Giro do Vale

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terça-feira, 18 de junho de 2024

População volta às ruas e reivindica mudanças políticas

Neste ano diversos grupos se organizaram, a partir das redes sociais, procurando expor suas opiniões sobre os problemas do Brasil. Insatisfeitos com as práticas adotadas pelos governos, como corte de verbas públicas, aumento significativo nos impostos, aumento do combustível e energia, estes grupos decidiram repetir as ações realizadas em 2013 e voltar às ruas para se manifestar.

A principal diferença entre as manifestações de dois anos atrás e as marcadas para este final de semana está nas seus argumentos. Em 2013 a maioria dos protestos aconteceram sem argumentos bem definidos: o aumento da tarifa nos transportes públicos desencadeou uma série de motivos que levou a população às ruas. Hoje, os grupos apresentam metas amplas e determinadas, estão representando categorias e a maioria está convicta de suas reivindicações.

Em Lajeado um grupo no Facebook intitulado como “Vem pra rua Lajeado” está se organizando desde o início de fevereiro com intuito de realizar manifestação no próximo domingo (15). Os manifestantes confirmados já somam mais de três mil pessoas. Segundo os organizadores, a manifestação é pacífica, apartidária e não tem a finalidade de pedir pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Para um dos organizadores do grupo, Guilherme Cé (28), diversas pessoas se reuniram em uma primeira reunião realizada em fevereiro. A partir dela foi estabelecido um grupo de organizadores. “Vimos a situação do país depois das eleições. O Brasil registra 50 mil assassinatos por ano, nossos impostos sobem cada vez mais e é por estes e outros motivos que precisamos voltar às ruas. Nossa crítica não é específica ao governo federal, estadual ou municipal, mas sim contra qualquer grupo de governante que toma decisões erradas que possam prejudicar o povo”, argumenta.

A concentração está marcada para as 15h no Parque Professor Theobaldo Dick e segue um trajeto de cerca de três quilômetros que passará pela Rua Julio de Castilhos e avenidas Benjamin Constant e Senador Alberto Pasqualini. O itinerário será acompanhado pela Brigada Militar e foi escolhido estrategicamente, pois todas as ruas já possuem monitoramento de câmeras, evitando a ação de baderneiros. Na BR-386 não haverá intervenção.

O grupo organizou um documento com 12 reivindicações que acredita ser necessárias para a mudança no país. Entre elas estão a reforma administrativa, reforma tributária e reforma política.

Jornal O Informativo
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