Giro do Vale / Coluna do Chimarrão

Em agenda no Rio de Janeiro, nesta terça-feira, o candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad, ligou o aumento da rejeição a seu nome por parte do eleitorado, detectado na pesquisa Ibope divulgada na noite de segunda-feira, a ataques feitos pelo PSDB.

“Temos sofrido muitos ataques do PSDB, mas isso não está favorecendo o PSDB, e sim o fascismo. Quando você alimenta o ódio, alimenta o fascismo. Aconteceu na Alemanha, na Itália”, afirmou o ex-prefeito em agenda da Fundação Instituto Oswaldo Cruz, sem citar explicitamente o oponente Jair Bolsonaro (PSL). “Parte expressiva da elite brasileira abandonou a social-democracia pelo fascismo”.

Haddad falou rapidamente à imprensa ao chegar à Fiocruz. Não comentou outros dados do levantamento, como o crescimento do candidato do PSL. Nem o fato de suas intenções de voto não terem subido, como mostrava tendência anterior. Bolsonaro passou de 27% para 31% da semana passada para esta, enquanto o petista ficou em 21% nas duas pesquisas. O Ibope ouviu 3.010 eleitores nos últimos sábado e domingo e a margem de erro é de dois pontos percentuais. Bolsonaro ainda tem a maior taxa de rejeição: 44%. A de Haddad foi de 27% a 38%.

Analisando friamente o que acontece no país nesses momentos de decisão em período pré-eleitoral podemos perceber claramente que as esperadas e necessárias propostas a que os candidatos deveriam se ater (raras exceções), o que vemos são simplesmente desconstruções dos adversários, como se um e outro não tivessem o mesmo vício, a mesma mácula, que tem feito com que o eleitorado venha tendo tão poucas esperanças.

O reflexo disso tudo está justamente no percentual de rejeição de praticamente todos os candidatos que se apresentam ao eleitorado no atual momento e contexto dessa eleição de presidente a deputado estadual, onde muitos estão simplesmente se apresentando com propostas sim, mas não novidades e sim coisas batidas e prometidas a décadas e que nós população ainda não tivemos o prazer de experimentar concretamente, pois muita coisa não se realizou.

Ou melhor dizendo, muitas propostas (vazias) simplesmente eram e continuam sendo o chantili do bolo, o enfeite para nos pegar nessa arapuca que tem sido no correr dos pleitos eleitorais as armas utilizadas por grande parte dos candidatos, especialmente os que já fazem carreira na política do país, para continuar no poder e são seguidos por também muitos que desejam entrar e ter a oportunidade de continuar seu trabalho, mesmo sendo em seu interesse e não no nosso como prometeram e continuam.

Por isso abram o olho e procuremos entender bem as artimanhas de determinados candidatos, pois muitos tem a sabedoria, outro tanto a perspicácia, a malandragem, a desfaçatez, enfim, várias formas de se apresentar como os melhores, os salvadores da pátria, mas na verdade analisando cada ou vários em seus posicionamentos nos é possível observar contradições e muita falta de criatividade na forma de tentar buscar o eleitor.

Enfim, nosso país necessita mesmo é de que surja novamente um estadista. Alguém que venha para resolver o que por décadas estamos esperando ansiosamente, pois o que vemos ao longo dessa trilha de anos é justamente o contrário, com muito discurso na época de tomar de nós o voto e depois as decisões são tomadas à revelia da nossa vontade e necessidade. Não nos atendem como deveriam, pois muitos o que buscam não é surgir como novos representantes da real vontade popular e sim como tantos outros oportunistas que aproveitam esse nicho a cada quatro anos para se perpetuar na sombra.

A produção industrial caiu 0,3% em agosto ante julho, na série com ajuste sazonal, divulgou na manhã desta terça-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).  Essa é a segunda taxa negativa consecutiva do indicador, que acumula queda de 0,4% em dois meses.

Apesar disso, a produção industrial apresentou altas de 3,8% na média móvel trimestral, 2% na comparação com agosto do ano passado, 2,5% no acumulado do ano e 3,1% no acumulado de 12 meses. A queda foi provocada pelos bens intermediários, isto é, os insumos industrializados usados no setor produtivo (-2,1%), e pelos bens de consumo semi e não duráveis (-0,6%).

Paralelamente, tiveram alta os bens de capital, isto é, as máquinas e equipamentos (5,3%), e os bens de consumo duráveis (1,2%). O IBGE disse que 14 das 26 atividades tiveram recuo na produção de julho para agosto, com destaque para o setor de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, que recuou 5,7%.

Outro setor com queda significativa foi o de bebidas (-10,8%). 12 atividades tiveram alta na produção, com destaque para veículos automotores, reboques e carrocerias (2,4%) e produtos farmoquímicos e farmacêuticos (8,3%).

Reflita: Pode-se enganar a todos por algum tempo; pode-se enganar alguns por todo o tempo; mas não se pode enganar a todos todo o tempo. (Abraham Lincoln)

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