Giro do Vale / Coluna do Chimarrão

O presidente Jair Bolsonaro disse ontem que estuda um projeto para acabar com a Justiça do Trabalho. Segundo ele, “havendo clima”, o governo deve discutir a proposta e dar prosseguimento à ideia. “Isso daí, a gente poderia até fazer, isso está sendo estudado. E, havendo o clima, nós podemos discutir essa proposta e mandar pra frente. Nós queremos”, disse.

A declaração foi feita ao Jornal do SBT. Foi a 1ª entrevista de Jair Bolsonaro após assumir a Presidência da República. Disse ainda que “a mão de obra no Brasil é muito cara” e que isso deve ser mudado por prejudicar o empregador.

“Você pode ver, a mão de obra no Brasil é muito cara, o empregado ganha pouco, mas a mão de obra é cara. Eu costumo dizer, é pouco pra quem recebe e muito pra quem paga. Devemos modificar isso aí. Alguém ganha 1 mil reais por mês e o patrão, na verdade, está gastando 2 mil”, disse.

Também falou sobre a reforma da Previdência, que, segundo ele, pode ser enviada ao Congresso fatiada. Segundo o presidente, a 1ª proposta a ser discutida será a idade mínima, que deve ficar em 62 anos para os homens e 57 para as mulheres a partir de 2022.

“Pretendemos, algo a ser, botar num plano da reforma da Previdência, nós passarmos a dar um corte até o final de 2022. Essa que é uma ideia inicial. Aí seria aumentar para 62 os homens e 57 as mulheres. Não de uma vez só, né. Um ano a partir da promulgação e um ano a partir de 2022”, disse.

Segundo Bolsonaro, a proposta apresentada por Michel Temer será aproveitada. “Vamos rever alguma coisa, porque a boa reforma é aquela que passar na Câmara e no Senado e não aquela que está na minha cabeça, ou da equipe econômica. E ela interessa para todos nós”.

O presidente disse ainda que a reforma da a Previdência pública terá maior atenção. “O que mais pesa no orçamento é a questão da Previdência pública, essa vai ter uma maior atenção da nossa parte. E, no meu entender, vamos buscar também eliminar privilégios”, afirmou.

Bolsonaro disse que Sérgio Moro deu a ideia de fazer um novo decreto sobre o posse de arma, que segundo ele, tratará sobre critérios que o cidadão deve seguir para comprovar a “efetiva necessidade” de ter a posse.

“O grande problema do Estatuto do Desarmamento – que nós, o povo, optou; o povo, não foi eu, eu trabalhei favorável a isso – foi pelo direito da compra de armas e munições. Então, o que acontece… ali na legislação diz que você tem que comprovar efetiva necessidade. Então isso passou a ser algo subjetivo. Então a Justiça Federal age de acordo com orientação do Ministério da Justiça… e a orientação que vem também do governo central”, afirmou.

Segundo Bolsonaro, o que é de efetiva necessidade ainda está sendo definido, mas deu exemplo: “Estado, que por exemplo, o número de óbitos por 100 mil habitantes por arma de fogo seja igual ou superior a 10, essa comprovação da efetiva necessidade é um fato superado, ele vai poder comprar arma de fogo”. E, sobre o decreto que permitirá a posse de arma, Bolsonaro disse que o texto dará “flexibilização”.

O nome de Damares Alves, ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, estava entre os assuntos mais comentados nas redes sociais nessa quinta-feira. O motivo é um vídeo em que ela declara o início de uma “nova era” no Brasil, em que “menino veste azul e menina veste rosa”. Empolgada, Damares dá pulos de alegria e é aplaudida na gravação que circula pela internet.

A nova ministra esclareceu que “fez uma metáfora” contra a ideologia de gênero, mas não acredita que as pessoas devam limitar as cores de seus guarda-roupas. Mas meninos e meninas podem vestir azul, rosa, colorido, enfim, da forma que se sentirem melhores — afirmou, no fim de tarde de ontem.

O ‘superministro’ da Justiça e da Segurança Pública, Sérgio Moro, montou no governo Jair Bolsonaro (PSL) uma espécie de “República de Curitiba” – termo usado pelo ex-presidente Lula, em conversas grampeadas para se referir aos investigadores da Lava Jato. São oito nomes ligados ao Paraná, sua terra de origem, berço também da Operação Lava Jato, onde foi juiz federal por 22 anos.

São pessoas de sua confiança, como a ex-diretora da 13.ª Vara Federal em Curitiba Flávia Blanco, atual chefe de gabinete, profissionais com quem trabalhou em grandes operações como juiz e com expertise em combate a crimes financeiros e narcotráfico, como o ex-superintendente da Polícia Federal no Paraná Maurício Valeixo, atual diretor-geral da PF, o ex-chefe de inteligência e informação da Receita Federal em Curitiba Roberto Leonel, atual chefe Coaf, entre outros.

A equipe tem ordem para enviar ao Congresso, antes dos 100 primeiros dias de gestão, o projeto de lei com alterações legais que endurecem penas e aumentam o poder de investigação do Estado e, simultaneamente, dar início à implantação de medidas executivas e operacionais para desarticular facções e frear o crescente poder das organizações criminosas.

Reflita: Quase todos os homens são capazes de suportar adversidades, mas se quiser por à prova o caráter de um homem, dê-lhe poder. (Abraham Lincoln)

Comentários

  1. Anônimo disse:

    agora bozo vai querer tirar o resto dos direitos dos trababalhadores

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