Giro do Vale / Geral

Polícia prende traficantes que realizavam tele-entrega, e recebiam com auxílio emergencial

Operação Caçador desarticulou grupo que atuava na região Metropolitana

Foto: Divulgação / Polícia Civil

A Polícia Civil descobriu que um grupo de Canoas, na Região Metropolitana, estava estimulando usuários a utilizarem o auxílio emergencial para a aquisição de entorpecentes.

Para isso, parte do benefício dos compradores (criado justamente no período de distanciamento social para ajudar a população mais pobre e os trabalhadores informais), era usado por meio de pagamento de boleto virtual de uma empresa de fachada montada pelos investigados.

A investigação da 3ª Delegacia de Polícia de Canoas identificou três líderes da quadrilha e solicitou a prisão deles à Justiça. Além disso, foram confirmados, por meio de provas como mensagens de textos, boleto virtual e documento da empresa de fachada, o fato de que pelo menos quatro usuários de drogas usaram parte dos R$ 600 dos benefícios concedidos pelo governo federal para compra de cocaína.

Ao todo, 34 agentes cumpriram seis mandados de busca e três de prisão, na operação Caçador, desencadeada na manhã desta terça-feira, dia 26.

O grupo tinha base nos bairros Guajuviras e Estância Velha, em Canoas, agindo na cidade e também na zona norte de Porto Alegre.

Investigação

Caldas descobriu que os traficantes investigados passaram a intensificar o sistema de telentrega por meio de motoboys, atendendo até cem pedidos semanais. Mas, durante o monitoramento dos suspeitos, um detalhe chamou a atenção do delegado.

O grupo montou uma empresa de fachada e só enviava a droga após o usuário confirmar o pagamento por meio de boleto virtual emitido pelo próprio criminoso. Tudo era feito via WhatsApp: do pedido ao envio do código de barras.

O auxílio emergencial foi criado em abril do ano passado para pessoas mais pobres e trabalhadores informais. Eles foram incentivados a fazer transferências e pagamentos digitais para evitar aglomerações em agências e lotéricas justamente para evitar contaminação pelo coronavírus. Foram pagas parcelas mensais de R$ 600 ou R$ 1,2 mil, no caso das mães chefes de família.

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