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Câmara de Bom Retiro do Sul reprova projeto de venda da folha de pagamento do funcionalismo

Legislativo ainda aprovou doações de áreas de terras para empresários.

Na sessão desta terça-feira, dia 6, o Legislativo de Bom Retiro do Sul votou, e rejeitou o Projeto de Lei que previa convênio com o Banrisul para a venda da folha de pagamento do funcionalismo público municipal. Segundo o Executivo, a matéria previa que o município receberia cerca de R$ 240 mil como contrapartida.

Na semana passada o referido projeto entrou na casa e teve pedido de vistas feito pelo vereador João Batista Ferreira (PMDB), aprovado por maioria de votos. Nesta semana a mesa diretora colocou a demanda em votação e ela foi rejeitada também por maioria de votos.

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Foram favoráveis os vereadores Airton Giacomini (PDT), Diogo Antoniolli (PTB), José Moisés da Rosa (PTB) e Paulo Cesar Cornélius (PRB). Votaram contra a aprovação Alessander Negreiros Fritscher (PSB), Carlos Antônio da Rosa Cardoso (PMDB), Eder Eduardo Müller Cíceri (PSB), João Batista Ferreira (PMDB) e o presidente da Câmara Paulo Miguel de Freitas (PDT) que desempatou a votação.

Esteve presente na sessão o prefeito eleito Edmilson Busatto (PPS) que comentou sobre a proposta de convênio. Ele disse não concordar como a forma como foi feita a negociação entre Famurs, Governo do Estado e Banrisul, segundo ele para “tapar furos que ficaram, para cobrir as contas das prefeituras”. Busatto ainda afirmou que tem certeza de que pode negociar essa folha no futuro.

Cíceri defendeu seu voto contrário ao Projeto. “Onde já se viu um governo derrotado, um governo que perdeu a eleição, vender a folha? Iriam torrar esse dinheiro, para o governo que está chegando não ter”.

Ferreira afirma que outros bancos não foram procurados e citou exemplo de outras cidades, inclusive da região, que negociaram a venda da folha de pagamento com outras instituições financeiras.

O vereador Diogo Antoniolli (PTB) lamentou a decisão dos demais colegas que rejeitaram o Projeto. “Lamento alguns colegas acharem que R$ 240 mil não faz falta para o município. Faz falta, e quando vocês forem prefeitos, saberão a diferença que é ter, ou não ter esse recurso à disposição para investir”.

Doação de áreas

Os vereadores ainda votaram e aprovaram na noite dois Projetos de Leis referentes a doações de áreas de terras para duas empresas do município. Uma para uma indústria de artefatos de cimento e a outra para implantação de uma empresa de depósito de areia para a construção civil.

Na última semana a Câmara aprovou outros dois Projetos de Lei revogando Projetos anteriores que cediam áreas de terras para a instalação de empresas. O motivo foi o não cumprimento de clausulas por parte dos empresários que teriam recebido a área.

 

Giro do Vale

Comentários

  1. Bruno jardel ribeiro disse:

    Quero tambem assim fica muito facil

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