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Homem beijado pela vítima durante júri em Venâncio Aires é condenado a sete anos de prisão

Indivíduo atingiu a vítima com cinco disparos de arma de fogo em agosto de 2019

Foto: Alvaro Pegoraro / Folha do Mate

Foi encerrado por volta das 15h40 da última terça-feira, dia 28, em Venâncio Aires, o juri que resultou na condenação de um homem de 28 anos. Segundo o juiz presidente da sessão João Francisco Goulart Borges, o réu foi condenado por dois crimes, somando uma pena de sete anos de prisão em regime semiaberto: cinco anos pelo crime de tentativa de feminicídio triplamente qualificado e dois anos pelo porte ilegal de arma de fogo. Por ser réu primário e não ter antecedentes criminais ele vai poder responder em liberdade. A sessão ainda ficou marcada por um beijo entre o réu e a vítima que aconteceu durante o júri.

O homem era acusado de tentar matar sua ex-companheira de 25 anos a tiros. O crime aconteceu no dia 11 de agosto de 2019, na área central de Venâncio, quando o indivíduo atingiu a vítima com cinco disparos de arma de fogo. Com o uso de um revólver calibre 22, que não era registrado, ele atirou na mulher quando ela entrava no interior do veículo da família. Ela foi atingida por cinco disparos: dois na cabeça, dois no braço esquerdo e um nas costas.

Conforme o juiz, não houve a perfuração dos projéteis no corpo de Micheli, pois o acusado fez o uso de uma munição que estava carregada com uma quantidade reduzida de pólvora. “O autor do crime afirmou que foi proposital o uso deste tipo de munição, pois não queria matar e sim apenas dar uma susto na companheira, que ameaçava denunciar ele por um falso estupro”, disse Borges. Durante as investigações, a polícia apreendeu outras duas espingardas na residência do homem, que é atirador esportivo.

O fato do homem atirar pelas costas, o que gerou surpresa para a vítima, e o motivo torpe da ação foram qualificadores da condenação. No entanto, de acordo com o juiz, a ação da privilegiadora determinou para a redução da pena. “Foi levando em conta o fato dele agir em um estado emocional onde a vítima ameaçava fazer uma falsa denúncia de estupro”, explicou Borges.

Grupo Independente

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