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Lula, Dilma, Aécio, Serra e ministros de Temer estão na 2ª lista de Janot, diz jornal

Presidentes de duas casas legislativas também figuram nos pedidos de abertura de inquérito .

Foto: Divulgação

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Os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil), Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência), Bruno Araújo (Cidades), Gilberto Kassab (Ciência e Tecnologia e Comunicações) e Aloysio Nunes Ferreira (Relações Exteriores) estão na segunda lista com pedidos de inquéritos enviada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira, dia 14, segundo o jornal O Estado de S.Paulo.

Os presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), e os senadores Renan Calheiros (PMDB-AL), Romero Jucá (PMDB-RR), Edison Lobão (PMDB-MA), José Serra (PSDB-SP) e Aécio Neves (PSDB-MG) também estão na lista, de acordo com o Estadão.

Os nomes dos ex-presidentes Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva e os ex-ministros Antonio Palocci e Guido Mantega estão na relação de Janot, mas, como eles não possuem mandato — e, consequentemente, não dispõem de foro privilegiado —, os pedidos de abertura de inquérito devem ser remetidos à primeira instância.

O procurador-geral da República pediu a abertura de 83 inquéritos contra autoridades com prerrogativa de foro privilegiado — ou seja, em cada caso, há pelo menos um ministro, deputado federal ou senador envolvido.

No total, Janot remeteu ao Supremo 320 petições. Além dos 83 inquéritos, há 211 pedidos para que os autos sejam remetidos a instâncias inferiores — isso ocorre nos casos envolvendo pessoas sem foro no STF. Há ainda sete pedidos de arquivamentos e 19 outras providências.

O jornal Zero Hora apurou que há pelo menos 14 políticos gaúchos na leva desta terça-feira. Dois ex-governadores, um ex-senador, deputados e até mesmo uma candidata que jamais se elegeu a cargo público aparecem na relação.

Janot pediu a retirada de sigilo de parte das revelações feitas pelos ex-funcionários da Odebrecht. A retirada do sigilo depende agora do ministro Edson Fachin, relator da Lava-Jato no STF.

Contrapontos

Em nota, o ministro Bruno Araújo afirmou que solicitou “doações para diversas empresas, inclusive a Odebrecht”, “de acordo com a legislação eleitoral”. “O sistema democrático vigente estabelecia a participação de instituições privadas por meio de doações. Mantive uma relação institucional com todas essas empresas”, diz o texto.

O senador Romero Jucá, também em nota, disse estar tranquilo e que acredita que tudo será esclarecido. “O senador apoia todas as investigações da operação Lava-Jato e está à disposição para prestar as informações necessárias”, afirma.

Já o senador Aécio Neves afirmou em nota que, na condição de presidente do PSDB,  “buscou apoio para diversos candidatos, sempre dentro do que  determina a legislação, o que ficará provado ao fim das investigações, que ele considera extremamente importantes”.

Os demais citados na reportagem não haviam se pronunciado até as 21h10.

 

Rádio Gaúcha

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