Giro do Vale / Coluna do Chimarrão

Os comentários estão novamente vindo à tona sobre a duplicação da rodovia BR-386, que leva o nome do ex-governador Leonel de Moura Brizola, uma das mais importantes e que corta o Estado do Rio Grande do Sul desde Canoas até Irai, divisa com Santa Catarina e que é responsável pelo escoamento da produção de boa parte do nosso Rio Grande.

Pois a obra como já era esperado, foi se alastrando vagarosamente e por fim chegou ao nosso município, último ponto onde a duplicação ainda estava por ser concluída e cujo projeto, segundo autoridades locais, não estaria obedecendo a planta original e aqui literalmente empacou, parou e apesar das gestões (agora sobre algo que já não se tem esperança de sofrer grande mudança) foram variadas. Mas sem grande sucesso.

Muito se observou pessoas do mundo político, ao longo dos anos reclamando as melhorias que nosso município deseja, merece e não está recebendo a devida atenção por parte do DNIT, órgão federal responsável pela manutenção e/ou novas obras no setor de mobilidade.

O que no entanto acabou ocorrendo não se deve a atualidade, mas vem lá de trás, quando da elaboração do projeto da duplicação, das audiências públicas realizadas e onde nosso município não se fez presente. Essa é a verdade, nós deixamos de ser participantes no desenvolvimento. Não levamos a nossa preocupação para as autoridades sobre a necessidade da nossa comunidade.

Podem até não concordar comigo, mas somos sabedores que em momentos importantes nosso município não esteve representado e por isso não as decisões foram tomadas à revelia de nossos reais interesses e necessidades e o resultado da nossa omissão aí está hoje estampado na insatisfação popular, pois a obra está simplesmente se realizando morosamente e ninguém oficialmente informa o que será quando acabada e entregue para uso definitivo.

Se bem que está aberta da forma mais precária que se vê e se sente, pois não há o mínimo de segurança, com a obra sendo realizada, a sinalização é confusa, não te orienta e à noite ou dia de chuva o perigo está a cada momento à sua frente e os acidentes são frequentes e muitos já acabaram em óbito e como sempre a corda arrebenta no lado mais fraco, o cidadão não encontra guarida em seus direitos de ir e vir. E tampouco sabe para reclamar se for lesado e tiver perdas humanas ou materiais em sua família.

Lamentavelmente esse é o quadro que se apresenta no entroncamento da BR-386 com o acesso ao município, onde a população sem segurança para se deslocar se manifesta mas não sente que isso tenha surtido efeito, uma vez que as previsões de conclusão são apenas postas pelos que deveriam ser responsáveis e ágeis em uma obra que se fosse em outros países, já estaria há meses concluída, inaugurada e entregue oficialmente a quem de direito.

Mas não, o que se vê é uma lentidão que até pode se dizer proposital e quem sabe seja mesmo, pois interesses escusos percebe-se em muitas obras hoje pelo país, grande parte iniciada e inclusive paralisadas e outras no galope de um pangaré velho e cansado que já está quase desistindo de sua caminhada. Isso é lamentável em um país onde pagamos dezenas de impostos cujo destino não se sabe ao certo qual é e os direitos para o que foram criados não são estendidos.

Enfim, aqui a obra não parou, mas quase e o que fazer? Esperar para ver o que nos será entregue e se haverá algum aditivo que possibilite mudanças que atendam ao que previa o projeto original, que segundo autoridades locais, não está sendo obedecido e portanto tudo é ainda uma incógnita.

Para mim a culpa não é tão e exclusivamente das autoridades federais, mas de todos os envolvidos e especialmente a falta de lideranças locais, pois vemos em outros municípios a obra acabada e entregue e as vias de mobilidade oferecem, diferentemente daqui, bem melhores condições de trafegabilidade, pois houve mobilizações daquelas comunidades no todo da obra.

Então não transfiramos responsabilidade somente ao governo federal, que erra e erra muito, mas sejamos corresponsáveis e façamos o mea culpa assumindo que fomos omissos nessa obra de suma importância, assim como estamos sendo inoperantes com relação ao acesso do nosso município, a ERS-128, entregue ainda no governo Olívio Dutra (alguém lembra quando anos faz isso?) e que desde lá não houve melhoria significativa a não ser operação tapa buraco e pouco trabalho de melhora na sinalização horizontal e vertical da pista de rolamento.

Enfim, essa a situação de uma comunidade que já a décadas não está tendo lideranças que se mostrem realmente comunitárias e municipalistas com uma gestão e olhar para o interesse comum. Podem até não gostar, mas o que vejo são líderes cometas, que surgem a cada quatro anos com soluções mirabolantes e que enchem os olhos do povo, do eleitor, objetivo maior de quem pensa em estar na vitrine e não no trabalho efetivo por sua comunidade, aquela que lhes concede o passaporte para que façam na vida pública o que venha realmente satisfazer as necessidades mínimas de seus representados. O povo. É isso.

Reflita: Acredite na justiça, mas não a que emana dos demais e sim na tua própria. (Código Samurai)

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