalcanti na fachada, com 48 metros de largura e 8 metros de altura, é um dos poucos pontos da estrutura original com condições de ser restaurado.

Em maio de 2010, um incêndio atingiu o laboratório de répteis do Instituto Butantan-SP, destruindo um dos principais acervos de cobras do mundo. O fogo atingiu o prédio em que cientistas pesquisavam cobras, aranhas e escorpiões.

Segundo o Instituto Butantan, a coleção atingida pelo incêndio possuía cerca de 77 mil cobras catalogadas e cerca de 5 mil em processo de registro.

“É uma tragédia da proporção do incêndio da biblioteca de Alexandria”, afirmou à imprensa, na ocasião, Francisco Luiz Franco, que era curador da coleção de serpentes do Instituto Butantan, referindo-se ao fogo que consumiu a maior biblioteca da Antiguidade.

Mais de 100 anos de História e de conhecimento acumulado, ainda segundo o especialista, virou pó com as chamas.

Em novembro de 2013, um incêndio atingiu o Memorial da América Latina, em São Paulo, e destruiu o auditório Simón Bolívar, onde havia uma tapeçaria de 800 metros quadrados da artista Tomie Ohtake.

Em janeiro de 2013, um incêndio destruiu réplicas, cenários, fiações e pisos do Museu de Ciências Naturais da PUC Minas-BH. A instituição tem um dos maiores acervos de fósseis de mamíferos do Brasil.

O fogo atingiu principalmente o segundo andar, onde havia três exposições: uma sobre a vida no Cerrado, outra sobre o paleontólogo dinamarquês Peter Lund, e uma sobre o Período Pleistoceno. O prejuízo científico foi incalculável

Fundado em 1873, o Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo reabriu as portas como centro cultural somente no mês passado, depois de ficar mais de quatro anos fechado. Em 2014, um incêndio destruiu seu galpão centenário.

Em 21 de dezembro de 2015, chamas tomaram conta dos três andares e da cobertura do Museu da Língua Portuguesa-SP, naquele dia, felizmente estava fechado para o público.

Tudo virou cinza. À época, Isa Ferraz, curadora do museu, classificou o incêndio como uma “tragédia”. Inaugurado em março de 2006, era um dos museus mais visitados do Brasil e da América do Sul, e o primeiro do mundo dedicado exclusivamente a um idioma.

Em fevereiro de 2016, a Cinemateca Brasileira perdeu de forma definitiva 270 títulos. Um incêndio em um dos quatro depósitos do galpão, em São Paulo, destruiu cerca de 731 – dos quais 461 felizmente possuía cópia de segurança – de seus 44 mil títulos, entre cinejornais com cenas do noticiário político e curtas-metragens. Os rolos carbonizados eram feitos de nitrato de celulose, substância inflamável usada em películas cinematográficas até os anos 1950.

Esse, enfim, é o resultado da falta de inventivo que se tem no país aos maiores acervos culturais de valor artístico, histórico e científico e muitos deles já tinham data para desaparecer, dado justamente ao descaso com que ultimamente as autoridades têm tratado o que a história e os historiadores nos deixaram como legado, infelizmente.

Reflita: Não se conhece completamente uma ciência enquanto não se souber da sua história. (Auguste Comte)

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