Giro do Vale / Coluna do Chimarrão

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Máquina de lavar

Como se esperava, o Procurador Geral da República virou alvo dos políticos apontados como suspeitos da operação “Lava Jato”. E mais especialmente pelos políticos mais influentes do país. Isso já começa a nos levar a crer que muita água deve rolar por baixo da ponte. Uns políticos criticam o procurador, outros choram, outros ainda dizem que ficaram impossibilitados de se defender. Em resumo, isso vai virar uma novela com muitos capítulos.

Persona non grata

O mais engraçado de tudo isso, se é que dá para achar graça de toda essa lavação de roupa suja, leia-se, o estouro da corrupção na Petrobras, é que ouvindo o noticiário, não se vê nenhum dos denunciados pelo doleiro Alberto Youssef dizerem que conhecem o homem. Imaginem então os processos que esse doleiro deve levar dessas pessoas todas que ele denunciou, visto que sequer ele é reconhecido pelos mesmos. Em resumo, a mídia nacional e até mundial vai ter assunto para muito tempo, visto que essa história deve envolver muita gente e naturalmente muitos milhões de todos os brasileiros que pararam em mãos de doleiros, políticos, empresários, enfim, de pessoas que não eram donos do nosso cada dia mais escasso real.

Poupança em baixa

Nos dois primeiros meses do ano houve mais saques do que depósitos na até então mais atrativa aplicação, que é a caderneta de poupança. Economistas afirmam que a política de juros aplicada pelo governo tem levado os poupadores a buscar novas aplicações e o reflexo negativo da poupança aí está, ou seja, não está sendo mais atrativa em relação a outras aplicações. Espera-se que a presidente em seu último pronunciamento tenha razão, quando disse que esse momento de dificuldade não deve demorar.

Contas exercício de 2011

As contas do ex-prefeito Celso Pazuch, relativas ao exercício financeiro de 2011, as quais foram recebidas pelo legislativo em meados de fevereiro, contrariamente ao relatório das contas de 2012, veio com parecer favorável à aprovação das contas relativo a esse exercício e por solicitação do vereador Batista o aludido parecer foi baixado paras as comissões de estudo da câmara.

Ainda há político bom

Os atos de corrupção que vem movimentando todas as esferas de poder, mais especialmente a seara política da nação, foi alvo de comentário do vereador PC, o qual falou que apesar de tudo isso, ainda existe bons políticos e citou nomes de alguns que abriram as portas para a comunidade local tanto no RS quanto em Brasília. Ainda é possível separar o joio do trigo em nas hostes do poder, mas esses aparecem pouco, pois os maus estão em alta e fazem sombra aos bons políticos.

Limpeza nas vias do município

A falta de conservação, em especial das estradas do interior, ensejou a que o vereador Carlinhos solicitasse ao Executivo uma roçadeira hidráulica para trabalhos no interior, justificando que as placas de indicação estão escondidas pelo matagal. Com razão o vereador em solicitar esse trabalho, pois há vários anos esse fato vem acontecendo no município nas vias rurais e os usuários merecem atenção do poder público. Também deseja que o abrigo em frente da EE. Brasília tenha um banco para os alunos e usuários aguardarem os coletivos de forma mais confortável.

Auxílio para CTG

Voltou à pauta o pedido de auxílio para reerguer a estrutura do CTG Esperança da Coxilha, que foi destruída, a exemplo de residências próximas, quando de um vendaval havido no município. A alegação do vereador Carlinhos é de que falta um local de entretenimento para a comunidade. Seu colega Batista foi mais longe e disse que a aludida entidade é um bem público por ser da comunidade. Vamos convir, é uma entidade particular que nada tem de público, não pertence ao município. Que sofreu com o vendaval não se discute, mas a responsabilidade de reerguer a entidade não é do município por lei, pois não é uma entidade pública e sim privada, constituída de estatuto próprio e particular pela sua natureza, ou seja, uma alegação sem fundamentação legal alguma. Esse é o papel do vereador, Tornar uma entidade privada em público, só para jogar para a torcida?

Convênio com o município

Os vereadores que pedem auxílio para o aludido CTG, dizem que há convênio do município com o CTG Querência da Amizade, o que é real, mas é bem claro, para atividades patrocinadas pelo município (esportivas, sociais, comunitárias). O convênio não se destina para a entidade à suas despesas. Inclusive a bem da verdade seria bom se separar as situações, pois uma entidade tem estrutura e vida própria além de oferecer estrutura para o município. A outra, não se sabe se pela destruição pelo vendaval ou por outro motivo está desativada. Será que possui diretoria ativa? Seria bom que se falassem mais claramente e não simplesmente se responsabilizar o município por um fato causado pelo tempo.

E os vereadores ajudaram?

Ainda sobre a questão, lembro como as pessoas que estavam na câmara quando da ocorrência do vendaval, que foi proposto pelo vereador Paulo Freitas que os vereadores se mobilizassem e auxiliassem a entidade. Alguém poderia explicar como está a campanha entre nossos representantes? Alguns se dispuseram na hora, outros não. Qual o montante arrecadado e quais os vereadores que “botaram a mão no bolso”? A verdade é que vereadores até criticaram a campanha do vereador Zé Galinha em se auxiliar as casas mortuárias, mas aí está, o parlamentar não parou, fez a campanha, conseguiu as melhorias pretendidas, mostrando que não é vereador só de tribuna.

Faltam investimentos

Uma boa lembrança do vereador Carlinhos, pois quando da luta para renovação do contrato com a Corsan foi prometido mais reservação para região alta do município (São João, Laranjeiras) como iniciar o novo reservatório no final do ano passado e até agora nada “e vai acabar faltando água” disse o vereador. Está faltando pressão do poder público junto da empresa, afinal se foi acordado realmente e está no contrato há responsabilidade e anotem, sem os investimentos projetados corre-se o risco de não se ter água nas horas de pico e naturalmente no verão.

Melhorias continuadas

O líder do governo Carlos Gewehr tem pautado em relatar as melhorias que o município vem implementando na cidade e interior. Deu destaque para a sinalização horizontal nas ruas da área urbana e a pintura das faixas de segurança e demais sinalizações necessárias. Também no sistema de bueiros o setor de obras vem suprindo as deficiências para enfrentar a chegada do inverno (mas são tantos os pontos que devem correr contra o tempo). Citou a liberação de recursos federais e o reinício das obras no posto de saúde.

Reposição salarial

Sobre o reajuste do funcionalismo, hoje muito solicitado pela oposição, Gewehr disse que o prefeito pretende dar o máximo possível, mas lamentou não ter conseguido dar antes, por não saber como se comporta a receita. “A dívida deixada de 1,4 milhões já foi paga em 2/3, isso daria para minimizar a situação”, justificou.  Ressaltou que se deve ter o cuidado com as despesas públicas, pois o gasto sem cobertura foi um dos motivos que acabou por levar o prefeito anterior a ter suas contas rejeitadas pelo Tribunal de Contas do Estado.

Misturando as bolas

A oposição, por Batista, diz que não tem dinheiro para reposição salarial, mas tem para o Natal nas Águas e que por isso julga não ter critério. “Quando se fala em reajuste logo alegam dívidas herdadas”. Tapar o sol com a peneira é mais fácil e dá para se perceber que o vereador é adepto do calote, pois Gewehr foi claro citando que os documentos mostram dívidas próximas de R$ 1,5 milhão, mas isso parece irrelevante para o líder do PMDB. Felizmente hoje o município voltou a ter crédito na praça, pois tem gestão que honra os seus e os compromissos assumidos e não pagos pela administração passada. Essa é a verdade e os documentos não mentem. E se mentem, foi feito pelo setor contábil da gestão passada.

Rádio comunitária

Batista insiste em parcialidade da rádio local. Reclama de falta de espaço e critica os convidados. Enfim, quer estar na vitrine e acusa sem fundamento. Na sexta feira vereadores discutiram no programa a questão das contas. O intermediador deixou os telefones à disposição da comunidade para perguntas ou para vereadores que quisessem contestar o que foi abordado. Sabem quantos vereadores ligaram para contestar o que foi colocado sobre as contas: nenhum. E o vereador Carlinhos, me desculpe, não deve ter ouvido o programa, pois foi bem claro que quem desejasse os telefones estariam (como estiveram) a disposição e a verdade é que não tinham como contestar o que fora dito. Aliás, tem vereador que já foi convidado algumas vezes para usar o microfone da emissora. Não aceitou em nenhuma oportunidade. Novamente se percebe que temos alguns vereadores só de tribuna mesmo. Produção apenas de palavras e muitas delas de um vazio extremo.

Sedimentada pelos anos

Vereador Batista insiste em rotular a rádio comunitária local como política, por certo por não ter assunto relevante e por isso não obter todo o espaço que deseja ter na mídia local. Aliás, mídia não é o forte da figura, pois há poucos meses fez um editorial lançando um jornal para a comunidade, cujo cunho político foi constatado por quem o leu pelo breve tempo que circulou. Aliás, essa foi mais uma mídia que se pode considerar como “efeito cometa”, passou e quase ninguém viu, pois sumiu como por encanto, mas pelo que se ouve por aí deixou um pequeno rastro. Ou não?

Está faltando tema

Para quem se diz a disposição 24 horas por dia em favor da comunidade, pouco resultado se tem percebido de algumas figuras que se rotulam como grandes defensores do interesse da comunidade. Reflexo disso são as sessões que ocorrem ultimamente. Com a dessa semana, desde metade de fevereiro, quando a câmara saiu do recesso, foi a terceira sessão que ficou na casa de meia hora de trabalhos. Por isso antes de reclamar dos salários do funcionalismo, vamos se auto-analisar. Vamos trabalhar mais gente, pois são em torno de seis salários mensais para ser vereador e alguns ganham demais (pelo que apresentam), sem dúvida alguma e o salário do trabalhador está na casa dos R$ 800/mês, por jornada de oito horas.

Calcule seu ICMS

Se você já estava assustado com o valor de sua conta de energia elétrica e pensava que o seu desconto de ICMS sobre os serviços prestados era na casa dos 25% por favor, refaça seus cálculos. Eu fui alertado e recalculei o imposto que nos é cobrado mensalmente na conta de luz. Pasmem, na minha conta chega aos 34%, ou seja, um terço do valor da conta é ICMS. Enfim estamos nos serviços e produtos, a cada dia, pagando para funcionamento do monstro chamado máquina pública. Vamos chiar, pois é nosso único, vamos dizer DIREITO!!!!

Insegurança continua

Nessa terça-feira em pleno dia, sem querer assisti a um furto de uma moto. Isso mesmo estava eu e o filho na Rua Mathias Klein, próximo ao tabelionato, em busca de apoio para um trabalho quando a poucos metros um jovem estava tentando ligar uma moto. Nada de anormal não estivesse ele furtando o veículo na minha frente. Como vou saber se era ou não o dono? O que vim a tomar conhecimento momentos depois e quem me informou ma alertou para um detalhe, o condutor não portava capacete, o que é verdade. E a insegurança continua apesar do trabalho de combate ao crime, que não para de crescer.

PDT é o maior partido

Se houve de tudo na câmara pelo açodamento de vereadores que não tendo o que falar acabam atropelando as palavras. Assim o PDT é o maior partido com assento no legislativo. Conforme Batista, o folclórico e atrapalhado de sempre, o vereador Zé Galinha é o 3º integrante da bancada do PDT. Seria bem vindo, pois já fez parte da bancada e honrou com boas propostas, mas ele hoje faz parte dos quadros do PTB. Tem gente que acostuma a pisar na bola.

Prefeito em férias

Paulo Eidelwein volta a assumir a administração municipal nessa semana, pois o titular, Pedro Aelton Wermann entrou em férias nesse período. Os trabalhos, segundo o governo, continuam inalterados, conforme previamente planejado pela dupla de governantes de Bom Retiro. E pelo que discorreu na câmara nessa semana o vereador Carlos Gewehr, o trabalho não tem parado mesmo. E nessa semana autoridades de várias esferas se reuniram no gabinete do prefeito para discutirem o perigo no acesso ao município e a construção de uma viabilidade (trevo) que possibilite segurança a quem utiliza esse ponto.

Reflita:

Antes de eleger, conheça a idoneidade do político, se ele tem passado de realizações ou deseja um futuro promissor (para ele)!

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