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Lula diz que quer ser presidente outra vez e critica reformas do governo Temer

Ex-presidente concedeu entrevista à Rádio Guaíba.

Foto: Divulgação

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“Se eles quiserem que eu não seja candidato, vão ter que rasgar a Constituição mais uma vez”. Em entrevista ao programa Esfera Pública, da Rádio Guaíba, nesta sexta-feira, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou claro que pretende disputar a eleição presidencial em 2018: Eu quero ser presidente outra vez.

Ele foi enfático e direto, dizendo que em nenhum outro momento desejou tanto ser presidente como agora. Rechaçou um possível plano B do Partido dos Trabalhadores (outro nome) e disse que seus adversários estão fazendo de tudo para impedir que ele possa ser candidato.

“Vou pedir ao povo brasileiro a licença para votar em mim para resolver a crise que este governo trouxe para Brasil. Eu já provei que é possivel consertar este país. Todo mundo sabe que eu sei cuidar dos que mais necessitam”, destacou.

Lava Jato

Lula da Silva disse que está com a consciência tranquila para o depoimento diante do juiz Sérgio Moro, responsável pela Lava Jato, no próximo dia 10. Lula tem a certeza de que sairá inocentado do processo, onde é acusado de vários crimes. O ex-presidente, voltou a frisar que as acusações que pesam contra ele são falsas e que irá provar sua inocência. ” Tenho todo o interesse neste depoimento, estou pronto, só espero que sejam feitas as perguntas pertinentes. Tenho certeza de que sairei desse processo inocentado. Sou vítima de uma série de mentiras”, destacou.

Questionado se ele teme uma possível delação do ex-ministro Antônio Palocci, Lula respondeu que não tem o que temer.  “Não tenho preocupação com nenhuma delação. Palocci é meu companheiro há 30 anos, é um dos homens mais inteligentes desse país e se ele resolver falar tudo o que sabe pode, sim, prejudicar muita gente, menos eu”.

Os jornalistas Juremir Machado da Silva e Taline Opptiz, apresentadores do programa, aproveitaram para perguntar ao ex-presidente da República, a respeito das mudanças propostas do governo Temer, como a da Previdência e a Trabalhista.

Lula foi enfático na resposta. Falou que a mudança na Previdência “joga nas costas do povo” o peso pela falência da aposentadoria e que a reforma trabalhista tira os direitos dos trabalhadores.

” Eles rasgaram a CLT, que era a garantia mínima do trabalhador. Com empresários fortes e sindicatos muitas vezes fraco, qual é o poder de barganha que têm os trabalhadores?”, declarou.

Lula aproveitou para dizer que considerou um sucesso a greve geral desta sexta-feira. “É importante retratar que tem sido uma greve pacífica e com uma adesão muito grante da sociedade brasileira, que está protestando contra estas reformas que prejudicam o povo”.

Segundo ele, a greve foi causada pela irresponsabilidade e falta de sensibilidade do governo com a sociedade.  “Eu acho que esta greve pode fazer com que o Congresso mude de atitude, é uma paralisação histórica como há muito tempo não se via no Brasil”.

Michel Temer

Lula falou também que conversou com o presidente Temer para não apoiar o movimento do impeachment. “Eu disse para ele não rasgar a biografia dele como constitucionalista, mas infelizmente ele tomou outra decisão. Ele é um jurista, sabia que Câmara não tinha motivos legais para afastar a Dilma”.

Crise com a classe política

Lula citou uma desesperança que tem crescido no País, destacou que o RS voltou a ter um ar conservador, mas fez questão de frisar que não existe saída para os problemas sociais e econômicos fora da política.

“Temos que acreditar nela. Fora dela é o fascismo, o nazismo, a ditadura. Nós precisamos é aprender a escolher melhor os candidatos. Tem que votar e cobrar dele todo dia.

Ao invés de ficar com raiva dos políticos e dos partidos, goste de si mesmo, faça um partido, entre para a política”, encerrou.

 

Correio do Povo

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