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Lázaro Barbosa morre após ser preso em Goiás

Criminoso não resistiu aos ferimentos após confronto com os policiais da região

Foto: Reprodução

Depois de 20 dias fugindo das autoridades policiais, Lázaro Barbosa morreu nesta segunda-feira após ser capturado em Goiás. A Secretaria de Segurança Pública do Estado confirmou que ele não resistiu aos ferimentos depois de ser baleado em um último confronto com os policiais da região.  

Logo depois de ser capturado e ferido, Barbosa chegou a ser encaminhado ao Hospital de Águas Lindas, mas acabou morrendo. Ele é apontado como responsável pela morte de quatro pessoas da mesma família em Ceilândia, na região administrativa do Distrito Federal. A busca pelo acusado mobilizou centenas de policiais lotados no Distrito Federal e em Goiás. 

Caiado anunciou prisão

Mais cedo, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, afirmou Lázaro havia sido finalmente capturado. A publicação foi feita nas redes sociais de Caiado.

“Acabo de receber uma informação de todas as forças de segurança que estão ali na região de Cocalzinho que o Lázaro foi preso. Cumprimentar a todos aqueles que estão ali há vários dias trocando informações e chegando a esse resultado final, com a prisão do Lázaro”, disse o governador.

Na última quinta-feira, DIA 24, outras duas pessoas já haviam sido presas por suspeitas de auxiliarem na fuga do homem de 32 anos.

Trajetória 

Desde o primeiro crime cometido por Lázaro Barbosa de que se tem notícia, em 2007, o homem conhecido como “serial killer do Distrito Federal” já fugiu três vezes da prisão e cometeu ao menos dez crimes. Ele nasceu na cidade baiana de Barra do Mendes, a 530 quilômetros de Salvador. 

As fugas ocorreram em penitenciárias de Goiás, Bahia e no Distrito Federal. Já a extensa lista de delitos contém casos de homicídio a triplo homicídio, estupros, tentativa de latrocínio, porte ilegal de arma de fogo, furto e roubos.

Primeiros delitos 

O primeiro delito conhecido de Lázaro Barbosa ocorreu em 2007, quando foi preso por cometer duplo homicídio, mas fugiu pouco depois da prisão. Em 2009, em Brasília, ele foi preso no Complexo Penitenciário da Papuda por estupro, roubo e porte ilegal de arma de fogo. Lá, psicólogos emitiram um laudo apontando que ele era detentor de conduta agressiva e impulsiva, além de instabilidade emocional. Dois anos após progredir para o regime semiaberto, ele fugiu em 2016 da prisão.

Em 2018, o serial killer voltou a ser preso em Águas Lindas (GO), novamente por estupro, roubo e porte ilegal de arma. Meses depois, fugiu pela terceira vez.

Notoriedade nacional 

No ano passado, ele invadiu uma chácara em Santo Antônio do Descoberto, agrediu um idoso com um machado e foi indiciado por roubo qualificado pela restrição de liberdade das vítimas, emprego de arma e tentativa de latrocínio; a vítima perdeu parcialmente a visão. Foi em abril de 2021, porém, que começou a sequência de crimes que fizeram Lázaro Barbosa chamar a atenção de todo o país.

No dia 27 daquele mês, em Cocalzinho (GO), se aproximou da janela de uma fazenda e atirou dois moradores dentro da propriedade. Em 18 de maio, entrou em uma chácara de Ceilândia (DF), obrigou todos os moradores a ficarem nus, prendeu os homens em um quarto e coagiu as mulheres a cozinharem para ele. Duas semanas depois, invadiu outra chácara na cidade e roubou os moradores.

Invasões e morte

Em junho, ele voltou a matar: no dia 4, invadiu uma chácara de Cocalzinho e matou o proprietário a tiros. Cinco dias depois, agora em uma chácara de Ceilândia, manteve o caseiro e a família reféns, matou a tiros e facadas o pai e os dois filhos; na sequência, sequestrou a mulher, a levou para um rio, onde a torturou, estuprou e matou.

No dia 10, invadiu mais uma propriedade e roubou os moradores com uma arma de fogo. Um dia depois, novamente em Cocalzinho, outra invasão a uma propriedade rural, que terminou com disparos contra o morador do local.

Ainda em Cocalzinho, foram várias invasões no dia 12: primeiro, invadiu uma chácara e ameaçou os reféns; estes, porém, foram obrigados a usar drogas e Lázaro não os matou. Logo depois, ele foi para outra propriedade, onde manteve como reféns uma mulher, uma criança e quatro homens. Três deles foram alvejados por Lázaro, que atirou também contra os policiais e fugiu. Ele ainda teve tempo de passar por outra chácara, atirar no morador da propriedade e fugir.

No dia 13, o serial killer furtou um veículo, o abandonou na BR-070 e ateou fogo no automóvel quando avistou uma barreira policial. No dia seguinte, quando invadia uma chácara, o caseiro percebeu sua chegada, atirou contra ele e o obrigou a fugir.

Correio do Povo

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