Giro do Vale / Coluna do Chimarrão

Aí está um dos reflexos do porque tem figurões tentando de todas as formas acabar com a Operação Lava Jato no apagar das luzes do atual governo do país (se é que dá para se definir esse bando de corruptos como governantes). Mas como diz o presidente eleito, “Deus acima de todos”, há esperança de lucidez ainda de parte de quem é responsável também pelos destinos da nação e também a justiça maior do Brasil.

O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (MDB), foi preso, na manhã dessa 5ª feira (29.nov.2018), no Palácio Laranjeiras, residência oficial do chefe do Estado. A ação é um desdobramento da operação Lava Jato.

A ordem de prisão preventiva foi autorizada pelo ministro Félix Fischer, do STJ (Superior Tribunal de Justiça), onde o governador tem foro. Pezão foi levado ainda pela manhã para a sede da Polícia Federal do Rio.

A operação é baseada na delação premiada de Carlos Miranda, operador financeiro do ex-governador Sérgio Cabral. Ao todo, são cumpridos 9 mandados de prisão. A PF também cumpre mandados de busca e apreensão.

Entre outras coisas, Carlos Miranda detalhou o pagamento de mesada de R$ 150 mil para Pezão na época em que ele era vice do então governador Sérgio Cabral. Também, segundo o delator, houve pagamento de 13º de propina e 2 pagamentos de R$ 1 milhão como prêmio.

Esta é a 2ª vez que um governador é preso durante o cumprimento do mandato. O 1º foi José Roberto Arruda, ex-governador do Distrito Federal.

O ex-ministro Antonio Palocci deixou a carceragem da Polícia Federal em Curitiba ontem para começar a cumprir a pena em prisão domiciliar. Antes de seguir para sua residência, ele passará pela sede da PF, onde receberá uma tornozeleira eletrônica.

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região julgou na 4ª feira apelações da defesa de Palocci em condenação por corrupção. Por maioria, os desembargadores autorizaram a saída da carceragem para ficar em prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica.

Também foi definida a redução de pena do ex-ministro. Ele havia sido condenado a 12 anos, dois meses e 20 dias. Mas os desembargadores optaram por diminuir a punição para nove anos e 10 dias. A mudança será comunicada à Vara de Execuções Penais da Justiça Federal em Curitiba para cumprimento.

O presidente da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, marcou para a próxima terça-feira, 4, o julgamento de um pedido de liberdade do ex-presidente Lula, preso desde abril de 2018. A sessão no colegiado, que é composto por Lewandowski, o relator da Operação Lava Jato no STF, Edson Fachin, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes e Celso de Mello, está prevista para as 14h. A data marcada pelo presidente da Turma havia sido sugerida por Fachin em despacho na terça-feira 27.

No habeas corpus ao STF, os advogados de Lula pedem que o Supremo reconheça a “perda de imparcialidade” do ex-juiz federal Sergio Moro por ele ter aceitado ser ministro da Justiça e Segurança Pública do governo do presidente da República eleito, Jair Bolsonaro (PSL). Assim, pedem a anulação de todos os atos de Moro no caso do tríplex do Guarujá, que levou Lula à cadeia, e em outras ações penais que miram o petista.

O ex-presidente está preso em Curitiba desde o dia 7 de abril para cumprir a pena de doze anos e um mês de prisão a que foi condenado em segunda instância pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) no processo referente ao imóvel no litoral paulista.

Ele foi considerado culpado pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro por ter recebido 3,7 milhões de reais em propina da OAS por meio da reserva do tríplex e da reforma na unidade.

Conforme os defensores de Lula alegam ao STF, Moro agiu “movido por interesses pessoais e estranhos à atividade jurisdicional, revelando, ainda, inimizade pessoal” com o petista na ação. “Lula está sendo vítima de verdadeira caçada judicial entabulada por um agente togado que se utilizou indevidamente de expedientes jurídicos para perseguir politicamente um cidadão”, afirma a defesa.

Reflita: O importante não é vencer todos os dias, mas lutar sempre. (Waldemar Valle Martins)

Ainda não há comentários

Envie-nos o seu comentário

Publicidade

Últimas Notícias

Corpo estava próximo ao Rancho Bonanza

Trio armado rendeu as duas pessoas que estavam no veículo

Regiões mais afetadas são monitoradas pela RGE e pela RGE Sul