Giro do Vale

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quarta-feira, 19 de junho de 2024

Colégio Estadual Jacob Arnt paralisa atividades e não haverá aula nesta terça-feira, dia 18

Em frente ao CEJA, faixa e cartaz externaram o protesto contra o parcelamento de salários. (Foto: Juliano Beppler da Silva / Giro do Vale)

Corpo docente do CEJA aderiu a mobilização que ocorre em Porto Alegre nesta terça-feira, dia 18. (Foto: Juliano Beppler da Silva / Giro do Vale / Arquivo)

O corpo docente do Colégio Estadual Jacob Arnt de Bom Retiro do Sul decidiu no final da tarde de hoje, dia 17, que irá paralisar as atividades letivas nesta terça-feira, dia 18. Os professores e funcionários da escola aderiram a mobilização que ocorrerá em Porto Alegre.

A direção da escola publicou uma nota em seu perfil na rede social Facebook esclarecendo os motivos dessa decisão. A diretora do CEJA Martinha Dulius explica que entende ser esta uma paralisação legítima, e ressalta que o dia letivo será recuperado em uma data a ser combinada.

Esta é a segunda paralisação que o CEJA realiza desde a decisão de parcelamento de salários dos servidores públicos, por parte do Governo do Estado. No dia 2 de agosto as atividades escolares não ocorreram, prorrogando em um dia o retorno das férias de inverno dos estudantes.

Confira a nota publicada pela direção do CEJA:

“Cara Comunidade Escolar do Colégio Estadual Jacob Arnt:
Estamos enfrentando épocas difíceis onde valores necessários a construção de um cidadão são diariamente denegridos.
A fim de ensinar CIDADANIA aos alunos desta escola, o grupo de professores e funcionários aderiu a mobilização que ocorrerá nesta terça feira em Porto Alegre.
PORTANTO, O COLÉGIO ESTADUAL JACOB ARNT COMUNICA QUE, NESTA TERÇA-FEIRA, DIA 18 DE AGOSTO, OS PROFESSORES DESTE EDUCANDÁRIO PARALISARÃO SUAS ATIVIDADES DOCENTES, OU SEJA, NÃO HAVERÁ AULA.
A DIREÇÃO DA ESCOLA ENTENDE QUE ESTA PARALISAÇÃO É LEGÍTIMA E O DIA LETIVO SERÁ RECUPERADO EM DATA A SER COMBINADA.
O funcionalismo desta escola aponta que haverá melhoria financeira do estado se, e somente se, TODOS OS PODERES – legislativo, executivo e judiciário – DIVIDIREM A RESPONSABILIDADE PELA DÍVIDA DO ESTADO, pois a mesma não foi adquirida somente no salário do funcionalismo. Logo, devido a insegurança financeira e a falta de projetos claros para o futuro da educação os educadores desta escola sentem-se emocionalmente abalados e espiritualmente abatidos.
Outrossim, a categoria acredita nos indicadores internacionais que apontam no crescimento financeiro a partir da educação. Ter conhecimento, estudo, prosseguir nos mesmos é crescimento financeiro para o estado.
A EDUCAÇÃO É A MELHOR HERANÇA QUE PODEMOS DEIXAR PARA NOSSOS FILHOS…
PORTANTO:
EDUCAR É MINHA VIDA.
LUTAR É MINHA ATITUDE.”

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