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Uma semana após massacre, nova rebelião em Manaus deixa mortos

Desativada desde outubro, cadeia recebeu cerca de 300 presos após chacina no Complexo Penitenciário Anísio Jobim.

Foto: Reprodução

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Uma semana depois de registrar rebeliões com 60 mortes em presídios, Manaus voltou a ter um motim em prisão. Na madrugada deste domingo, dia 8, pelo menos quatro presos morreram na Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa, no centro da capital amazonense. A informação é das secretarias da Segurança Pública e da Administração Penitenciária do Amazonas.

De acordo com informações preliminares, o motim começou por volta das 3h, mas ainda não há detalhes sobre as razões da revolta. A cadeia, que estava desativada desde outubro de 2016, voltou a receber presos depois do massacre no Complexo Penitenciário Anísio Jobim.

Desde sexta-feira, a situação é tensão na Cadeia Pública. Detentos provocaram um tumulto na ocasião, reclamando das más condições do local. Cerca de 300 homens estariam abrigados no local.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública, o motim deste domingo foi controlado. A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros foram acionados para conter o ânimo dos detentos. No começo desta manhã, servidores faziam uma contagem dos presos para confirmar o número de mortes.

A crise nas prisões brasileiras se agravou no fim de semana passado. No Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em Manaus, a rebelião deixou 56 mortos, e permitiu a fuga de centenas de presos. Outros quatro detentos morreram na Unidade Prisional do Puraquequara (UPP), também na capital amazonense.

A tensão se estendeu para outros Estados. Na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo (PAMC), em Roraima, 33 presos morreram em uma rebelião. A maioria das vítimas foi decapitada, teve o coração arrancado ou foi desmembrada. Os corpos foram jogados em um corredor que dá acesso às alas.

Todos os mortos seriam integrantes da facção Comando Vermelho (CV), que domina cerca de 10% do presídio. Os outros 90% são controlados pelo grupo rival Primeiro Comando da Capital (PCC). Conforme o secretário de Justiça e Cidadania, Uziel de Castro Júnior, o massacre foi “possivelmente” cometido pelo PCC.

O temor é de que a briga entre as facções provoque motins em outras regiões do país. Em resposta à crise nas prisões, o governo federal lançou o Plano Nacional de Segurança, que prevê a construção de cinco penitenciárias federais e recursos para que Estados façam outras prisões.

 

Zero Hora

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